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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Cuidados com a saúde no Carnaval

Os dias oficiais de folia estão chegando. Mas além de preparar as fantasias e montar o roteiro da diversão, é preciso estar atento à saúde. Descuidos com a alimentação, ingerir pouca água e o excesso de bebidas alcoólicas podem tornar a quarta-feira realmente ingrata. “Desidratação e infecção intestinal são algumas causas que costumam levar pessoas ao hospital após e até mesmo durante o Carnaval”, explica o clínico Marco Antonio Alves, gestor da Emergência do Hospital Esperança Recife.


Para que ninguém interrompa a brincadeira, o médico lista algumas recomendações:

– A maratona é intensa, principalmente para quem brinca em Olinda. Opte por um café da manhã reforçado. Pão, cereal, leite, sucos, frutas e queijos são algumas sugestões. É importante sair de casa bem alimentado.

– Lembre-se de comer ao longo do dia. Se preferir levar o lanche de casa, atente para a conservação dos alimentos. Se a refeição for na rua, cuidado redobrado ao acondicionamento e ingredientes utilizados. Evite molho branco, fritura e alimentos muito gordurosos, que dificultam a digestão.

– Procure se alimentar a cada três horas. Além de repor a energia perdida, evita a tão temida ressaca.

– Beba água. E beba durante todo o dia. Não esqueça que está perdendo bastante líquido no sobe e desce das ladeiras, acompanhando os blocos e apresentações e também por causa da alta temperatura. Sucos de frutas e água de coco também são boas opções para se hidratar. Vale lembrar que refrigerante refresca, mas não hidrata o organismo.

– Por falar em temperatura alta, estamos em pleno verão: não esqueça de usar protetor solar. O fator indicado é, no mínimo, o 30. Vale também apostar nas roupas com proteção solar, bonés e chapéus.

– Para os que vão ingerir bebidas alcóolicas, é importante intercalar com água, para manter a hidratação. E o alerta de sempre é válido também para o Carnaval: se beber, não dirija.

– Alongue o corpo. Isso vai ajudar a evitar a fadiga muscular e a manter o pique.

– Tente manter a qualidade do sono, dormindo, se possível, cerca de oito horas por noite. E não emende os dias; o organismo precisa de repouso.

– Use preservativo. Sexo seguro é grande garantia de manter a saúde.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

De onde vêm as cólicas dos bebês?

As indesejadas cólicas costumam ser um grande incômodo nos primeiros meses de vida de muitos bebês. A enfermeira e supervisora da UTI Neonatal do Hospital São Luiz, Talita Magalhães, explica quais são as possíveis causas dessas dores abdominais em recém-nascidos e o que as mães podem fazer para evita-las ainda durante a gestação:



Por que os bebês têm cólica?
O sistema digestivo dos bebês ainda é imaturo. Por isso, reações a algumas substâncias do leite materno ou artificial podem resultar em dores na região abdominal.

Qualquer bebê está suscetível a sentir cólicas?
Não se sabe ao certo porque alguns bebês são mais suscetíveis a sentir cólicas do que outros. A cólica acomete meninos e meninas, tanto amamentadas no peito como na mamadeira.

Os hábitos da mulher durante a gestação influenciam na intensidade de cólicas do bebê?
O consumo de alguns alimentos durante a gravidez, geralmente os que provocam gases, podem predispor o bebê a ter cólicas. Por isso, recomenda-se evitar leite chocolate, brócolis, couve-flor, repolho, feijão, cebola e comidas apimentadas. Estudos afirmam também que o consumo de tabaco na gravidez ou o próprio convívio com fumantes podem predispor o bebê ao problema, além de outros danos já conhecidos.

Quais sinais indicam que o bebê está com cólica?
Choro intenso, encolhimento das perninhas e eliminação de gases durante o choro são os sinais mais comuns de cólica.

Massagens ajudam a aliviar o desconforto do bebê?
Deitar a criança de barriga para cima e massagear suavemente a região abdominal com movimentos circulares em sentido horário costumam ser suficiente para resolver o problema. Aquecer a barriga do bebê durante a massagem também é eficaz. O uso de medicamentos é recomendado apenas com indicação do pediatra.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Sepse tem controle

A sepse é conhecida erroneamente como infecção generalizada e a cada dia torna-se um desafio maior a ser vencido pelos profissionais das unidades de emergências e terapias intensivas dos hospitais do mundo. É uma doença de alta prevalência e associada a elevadas taxas de morbidade e mortalidade, bem como altos custos financeiros da iniciativa hospitalar pública e privada - no Brasil, o custo total para o tratamento da doença gira em torno de 9.632 dólares (R$ 38 mil).



“Para diminuir o número de pessoas afetadas pela sepse é importante estar atento ao modo como o corpo se comporta. Uma vez que aparece, o diagnóstico e o tratamento devem ser feitos o mais rápido possível. Para isto, precisamos trabalhar com o público divulgando campanhas de alerta e conscientização”, afirma Dr. Marcelo Maia, intensivista do Hospital Santa Luzia, em Brasília.

O médico destaca que a patologia é constituída de um conjunto de sinais e sintomas. Suspeita de infecção, febre, calafrios, coração batendo rápido ou cansaço para respirar, são alguns exemplos. “A fonte de infecção não é uma só e pode ser originada em diversos órgãos. Se estiver relacionada ao aparelho respiratório, por exemplo, o paciente pode ter pneumonia ou sinusite. Sepse também se manifesta por infecção de pele ou da urina”, explica o especialista.

Dr. Marcelo acrescenta que algumas pessoas desenvolvem a patologia com mais facilidade e alerta sobre os cuidados com a saúde. “O paciente só pode evitar o desenvolvimento da patologia prevenindo qualquer tipo de infecção, cuidando-se e visitando o médico regularmente. Aqueles com diabetes, câncer, os que trataram o HIV previamente com quimioterapia, usuários de corticosteroides, recém-nascidos prematuros e idosos são os mais propensos às formas mais graves de infecção”, exemplifica.

ATITUDE IMEDIATA

O grande desafio da sepse a ser vencido pelos hospitais é a identificação da doença logo que o paciente chega para fazer a triagem. Em 2004, foi iniciado no Hospital Santa Luzia um trabalho especial voltado ao tratamento da infecção. Hoje, a unidade conta com 58 leitos de UTI e comemora uma evolução em 80% no controle da patologia desde o início dos trabalhos.

“Procuramos realizar no Santa Luzia um protocolo gerenciado de sepse que inicia no departamento de emergência com monitoramento do paciente desde o primeiro atendimento. A finalidade deste protocolo é garantir a segurança daqueles atendidos em nossa instituição reduzindo de maneira drástica a evolução da doença e consequente risco de mortalidade”, relata.

De acordo com o médico, o alinhamento dos objetivos e propósitos do corpo clínico foi essencial para o sucesso do trabalho. “Preparamos nossa equipe por meio da capacitação para reconhecimento imediato e precoce da doença. A infraestrutura do hospital e acesso livre aos mais variados exames laboratoriais são cruciais na intervenção terapêutica em tempo hábil”, finaliza o especialista.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Para curtir só o melhor do verão

Todo mundo sabe que dezembro e janeiro são os meses mais aguardados do ano. Não somente por causa das férias, mas também por conta do verão, estação do sol, da praia e da vida ao ar livre. Mas o que nem todo mundo sabe é que a estação também pede cuidados redobrados com o corpo e a saúde.

As altas temperaturas proporcionam condições ideais para a ocorrência de sintomas e doenças que podem afetar o bem-estar físico. Os mais comuns são aqueles que levam à perda de líquidos como a desidratação, além do risco de insolações e o aparecimento de micoses.



“A hipertermia acontece quando o corpo absorve mais calor do que consegue dissipar. Esse é um mal-estar muito comum com as altas temperaturas do verão. Alguns sintomas são:  câimbras, vômito, tontura, dores abdominais, fraqueza, muito ou nenhum suor, e até delírios”, explica a Dra. Márcia Ribeiro, diretora médica do Hospital Oeste D’Or.

A desidratação é uma das maiores vilãs do verão e pode acontecer de duas formas: quando o corpo elimina líquido e sais minerais através da transpiração excessiva e pela ingestão de alimentos contaminados ou mal conservados, o que causa vômito e diarreia. Por isso, além de ingerir muito líquido, é recomendado o consumo de alimentos leves, como frutas, verduras e legumes, sempre bem limpos.

“A alimentação deve ser a mais natural possível, preferencialmente não industrializada, devido ao processo de preparação, conservação e refrigeração, muitas vezes desconhecido. Frutas como melancia, melão, abacaxi, manga, laranja, uva, pera e kiwi são uma boa pedida por terem alto teor líquido e vitaminas. Frituras devem ser evitadas. E sorvetes de palito são muito bem vindos, pois são refrescantes e hidratam”, orienta Márcia.

Além da boa nutrição, é importante estar atento também à exposição ao sol. Para afastar o risco de insolação e queimaduras solares, o recomendado é evitar os horários de calor mais intenso, apostar em roupas leves e nunca esquecer de usar o filtro solar. A prática de exercícios físicos também deve ser moderada nesta época do ano, para evitar mal-estar.

“O ideal para qualquer pessoa é beber no mínimo dois litros de água por dia. Por isso, ao sair para caminhar ou fazer exercícios é importante levar ou comprar uma garrafa de água. Além disso, a exposição excessiva aos raios solares pode trazer malefícios à saúde, como envelhecimento precoce e até câncer de pele. É importante o uso de filtro solar com fator de proteção maior que 15, além de barreiras físicas, como chapéus e bonés”, explica.

Outro risco à saúde atrelado ao verão é o aparecimento de micoses. Como nesta época do ano as pessoas  frequentam com maior assiduidade praias e piscinas, a umidade da pele acaba favorecendo o aparecimento de fungos, que originam as micoses.  As mais recorrentes são as das unhas e as dos pés, como a famosa frieira. A indicação é procurar um dermatologista nos primeiros sinais de micose.

“O excesso de umidade nos espaços entre os dedos dos pés ou nas axilas pode causar coceiras e rachaduras. Para prevenir o contágio de fungos, é importante sempre andar de chinelo e se deitar sobre cangas ou toalhas quando estiver na praia, além de secar muito bem todo o corpo, principalmente as juntas e entre os dedos dos pés”, ensina a médica.

Com um pouco mais de cuidado com a saúde e com a alimentação todo mundo pode curtir somente o melhor que a estação mais quente do ano tem a oferecer!

Dicas para você aproveitar só o melhor do verão:

• Evite sair nos horários em que o sol estiver a pino, das 10h às 16h.
• Use filtro solar.
• Evite ficar exposto ao sol, procure caminhar pela sombra.
• Prefira uma alimentação leve: frutas suculentas e saladas.
• Mantenha-se hidratado: beba bastante líquido, mas evite bebidas com cafeína, álcool ou muito açúcar.
• Facilite a transpiração: use roupas folgadas, de tecidos leves e claros.
• Uma boa ideia é incluir um chapéu ou boné no figurino.
• Também não se esqueça dos óculos escuros, que precisam ter proteção ultravioleta.
• Para se refrescar nos momentos mais críticos procure, se puder, um ambiente com ar-condicionado. Mesmo que você não permaneça no local por muito tempo, isso vai ajudar a manter seu corpo mais fresco quando você tiver que retornar para o calor.
• Mas, para aliviar mesmo, nada melhor do que água. Sempre que puder, lave rosto, nuca, braços e mãos, tome uma ducha fria, mergulhe na piscina ou tome um banho de mar.
• Tenha um cuidado ainda maior com bebês e crianças, maiores de 65 anos e pessoas doentes, especialmente cardíacos ou hipertensos.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Verão exige cuidados especiais com as crianças

O verão é uma das estações mais queridas do ano. É tempo de férias e muitos passeios ao ar livre, mas também é um período preocupante, principalmente para as crianças. Por ser a época mais quente do ano, muitas sofrem com a desidratação e gastroenterite. Abaixo, listamos algumas dicas para quem deseja evitar os riscos da estação: 

• Evite sair com as crianças nos horários em que o sol estiver a pino, das 10h às 16h.
• Crianças devem usar filtro solar com fator de proteção igual ou acima de 50.
• Vale a pena incluir um chapéu ou boné no vestuário dos pequenos durante esta estação.
• Ofereça muita água ao seu filho. Sempre. Mesmo se ele não pedir.
• Sucos de frutas, água de coco, picolés e sorvetes de frutas também são uma boa pedida.
• Contra os mosquitos, repelente! Que deve ser reaplicado com frequência, de acordo com as determinações do fabricante.
• Evite colocar excesso de roupa em bebês pequenos e, independentemente da idade, a criança deve estar confortável com a roupa que está vestindo.

• Ao sair da praia e da piscina é importante secar bem todo o corpo e as orelhas. Água no ouvido sai naturalmente, mas em caso de desconforto maior ou dor, vale a pena procurar um pediatra.



quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Sangue novo, vida nova

O doador de sangue é personagem fundamental para a recuperação de muitos pacientes. Apesar de o Brasil contar com milhares de doadores de sangue, esse percentual ainda está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é entre 3,5% e 5% de sua população. Em nosso país, o percentual não chega a 2%.



São várias as barreiras a serem vencidas para conseguir um doador voluntário de sangue. Muitas pessoas sequer sabem o tipo sanguíneo e fator Rh e grande parte só se sensibiliza quando algum parente necessita de transfusão. “Costumo dizer que acreditamos que nunca iremos precisar de uma doação de sangue, no entanto uma cirurgia ou mesmo um acidente pode nos colocar na situação de receptor. Dessa forma, tento convencer cada vez mais pessoas a se tornarem doadores”, diz o médico Marco Antonio Alves, gestor da Emergência do Hospital Esperança Recife (PE).

Pessoas entre 18 e 65 anos, com boa saúde e acima dos 50 kg podem se tornar doadores. E o mais importante: homens podem doar sangue a cada dois meses e mulheres a cada três. Além disso, uma só bolsa de sangue pode ajudar mais de um paciente. Isso porque os hemocomponentes – concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas e plasma – são separados e destinados a quem precisar, o que inclui pessoas com anemia, que passaram por cirurgias ou que se encontram em tratamento do câncer. “Ou seja, dá pra ajudar bastante com uma única doação. Sem contar que doar sangue é um gesto de amor e caridade com o próximo”, incentiva o médico.

Cada pessoa doa cerca de 450 ml de sangue. Entre o cadastro, triagem e coleta, são em média 50 minutos. E o organismo repõe o volume de sangue doado ainda nas primeiras 24 horas após a doação. “É importante derrubar alguns mitos, como doar sangue enfraquece ou dói, nada disso é verdade”, reforça.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Acidentes de carro podem causar sérios problemas à saúde

O fim do ano está cada vez mais próximo e as famosas festas desta época chegam para aliviar o estresse de 2015. Com isto, o álcool vira forte companheiro e um facilitador de acidentes no trânsito. O Detran DF computou até outubro deste ano 12 mil pessoas pegas em blitzes dirigindo após ingestão de bebidas alcoólicas e outras 1750 presas por conduzirem totalmente embriagadas.



Porém, cada vez mais é comum flagras pessoas dirigindo sem o cinto de segurança ou usando o celular. No DF, um terço das colisões são provocadas pela utilização dos smartphones. Só este ano, entre janeiro e agosto, o Detran distribuiu mais de 33 mil multas na cidade - uma média diária de 140 casos. E por mais que pareçam simples, essas colisões “comuns” e aparentemente sem lesão são muito perigosas.

Dr. Márcio Vinhal, neurocirurgião do Hospital Santa Luzia, em Brasília, alerta a população sobre esses perigos e pede mais cuidado com as festividades deste mês. “No caso de um acidente, mesmo se não tiver alguma lesão visível é importante visitar o médico. O paciente pode não sentir dores no momento da colisão principalmente por estar nervoso ou com sangue quente, mas futuramente algum incômodo pode aparecer”, explica o médico.

Colisões Frontais
Dr. Márcio Vinhal, é especialista em colunas e explica que quando a atenção sai da pista e vai para o celular, ou o álcool não permite a concentração, o risco de colisão frontal é muito grande. Neste caso, o corpo faz o movimento de chicote indo para frente e para trás bruscamente. “O pescoço vai e volta. Causando lesão dos ligamentos cervicais e luxação, que é uma dor intratável. Se bebeu, aproveite o Natal e a estadia na casa do amigo, mãe ou tio e durma por lá mesmo”, sugere o especialista.

Colisões sem o uso de cinto
O médico destaca que a maioria dos carros não possuem airbag (bolsa de ar), apenas o cinto que segura a região do tórax. “Quando o paciente está alcoolizado, parte do seu reflexo fica comprometido. Se o acidente ocorrer e o carro não tiver a bolsa, o volante vem com toda a força em direção ao peito. E dependendo do impacto, o airbag diminui a velocidade do contato, mas não evita lesões. Nos dois casos, além da lesão cervical há a lesão da coluna e do tórax podendo ser ainda mais grave se a batida for muito forte”, comenta o neurocirurgião.

Colisões sem o uso de cinto e no banco de trás
Os passageiros são de responsabilidade do motorista do veículo, mas nem sempre eles se atentam de toda a segurança que o carro disponibiliza esquecendo com frequência do cinto de segurança. “Passageiros que utilizam o banco de trás não costumam colocar o cinto. Em qualquer batida são jogados para fora do carro e podem ser acometidos por tetraplegia - fratura torácica e lombar. Além de se atentar para isto, o passageiro precisa perceber se o condutor tem condições de dirigir. Se não, aconselho a sequer entrar no carro. Seria péssimo começar o ano enfrentando um acidente como este”, finaliza Dr. Márcio Vinhal.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Mitos e verdades sobre diabetes

Temido por muitos, sobretudo pela falta de informação, o diabetes é uma doença metabólica onde ocorre elevação dos níveis de glicose no sangue, chamada hiperglicemia. Esse aumento se dá pela falta de produção da insulina ou emprego inadequado da insulina produzida pelo organismo. A insulina é o hormônio responsável por regular a entrada de glicose (açúcar) para as células. “Esse processo ocorre durante a digestão, quando os alimentos são transformados em açúcar, que é absorvido para o sangue e se apresenta como fonte de energia para o corpo”, explica a endocrinologista Alyne Teixeira, do Hospital Esperança Olinda.



De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), mais de 13 milhões de pessoas vivem com a doença no país. No entanto, muitas dúvidas surgem ao receberem o diagnóstico. A principal delas é em relação à ingestão de açúcar. “A primeira coisa que muitos pacientes perguntam é se vão deixar de consumir sobremesas e bebidas adoçadas com açúcar”, diz a endocrinologista. O planejamento alimentar do diabético pode sim incluir doces, em alguns casos, desde que a doença esteja controlada e ele seja acompanhado regularmente pelo médico. “Eventualmente e em pequenas porções, uma sobremesa ou mesmo chocolate pode ser ingerido pelo diabético”, esclarece.

Entretanto, para controlar a taxa de glicemia no sangue, a primeira recomendação é evitar o açúcar, o que inclui açúcar mascavo, mel e, até mesmo, a ingestão de algumas frutas, pois a frutose também é um tipo de açúcar. “Para os pacientes que não conseguem ingerir alimentos não adoçados, pode-se indicar adoçante, mas em quantidades moderadas”, explica a médica. Outra recomendação é em relação aos carboidratos. O diabético precisa ter cautela ao consumir batatas, massas, pães e outros alimentos feitos com farinha branca, que apresentam alto índice glicêmico. Refrigerantes e outras bebidas adoçadas – como sucos industrializados – também devem ser evitadas. “Os grandes aliados dos diabéticos são os vegetais e alimentos fontes de fibras, que retardam a absorção de açúcar pelo organismo e auxiliam a ação da insulina”, aponta.

Outra grande dúvida é sobre a necessidade das injeções de insulina. Os portadores do diabetes tipo 1 é que precisam das injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais, uma vez que o pâncreas não produz insulina suficiente para o organismo por suas células sofrem uma destruição autoimune. O diabetes tipo 1 ocorre em qualquer idade, porém é mais frequente em crianças e adolescentes, acometendo cerca de 10% da população do país, de acordo com a SBD.

No entanto, a apresentação mais comum da doença é a do tipo 2, onde há a presença da insulina, mas sua ação é dificultada por fatores como a obesidade e o sedentarismo, sobretudo. “Esses são os principais fatores de risco”, alerta a médica. Além de dieta rica em açúcar e gordura e falta de exercícios físicos, outros fatores de risco para desenvolver o diabetes tipo 2 são histórico familiar e idade (pessoas acima dos 45 anos). Como geralmente não apresenta sintomas, a maioria dos pacientes desconhece a presença da doença. Por isso é tão importante a regularidade das consultas médicas e realização de exames. Dentre os perigos de uma identificação tardia destaca-se que pacientes com diabetes tipo 2 não diagnosticado têm maior risco de apresentar doenças cardiovasculares, como acidente vascular cerebral (AVC) e infarto do miocárdio.