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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Crianças de férias: saiba como proceder em caso de acidentes

Além da atenção para evitar acidentes domésticos, responsáveis pelos pequenos devem ter condutas de primeiros socorros corretas para evitar que os casos se agravem

Férias escolares são sinônimo de diversão e brincadeira para as crianças e de muito trabalho para os pais que precisam redobrar a atenção com os pequenos que, com mais tempo livre e muita criatividade, têm mais chances de se machucar. Em um momento de distração, acidentes podem acontecer, mas a prevenção ainda é a melhor forma de evita-los. Além disso, saber como proceder nos primeiros socorros é essencial para reduzir, em alguns casos, a gravidade do ocorrido.

- É comum que os pais e responsáveis tenham algumas condutas inadequadas no momento dos acidentes domésticos, como: passar creme dental em queimaduras, ou oferecer leite em casos de intoxicação. O alerta é que nestes casos, o procedimento incorreto pode gerar prejuízos a lesão, possibilitando a ocorrência de infecções, por exemplo. O mais indicado é se certificar de que o procedimento adotado é o mais indicado, mesmo que para isso precise acionar um especialista e/ou buscar um atendimento de emergência – explica a pediatra Carla Dall Olio, coordenadora da emergência Pediátrica do Hospital Barra D’Or.


Segundo a especialista, as quedas e a ingestão ou aspiração de pequenos objetos são as causas mais comuns para entradas em Emergências Pediátricas. Como nem sempre os pais presenciam o acidente, é preciso que eles fiquem atentos aos sintomas. No caso de quedas, o choro é sempre o primeiro sinal, mas nem sempre significa gravidade, assim como escoriações pelo corpo. Em caso de ingestão de objetos os sintomas mais comuns são a tosse sem causa aparente, perda de fôlego, secreção amarelo-esverdeada em apenas uma narina, obstrução nasal em apenas um dos lados e coceira ou dor intensas em um dos ouvidos. 

- Ao perceber algum desses sintomas, os pais devem levar a criança imediatamente à emergência pediátrica para que ela seja avaliada e exames sejam realizados, caso haja indicação. É muito perigoso tentar avaliar ou resolver o problema em casa. Vale ressaltar que é fundamental que a criança não durma após uma queda, pois é preciso observar os seus sentidos para que o sono seja identificado como cansaço ou como um sintoma mais grave. Caso a criança apresente sinais de sufocamento após engolir alguma pecinha, como ficar roxa e não conseguir respirar, é preciso acionar a emergência e encaminhá-la, com urgência, ao hospital – alerta a pediatra.

Prevenir é melhor que remediar – Retirar do alcance das crianças remédios e produtos de limpeza, isolar tomadas, extremidades de móveis e acesso a escadas, são algumas das principais medidas que devem ser adotadas nas residências. Além disso, o ideal é manter as crianças longe de utensílios cortantes e inflamáveis, evitando que estejam presentes na cozinha e, quando for preciso, os cabos das panelas precisam estar virados para o interior do fogão, afim de evitar queimaduras. 

Quando estiverem em área externa é preciso que sempre tenha um responsável supervisionando. No caso de praias, devem estar atentos as placas de sinalização do Corpo de Bombeiros, já em piscinas, o foco deve ser os ralos que podem aspirar cabelos e membros das crianças.

Atendimento ágil e especializado – Com ambiente humanizado e profissionais qualificados no atendimento a crianças de 0 a 13 anos, a emergência pediátrica do Hospital Barra D’Or oferece assistência especializada e rápida através do modelo Smart Track – de acolhimento imediato do paciente – adaptado ao público infantil. Consultórios médicos, salas para exames laboratoriais e de imagem, posto de enfermagem e leitos para o repouso compõem a emergência.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Realizar atividades físicas após estudos ajuda na memorização

Quem pensava que atividade física era benéfica somente para manter uma boa aparência vai se surpreender com uma pesquisa holandesa que estudou a relação entre memória e atividades aeróbicas. Os autores do trabalho que foi publicado na edição de junho da revista Current Biology, acreditam que exercícios físicos ajudam o cérebro a guardar as informações por mais tempo, em função das reações químicas impulsionadas pela movimentação do corpo.



Dra. Bruna Mendonça, neurologista do Hospital Santa Luzia, em Brasília, explica que atividades físicas são responsáveis por ativar o hipocampo, região extremamente importante para memória, além de liberar neurotransmissores do grupo catecolamina (dopamina, adrenalina, e noradrenalina). “Também é uma forma de ativar os endocanabinóides, que são responsáveis pela atividade anti-inflamatória cerebral. Dessa forma, seria interessante a prática de atividades físicas até como forma de prevenção de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer ”, explica.

Embora o estudo tenha sido testado em um grupo pequeno de pessoas, a médica diz que a novidade abre portas para futuros debates sobre o assunto. “Ainda não podemos afirmar categoricamente que todos devem fazer atividades físicas 4 horas após estudar para conseguir melhor desempenho. Porém, este estudo é importante, pois a partir de agora podem surgir outras análises para aprofundar este tema", diz.

Estímulos

Aprender coisas novas e fora da área de atuação estimulam o cérebro e mantém a atividade. Segundo a  médica, o órgão tem grande capacidade de se moldar e melhorar. “Aprender a pintar, aprender novas línguas e fazer palavras cruzadas, por exemplo, são estímulos muito benéficos”, completa.

Qualquer atividade deve ser bem escolhida para que seja eficaz. Dra. Bruna acredita que Boxe e futebol americano são opções arriscadas. “Traumatismos cranianos repetitivos já possuem relação estabelecida com danos à memória.", finaliza.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Evite queimaduras com fogos de artifício

As festas de fim de ano estão chegando e a presença de fogos de artifício é indispensável em muitas comemorações. Mas além de produzirem bonito espetáculo, se manuseados de forma incorreta eles são perigosos. “As queimaduras provocadas por esses artefatos podem ser bastante graves”, alerta o cirurgião plástico Marcelo Borges, coordenador do SOS Queimaduras e Feridas do Hospital São Marcos, no Recife.

Apenas em 2015, a unidade de saúde atendeu 25 pacientes com queimaduras ocasionadas por fogos. Para evitar acidentes, dicas simples podem ser adotadas. A primeira é no momento da compra: verifique a validade e origem dos fogos e não utilize materiais de fabricação caseira. Outro fator fundamental para garantir a segurança é seguir corretamente as instruções do fabricante. Além disso, nunca aponte os fogos na direção de outras pessoas ou da rede elétrica e não permita que crianças manuseiem o produto. “Também fazemos um alerta importante sobre a ingestão de bebidas alcóolicas. Com a perda dos reflexos, o risco de acidentes aumenta. Portanto, é prudente que a pessoa que irá manusear os fogos durante as festas não tenha bebido”, reforça o cirurgião.

Em caso de queimadura:

– Se houver chamas nas roupas ou cabelos, role a vítima no chão ou utilize um cobertor para apagar o fogo;
– Lave o ferimento em água corrente, mas não utilize sabão;
– Não coloque gelo, pois isso queima ainda mais a pele e piora o ferimento;
– Não utilize manteiga, pomadas ou outras substâncias;
– Evite tocar na área queimada;
– Procure atendimento médico.

Referência – O SOS Queimaduras e Feridas possui mais de 40 anos de trabalho. O serviço referência oferecido inicialmente pelo Hospital São Marcos foi estendido aos demais Hospitais da Rede D’Or São Luiz em Pernambuco – Esperança Recife e Esperança Olinda. Pioneiro, o serviço foi o primeiro implantado em hospital privado em todo Norte e Nordeste. A equipe atende em média 1.500 novos pacientes a cada ano.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Casos de pedras nos rins são mais comuns durante o verão

No dia 21/12 começa o verão e é preciso se preparar para evitar problemas relacionados às altas temperaturas. Nos dias mais quentes do ano, as pessoas transpiram mais, mas nem sempre ingerem mais água. O problema é que, quando a água perdida não é reposta, os rins passam a trabalhar menos. Isso favorece o acúmulo de sais e proteínas e a formação de cálculos renais. Desidratação, causas genéticas e excesso de sódio são as principais causas da formação de pedras nos rins.

Outras substâncias comuns que podem causar este problema são: níveis elevados de cálcio, oxalato, ácido úrico e fósforo, diminuição de citrato e aumento de cistina. “O cálculo pode ser formado por uma ou mais substâncias associadas. O mais comum é o de oxalato de cálcio. Doenças de outros órgãos que produzem excesso dessas substâncias também podem levar a formação de cálculos”, explica o Dr. Jorge Fares, coordenador de nefrologista do Hospital São Luiz Morumbi.



Segundo o especialista, doenças genéticas podem levar à formação de cálculos. Quando há presença de familiar com cálculo, aumenta a incidência da doença, porém, muitos pacientes não têm histórico familiar. Se o paciente tem predisposição e não se hidrata adequadamente, apresenta maior chance de desenvolver uma ou mais pedras.

Quando há uma primeira crise renal, na maioria dos casos pode-se identificar uma ou mais causas, mas às vezes as alterações não são encontradas facilmente. Por isso, é necessário procurar o médico para investigar e fazer exames. De acordo com o resultado, o tratamento é individualizado, com medicações para corrigir o que estiver alterado. “A investigação da causa é muito importante para evitar novos cálculos ou diminuição na formação dos existentes”, diz o nefrologista.

A conduta médica depende de cada caso: se o cálculo é único ou não, sua localização, tamanho que possa ser eliminado sozinho ou com associação de aumento de líquidos e medicações, se há infecção, se está obstruindo o rim ou causando dor intensa ou se necessita de intervenção do urologista. O tratamento varia entre conduta clínica ou intervenção por endoscopia, laparoscopia ou cirurgia.

De uma forma geral, uma orientação importante é beber em torno de dois litros e meio de líquidos por dia, como água e sucos naturais. Os medicamentos, no entanto, não devem ser tomados sem a prescrição do médico, porque a medicação deve ser específica para a alteração encontrada no paciente.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Câncer de pele poderá atingir mais de 180 mil pessoas este ano

Especialistas alertam sobre prevenção e tratamento da neoplasia mais frequente no Brasil

A exposição excessiva e sem proteção aos raios solares podem deixar marcas muito além do bronzeado. O câncer de pele é o mais frequente no Brasil, representando 30% de todos os tumores malignos registrados. Especialistas também destacam o crescimento de neoplasias nas áreas como pescoço, orelha, nuca e braço pelo uso insuficiente de proteção. Seguindo a linha das campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul, o Dezembro Laranja foi criado para alertar sobre a exposição excessiva aos raios solares e os riscos de câncer de pele, doença que poderá atingir mais de 180 mil pessoas ainda este ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

 - Observamos que apesar da divulgação sobre a importância do uso do filtro solar, a população não se protege do sol como deveria e isso é muito preocupante, principalmente no Brasil, em que a incidência de raios solares ocorre durante o ano inteiro, sendo mais intenso no verão. É fundamental a conscientização de que medidas simples de proteção podem evitar a maioria dos casos de câncer de pele – destaca a dermatologista do Hospital Oeste D’Or, Valéria Stagi.



A neoplasia que acomete a pele se divide em dois tipos: não melanoma e melanoma. Dentre os cânceres não melanoma, há o carcinoma basocelular (CBC) que é o mais frequente, menos agressivo e causado pela exposição inadequada ao sol; e o carcinoma espinocelular ou epidermoide (CEC), mais agressivo e de crescimento mais rápido. Já o melanoma é o mais grave dos tumores de pele devido à sua alta possibilidade de metástase.

 - O tratamento do melanoma depende do estágio da doença. Na fase inicial, geralmente é indicada a cirurgia para a retirada do tumor. Já na fase avançada, ou seja, quando ocorre a metástase e a doença já se espalhou para além da pele, o câncer é incurável na maioria dos casos. Entretanto, no cenário atual, o tratamento com as novas terapias é capaz de aumentar a sobrevida do paciente e oferecer uma melhor qualidade de vida – ressalta a oncologista clínica do Grupo Oncologia D’Or, Andreia de Melo.

Fatores de risco – Além das pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem a proteção adequada, indivíduos com a pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de sofrer o câncer de pele CBC, assim como aqueles que têm albinismo ou sardas pelo corpo. Outros fatores de risco como história prévia de câncer, histórico familiar de melanoma, pintas escuras, doenças congênitas que se caracterizam pela intolerância total da pele ao sol, queimaduras externas, lesões crônicas e tumores múltiplos, além de lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas, também precisam de atenção.

São grandes as chances de cura para os tumores de pele se descoberto precocemente. Manchas, bolinhas que sangram facilmente, feridas que não cicatrizam, crescimento ou aparecimento de pintas são os principais sintomas do câncer de pele. É recomendado que um especialista seja procurado, imediatamente, após a identificação destes sinais, para verificação.

Conheça as principais formas de prevenção do câncer de pele:
- Usar chapéus, camisetas e protetores solares;
- Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão);
- Usar filtros solares diariamente com fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplica-lo a cada duas horas, a cada mergulho no mar ou piscina, ou ao secar o corpo com toalha.
- Ao observar o crescimento ou mudança de forma de pintas, procurar imediatamente um especialista.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Dicas sobre introdução de alimentos sólidos para as crianças

Pediatra do Hospital São Luiz afirma que rejeição só deve ser considerada significativa depois de oferecer dez vezes

Antes dos seis meses, não é necessário oferecer para as crianças qualquer complemento alimentar ao leite materno, que é suficiente para suprir todas as necessidades nutricionais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até esta idade e, de acordo com os especialistas, a amamentação deve ser mantida, se possível, até os dois anos.

A partir do sexto mês, portanto, é possível introduzir outras comidas, como sucos de fruta pela manhã e papinhas de fruta no período da tarde. “Esses alimentos são introduzidos no intervalo das mamadas e a quantidade deve ser aumentada gradativamente com o passar do tempo. Estes dois exemplos são preparatórios para a papa salgada, que se inicia algumas semanas depois disso” esclarece o Dr. Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz Morumbi.



Já a consistência dos alimentos tem de ser adequada conforme o nascimento da dentição da criança, para possibilitar que ela corte e esmague os sólidos, além de evitar engasgos e sufocamento. “A papa salgada é iniciada no almoço e, após uma boa aceitação, inicia-se também no jantar”, diz o pediatra.

Mas alguns tipos de alimentos devem ser evitados pelo máximo de tempo possível, como é o caso dos que contêm açúcar. “Os doces não são recomendados às crianças, já que podem levar à obesidade na infância e, posteriormente, trazer complicações tais quais diabetes e hipertensão arterial na fase adulta”.

Segundo o especialista, a refeição deve ser atrativa para as crianças, por isso é importante a variação de sabores, cores e formas no prato, tornando o momento mais prazeroso Além disso, os pequenos devem receber todo tipo de alimento independentemente da preferência da família.

Caso seu filho, a princípio, pareça não gostar de um ingrediente específico, não se preocupe: “Novos alimentos precisam ser introduzidos e os pais não devem considerar como um evento de grande importância quando a criança recusá-lo. A rejeição de uma determinada comida só será considerada significativa após a oferta de, pelo menos, dez vezes” ressalta o Dr. Cid.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Voluntários desenvolvem atividades humanizadas em hospitais

Carinho e dedicação geram benefícios à saúde e a recuperação de pacientes internados

“Quando se faz o bem, o bem retorna”. Esta é uma frase comum entre as pessoas que dedicam parte de sua vida ao próximo, através de trabalhos voluntários, oferecendo gratuitamente o que se tem de melhor: amor, compaixão e alegria. Mesmo em uma sociedade onde as questões pessoais são muito latentes, ainda é possível perceber o aumento no número de voluntários que existem no Brasil. Nos corredores dos hospitais, por exemplo, é perceptível a importância de ações voluntárias para os pacientes, principalmente para crianças que passam grande parte dos seus dias internadas. Pensando nisso, a Rede D’Or São Luiz, ao lado de instituições parceiras, desenvolve projetos especiais para estes meninos e meninas.



Mas, afinal, qual é a importância do voluntariado? Dr. Jorge Moll Neto, diretor-presidente do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), foi o primeiro neurocientista no mundo a concluir que fazer uma boa ação ativa áreas do cérebro relacionadas com o prazer, o bem-estar e o sentimento de pertencimento.

É o que também pensa o Instituto Rio de Histórias, projeto da Associação Viva e Deixe Viver, que realiza visitas semanais para contação de histórias, nos hospitais Rios D’Or, em Jacarepaguá; Copa D'Or, em Copacabana; Oeste D'Or, em Campo Grande; e o Hospital Estadual da Criança, em Vila Valqueire. Tais atividades lúdicas e recreativas auxiliam a criança no enfrentamento da doença, além de atuar como agente terapêutico, contribuindo para uma melhor qualidade de vida.

Além dos medicamentos indicados pelos especialistas, a presença do trabalho voluntário para os pequenos internados contribui para a humanização do tratamento. A psicóloga do Hospital Caxias D’Or, Teresa Eder destaca a importância do contato do voluntário com a criança. “Sempre que possível, incentivo a realização dessas visitas para esses pacientes. É bom estimular momentos confortantes para eles”, explica a especialista.

A Trupe Miolo Mole, outro parceiro da Rede D’Or São Luiz, visita semanalmente inúmeras crianças na unidade de Jacarepaguá e de Vila Valqueire para apresentações teatrais e brincadeiras. O grupo de palhaços realiza vínculos não só com pacientes, mas também com seus familiares e equipe médica. Assim como a Comunhão da Alegria que marca presença na pediatria do Hospital Quinta D’Or e no Centro de Oncologia D'Or, para apresentações musicais. Para eles, a música não é apenas um entretenimento, mas também uma forma de acalmar e proporcionar bem-estar durante o tratamento.

Oferecendo o seu melhor – Em meio a tanta dor, atos altruístas representam um papel relevante tanto para quem os pratica quanto para os que recebem. No fim das contas, todos saem ganhando. Não importa a habilidade do voluntário, pode ser artística, terapêutica ou até um bom papo. É grande a variedade de ações deste tipo desenvolvidas nas unidades hospitalares.

Seja voluntário no Hospital Estadual da Criança – Os pequenos pacientes adoram receber visitas e participar de atividades divertidas com os voluntários. Mas, também seus pais e familiares merecem este carinho e apoio. São bem-vindas diversas habilidades, como trabalhos manuais, artesanato; apresentações musicais e teatrais.


“O Hospital Estadual da Criança é concebido no conceito de multi especialidades para o tratamento dos pequenos pacientes. Além de uma equipe de especialistas altamente competentes, a assistência é oferecida com o complemento de ações humanizadas, lideradas por psicólogos, pedagogos, terapeutas ocupacionais, contando ainda com o apoio de voluntários. Tudo no intuito de fazer com que o tratamento e a estadia hospitalar sejam mais confortáveis para os pacientes e seus familiares, mantendo o foco na segurança do paciente”, declara Dr. Lúcio Abreu, diretor de qualidade do hospital.


Para se candidatar a voluntário no Hospital Estadual da Criança:
Ligue para o Grupo de Apoio à Família - (21) 3369-9650 - ramal: 241
É necessário ter mais de 18 anos, disponibilidade 04 horas/1x por semana e lógico, gostar muito de criança.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Câncer Infantil: Pequenos sinais podem salvar vidas

As últimas quatro décadas são marcadas pelo progresso no desenvolvimento do tratamento do câncer infantil. Estima-se que cerca de 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados. Muitas são as conquistas obtidas pela equipe do Hospital Estadual da Criança, localizado no Rio de Janeiro, no tratamento de cerca de 200 pacientes. Submetidas a assistência no HEC, a maioria dessas crianças usufrui de boa qualidade de vida, após o tratamento.

- Para atingir possibilidades reais de cura do câncer infantil, é fundamental o diagnóstico precoce. Os pais devem estar alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas. No entanto, na maioria das vezes, os sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância, o que não deve ser motivo para descartar a visita ao pediatra para avaliação mais detalhada – ressalta Dra. Patrícia Moura, responsável pelo Serviço de Oncohematologia pediátrica do Hospital Estadual da Criança, administrado pelo Instituto D’Or de Gestão de Saúde Pública.

A manifestação do câncer infantil pode não diferir muito de doenças benignas (sem maior gravidade) comuns nessa faixa etária. Muitas vezes, a criança ou o jovem está em razoáveis condições de saúde no início da doença, e por isso, chegam aos centros especializados de tratamento com a doença em estágio avançado por diversos fatores: desinformação dos pais; medo do diagnóstico de câncer; desinformação dos médicos.


A causa da maioria dos casos de câncer pediátrico ainda é desconhecida, causando questionamentos e angústias nos pais. Alguns casos são resultado da predisposição genética – apenas 5% dos cânceres são herdados dos pais para filhos, mas ao contrário do que ocorre com os adultos, o câncer infantil não está associado a fatores como dieta, falta de exercícios físicos e, muito menos, ao uso de cigarro e álcool. Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias, os do sistema nervoso central e linfomas.

- O conhecimento do pediatra para a desconfiança do câncer é determinante para um diagnóstico seguro e rápido. Partimos que o diagnóstico é feito a partir da história clínica suspeita e exame físico detalhado; exames laboratoriais como hemograma completo e exames bioquímicos; e exames de imagem de acordo com achados do exame físico e/ou da história clínica, que pode ser desde um raio x simples até exames mais elaborados como ressonância nuclear magnética – explica a oncohematologista.

O tratamento do câncer infantil é determinado com base no tipo e estadiamento da doença. As opções podem incluir quimioterapia, cirurgia, radioterapia e outros tipos de tratamento. Em muitos casos, é necessário apenas um destes tratamentos ou combinações deles. Cabe ressaltar que tratamento de crianças é diferente do tratamento de pacientes adultos, e o ideal é que a criança possa ser tratada em centros pediátricos, onde outras crianças também estejam recebendo tratamento. Também é muito importante que a família participe ativamente do tratamento da criança, dando segurança e confiança a mesma.

- O Hospital Estadual da Criança é concebido no conceito de multi especialidades para o tratamento dos pequenos pacientes. Além de uma equipe de especialistas altamente competentes, a assistência é oferecida com o complemento de ações humanizadas, lideradas por psicólogos, pedagogos, terapeutas ocupacionais, contando ainda com o apoio de voluntários. Tudo no intuito de fazer com que o tratamento e a estadia hospitalar sejam mais confortáveis para os pacientes e seus familiares, mantendo o foco na segurança do paciente – declara Dr. Lúcio Abreu, diretor de qualidade do hospital.

Sinais e sintomas de alerta do câncer infantil:
Dores de cabeça e vômitos pela manhã;
Caroços no pescoço, nas axilas e na virilha, ínguas que não resolvem;
Dores nas pernas e nas articulações que não passam e atrapalham as atividades da criança;
Manchas arroxeadas na pele, como hematomas ou pintinhas vermelhas (petéquias);
Aumento de tamanho de barriga;
Febre prolongada;
Perda de peso;
Palidez inexplicada (anemia) e prostração;
Brilho branco em um ou nos dois olhos quando a criança sai em fotografias com flash.

Principais tipos de câncer infantil:
Leucemia – É o câncer mais comum na infância. As leucemias têm origem na medula óssea, o tutano dos ossos, onde é normalmente produzido o sangue. Manifesta-se com dor nos ossos ou nas articulações, palidez, manchas roxas, sangramentos, febre, abatimento, entre outras. O diagnóstico das leucemias se faz através do mielograma, exame do sangue de dentro do osso. Existem vários tipos de leucemia: Leucemia Linfoide Aguda (LLA), Leucemia Mieloide Aguda (LMA), Leucemia Mieloide Crônica (LMC) e Leucemia Linfoide Crônica (LLC - só em adultos). As leucemias podem ter índices de cura de até 80% quando tratadas com quimioterapia. Em alguns casos, estão indicados também radioterapia e transplante de medula óssea.

Tumores do Sistema Nervoso Central – Os tumores do sistema nervoso central, cérebro e cerebelo são os tumores sólidos (que não leucemias e linfomas) mais frequentes em crianças. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça e vômitos pela manhã, tontura e perda do equilíbrio, alteração visual, entre outros. O diagnóstico do tipo exato de tumor é feito durante a cirurgia. Os tumores benignos são tratados apenas com cirurgia. Para os tumores malignos são, em geral, necessárias também quimioterapia e /ou radioterapia.

Linfomas – Os linfomas são tumores que acometem os gânglios e o baço (sistema linfático). Existem dois tipos principais de linfomas: Linfoma de Hodgkin e Linfoma Não Hodgkin. A maioria dos casos começa com adenomegalias ("ínguas" – aumento de volume dos gânglios) que vão crescendo no pescoço, nas axilas na região inguinal ou intra-abdominal. A criança pode apresentar febre prolongada, perda de peso, aumento do baço, entre outros. O diagnóstico dos Linfomas de uma forma geral é feito através de uma série de exames laboratoriais e de imagem, mas somente confirmado na maioria dos casos através da biópsia de um gânglio aumentado de tamanho. O tratamento é feito com quimioterapia e em alguns casos radioterapia.