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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Praticar esporte coletivo faz bem à saúde, tanto na infância quanto na idade adulta

Quando as crianças começam a praticar esportes, seja por conta própria, seja com a supervisão de um profissional, elas aprendem e desenvolvem habilidades importantes para seu desenvolvimento.

O grau de aprendizado das habilidades depende do grau de maturidade das crianças e de suas experiências, da qualidade do ensino que recebem, assim como do grau de dificuldade em realizar as tarefas.

“Quando aprendem algo novo, as crianças podem desenvolver habilidades cognitivas, respeitar o corpo, aumentar a autoestima, trabalhar o equilíbrio emocional (força de vontade, autocontrole, autoconfiança), reconhecer o outro e saber compartilhar, trabalhar em grupo, desenvolver autonomia e estimular a criatividade”, explica Genilda Garcia Calvoso, Coordenadora do Serviço de Psicologia Hospitalar do Hospital e Maternidade São Luiz – Unidades Morumbi e Anália Franco, de São Paulo.

Os adultos, porém, podem aprender a trabalhar em equipe ainda que não tenham adquirido estas habilidades na infância. Dentre as aptidões que podem desenvolver, a psicóloga aponta a mudança positiva na autopercepção e no bem-estar; a melhoria na autoconfiança, a mudança positiva no humor; o alívio da tensão e de sentimentos como a depressão e a ansiedade; a influência na amenização da tensão pré-menstrual; o aumento da sensação de bem-estar mental, maior apreciação da prática de exercícios e de contatos sociais; e o desenvolvimento de estratégias positivas para enfrentar situações de estresse no dia a dia. 

Genilda afirma ainda que a promoção da saúde é considerada um incentivo às relações sociais, tais como coleguismo, amizade e paixões, seja no ambiente doméstico, seja no contexto profissional. Ela ressalta que “apesar de todos os benefícios propiciados pela prática de exercícios e de esportes, poucos estudos incluem na amostra indivíduos ex-atletas para verificar se a interrupção ou afastamento do esporte podem promover manutenção ou alteração dos níveis de ansiedade, resiliência e qualidade de vida (QV)”. Estudos mostram que atletas têm maiores níveis de QV que indivíduos não atletas, tanto em aspectos de saúde mental quanto em aspectos físicos e sociais. Esses achados indicam que o passado atlético pode contribuir para a melhora da qualidade de vida, já que também está associado à melhora de aspectos físicos e mentais.


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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Como identificar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, que atinge 5,8% da população



O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é o distúrbio neurocomportamental mais recorrente na infância e na adolescência e, portanto, o mais estudado atualmente.

Dr. Paulo Breinis, médico responsável pela neuropediatria das unidades Morumbi e Anália Franco do Hospital São Luiz, de São Paulo, explica que o transtorno tem base genética, acomete cerca de 5,8% da população e é diagnosticado principalmente em crianças. É possível identificar o TDAH a partir dos cinco anos, mas a maioria dos casos é diagnosticada quando os pequenos têm entre sete e oito anos. Na infância, a doença acomete mais os meninos, mas na adolescência, a prevalência é de dois para um.

Quem sofre de TDAH pode ter a prevalência de dois tipos de sintomas (desatenção ou hiperatividade). O mais comum, porém, é que o paciente sofra de uma combinação dos dois tipos de sinais.

Segundo o especialista, são exemplos de sintomas de desatenção: descuido em atividades escolares, falta de atenção a detalhes, dificuldade em se concentrar, em seguir instruções e em organizar tarefas. O paciente também costuma perder objetos com frequência e se distrair facilmente por algum estímulo externo à tarefa que deveria executar.

Os jovens que sofrem de hiperatividade se mexem o tempo inteiro, andam em sala de aula, escalam objetos, não conseguem ficar sentados durante as refeições, dão respostas precipitadas, falam em demasia e têm dificuldade para aguardar sua vez em filas.

“É importante orientar os pais e os professores em relação ao transtorno, uma vez que ele é para a vida inteira e não tem cura. Principalmente nas classes mais baixas, o TDAH ainda é subdiagnosticado”, afirma o neuropediatra.

Caso percebam esses sintomas nos filhos, Dr. Paulo recomenda que os pais levem a criança ao médico. Os especialistas mais indicados para fazer o diagnóstico são o neuropediatra, o psiquiatra infantil.

O tratamento ideal é realizado por diversos profissionais e combina a terapia cognitiva comportamental ao uso de medicamentos, que agem sobre os neurotransmissores e aumentam o tempo de atenção e concentração do paciente. Os mais utilizados são Ritalina ou Cocerta – nomes comerciais do metilfenidato - ou Venvanse, nome comercial da lisdexanfetamina, esclarece.

“Apesar de haver muito preconceito contra essas drogas, é preciso entender que elas têm um ótimo efeito. Entre 70% a 80% dos pacientes que utilizam os medicamentos têm sucesso no tratamento. A cultura do brasileiro de tentar não medicar pode fazer com que a criança ou o adolescente sofra demais. Apesar do TDAH não ter nada a ver com a inteligência, o jovem pode repetir o ano, ser vítima de bullying dos colegas, ficar com a autoestima baixa porque sofrerá uma série de derrotas na escola.”

Ocorrência em adultos

Antigamente, a doença era diagnosticada apenas em crianças e adolescentes. Nos últimos anos, porém, os adultos também têm recebido o diagnóstico e é praticamente igual o número de mulheres e homens que sofrem do transtorno.

“Normalmente, eles apresentam sintomas de desatenção, uma vez que com a idade, o componente da exacerbação da hiperatividade reduz. Há estatísticas de que a persistência do transtorno em adultos chega a 50%”, conclui.


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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Nódulos de tireoide são comuns, mas é preciso estar atento

O câncer de tireoide é o mais comum entre as glândulas endócrinas. Porém, esta doença não está entre as de maior incidência, totalizando apenas 2% dos cânceres do corpo humano. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) afirmam que a patologia é a mais comum da região da cabeça e do pescoço, atingindo três vezes mais o sexo feminino.

Dr. André Póvoa, cirurgião especializado em cabeça e pescoço, do Hospital Santa Luzia, em Brasília, explica que a presença de nódulos na glândula tireoidiana é bastante comum. “A formação de nódulos neste órgão é comum. As pessoas não precisam se desesperar, pois apenas 7% são malignos, caracterizando o câncer. Mulheres com mais de 50 anos e com histórico familiar, principalmente, de primeiro grau, estão no grupo de risco.”

O especialista esclarece que o diagnóstico do câncer é feito pela análise do nódulo. “A ultrassonografia é um dos exames para a avaliação morfológica, na qual o especialista analisa o tamanho, o aspecto e a vascularização do nódulo. A punção é indicada para avaliar se ele é benigno ou maligno, por meio da categoria de Bethesda, que varia de 1 a 6, sendo 6 a confirmação do câncer”, detalha o cirurgião.

Dr. André ressalta que o tratamento para o câncer de tireoide é a cirurgia para a retirada da glândula, complementado pela iodoterapia. “A tireoide tem o formato de uma borboleta, apresentando dois lobos. Quando se tem o diagnóstico de câncer, o indicado é ressecar toda a glândula”, afirma.

O cirurgião lembra que outros problemas também podem ser tratados com a extração da tireoide. “O procedimento cirúrgico é indicado, ainda, para casos de nódulos volumosos, que geram queixas estéticas e compressivas”, conclui Dr. André. 

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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Mitos e verdades dos anticoncepcionais orais




Em entrevista ao blog Espaço Saúde da Mulher, Dr. Paulo Roberto Soares, ginecologista e obstetra do Hospital Norte D’Or, esclareceu diversas dúvidas relacionadas aos anticoncepcionais orais.

Como agem no organismo: as pílulas, como também são conhecidos estes medicamentos, atuam bloqueando a ovulação. “Eles produzem também alguns efeitos acessórios, como a modificação do muco existente no colo do útero - o que dificulta a penetração do espermatozoide na cavidade uterina – e a diminuição da mobilidade das trompas. Outro efeito destes contraceptivos é a inadequação do endométrio, ou seja, a ocorrência de mudanças na camada interna do útero que impossibilitam a fixação do embrião.”

Ganho de peso: apesar de muitas pessoas acreditarem que o uso destas drogas engorda, não há estudos que evidenciem ganho de peso considerável.

Risco aumentado de trombose e/ou de problema cardíaco: o ginecologista esclarece que ambos estão relacionados à dose do anticoncepcional. “Os de mais alta dose apresentam aumento do risco, sendo o etinilestradiol mais relacionado à trombose e os progestogênios, ao infarto. Os anticoncepcionais de baixa dose têm influencia clínica insignificante”, explica. Entretanto, Dr. Paulo ressalta que o fator idade, doenças, histórico familiar ou hábitos que aumentem o risco de trombose ou infarto devem ser considerados pelo médico.

Risco aumentado de câncer de mama: o especialista afirma que até o presente momento, não existem trabalhos que atribuam diferença significativa na incidência do câncer de mama entre as usuárias de pílulas anticoncepcionais e as mulheres que não usam.

Recentemente, estudo realizado nos Estados Unidos pela Dra. Elisabeth Beaber, cientista do Centro de Pesquisas em Câncer Fred Hutchinson, detectou aumento da incidência de câncer de mama principalmente nas mulheres que tomam anticoncepcionais de alta dose. Porém, estes contraceptivos praticamente não são mais utilizados e a própria autora sugeriu que a pesquisa deve ser melhor avaliada.

Dr. Paulo Roberto afirma que “é importante esclarecer que o termo estrogênio abrange uma série de substâncias com efeitos muito diferentes no organismo. O mais correto é identificar o tipo de estrogênio para uma avaliação mais precisa de seus efeitos. São exemplos o etinilestradiol, os estrógenos conjugados, o valerato de estradiol, o estradiol, etc”.

Efeitos adversos: náuseas, cefaleia, sangramento irregular, acne e dor mamária, entre outros. Na maioria das vezes, são de pequena intensidade.

Contraindicações dos anticoncepcionais: o ginecologista explica que a Organização Mundial de Saúde (OMS) afere critérios de elegibilidade para a indicação ou contraindicação das pílulas. Esta avaliação está ao alcance do médico. O uso dos anticoncepcionais não é indicado, por exemplo, para pacientes que fumam mais de 15 cigarros por dia ou que têm alguma doença que “facilite” a trombose.


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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Hospital Esperança celebra seus 14 anos no Recife



Localizado na capital pernambucana, o Hospital Esperança comemora nesta semana seus 14 anos. A unidade possui equipamentos modernos e uma equipe qualificada e multidisciplinar preparada para atender, com excelência, todas as necessidades do paciente. 

O Esperança cresce a cada ano e tem investido na ampliação de suas instalações e em tecnologia de ponta. Processos operacionais também têm sido implantados no Hospital, que é o único de Pernambuco acreditado com Excelência pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).

O Hospital Esperança faz parte da Rede D'Or São Luiz e é diferenciado no segmento médico-hospitalar porque atua com inovação, precisão e respeito.

#rededor #HospitalEsperanca 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Hospital São Luiz inaugura Centro de Excelência em Cirurgia Bariátrica e Metabólica


O Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo, inaugurou ontem à noite o Centro de Excelência em Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
O tratamento da obesidade é complexo e envolve uma série de questões, que extrapolam apenas o aspecto médico. Por este motivo, o espaço será o único da capital paulista a trabalhar com estrutura multidisciplinar, envolvendo desde psicólogos, cirurgiões, nutricionistas até preparadores físicos.
Para que o tratamento seja bem sucedido, é necessário que haja um acompanhamento pré e pós-operatório da cirurgia bariátrica e metabólica. O Centro funcionará como uma clínica, já que o paciente encontra no mesmo local todos os profissionais necessários neste processo. “O tratamento da obesidade extrema exige uma grande mudança de hábitos alimentares, de estilo de vida e adaptação à transformação física. Por isso nasceu a ideia de criar um Centro de Excelência que oferece acompanhamento médico completo”, diz Luiz Vicente Berti, cirurgião bariátrico do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.
Para garantir o conforto e bem-estar do paciente, o Centro também conta com uma infraestrutura específica. Além de um centro cirúrgico altamente tecnológico, a unidade Itaim oferece um andar exclusivo para o tratamento de obesos. São 13 apartamentos privativos com mobiliário customizado para atender as necessidades de cada paciente.
“O Centro de Excelência oferece diferentes tipos de procedimentos e cirurgias para combater a obesidade. Os tratamentos mais indicados são os minimamente invasivos, pois proporcionam menos riscos de complicação, menos dor e menor tempo de recuperação. Mas é importante reforçar que a escolha do tratamento é feita individualmente pelo médico e paciente, a partir das particularidades de cada caso”, explica Luiz Vicente Berti.
O espaço é certificado pela organização internacional Surgical Review Corporation (SRC), responsável pelos melhores locais de tratamento da obesidade mórbida no mundo.
Dr. José Jair de Arruda Pinto, diretor da unidade, recebeu os convidados, apresentou a equipe e agradeceu a presença de todos.
Mais informações:
Obesidade extrema: a obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de gordura no organismo. A obesidade é considerada extrema quando um indivíduo atinge um índice de massa corpórea (IMC) igual ou superior a 35 kg/m². O percentual de brasileiros com obesidade mórbida e sobrepeso continua preocupante.
Atualmente, o excesso de peso atinge 95 milhões de pessoas no país e 1,9 bilhão no mundo, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). As projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) também merecem atenção. Estudo global da OMS estima que até 2015 existam 2,3 bilhões de pessoas com sobrepeso e 700 milhões de obesos.
Doenças associadas: a obesidade pode estar associada a um grande número de doenças metabólicas, como hipertensão, apneia do sono, colesterol alto, problemas articulares e diabetes e entre outras.
Tratamentos: os tratamentos para redução do peso incluem supervisão nutricional, programas de modificação comportamentais psiquiátricos, dietas, medicamentos para redução do apetite, uso do balão intragástrico e cirurgia bariátrica e metabólica.
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Como prevenir a hepatite e como tratá-la, em caso de contaminação

Este post é uma continuação do post que fizemos no Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. Nele, falamos sobre o que é a hepatite e quais os tipos existentes. 

Tratamento da hepatite

Nas hepatites agudas A e B, recomenda-se o repouso relativo, o aumento da ingestão de líquidos, a preferência por alimentos saudáveis e a não ingestão de bebidas alcoólicas. Nestes casos, não há medicamentos específicos e o acompanhamento médico é importante para que haja certeza de que a recuperação ocorreu.

Ana Maria Pittella, coordenadora dos Serviços de Clínica Médica e de Hepatologia do Hospital Quinta D’Or, afirma que na hepatite crônica B há várias opções de tratamentos, incluindo drogas orais (Tenofovir, Adefovir, Interferon, Lamivudina, Entecavir e Telvibudina). Todos os pacientes em uso dessas medicações devem ser monitorados pelo médico.

Na hepatite C, a especialista explica que o tratamento vai depender de uma série de fatores: “da carga viral, que significa a quantidade de vírus no organismo do paciente, do genótipo ou variante do vírus, do grau da lesão hepática (existência ou não cirrose), de doenças associadas, e se houve ou não resposta a tratamento prévio”.

A maioria das pessoas com hepatite C aguda não tem sintomas e, por desconhecer a existência da doença, não é tratada. Dra. Ana Maria reforça, portanto, que se a infecção for confirmada, a medicação deve ser instituída de forma precoce. “Em casos de hepatite crônica C, confirmada por exames de laboratório e em amostra de fragmento de biopsia do fígado, deve ser instituída a terapêutica antiviral combinada”.
A médica esclarece que recentes avanços no número e no tipo de medicações para tratar hepatite C estão disponíveis. O FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) tem aprovado o uso de diversas drogas para o tratamento da doença. “Nos dias atuais, vivenciamos momentos de esperança na terapêutica da hepatite C, com propostas de redução do tempo de tratamento e possibilidade de inclusão de pacientes antes não contemplados nos critérios para terapêutica. Podemos também antecipar regimes de drogas de uso exclusivamente pela via oral”, afirma Dra. Ana Maria.  

Como prevenir-se



A vacinação é o meio mais eficaz e conveniente de se prevenir contra a hepatite A. Ela é aplicada em duas doses, em geral, com intervalo de seis meses. Outras formas de evitar a disseminação da doença é lavar sempre as mãos com água e sabão, sobretudo após uso de sanitários e antes do preparo de alimentos.
Dra. Ana Maria esclarece que indivíduos que não foram expostos à hepatite B devem tomar a vacina contra a doença, uma vez que a imunização é o melhor meio de se prevenir.

“Não existe vacina contra a hepatite C, portanto sua prevenção está baseada em alerta e orientação. Não se deve partilhar, de maneira alguma, instrumentos perfuro-cortantes que, após serem colocados em contato com o sangue de uma pessoa, possam recortar a sua pele. Além disso, em presença de outras doenças sexualmente transmissíveis, a transmissão pode ser facilitada pela via sexual, pouco significativa no caso da Hepatite C. Havendo contato sexual com parceiro desconhecido, é recomendável o uso de preservativos”, esclarece.

Para os portadores do vírus C, recomenda-se individualizar o uso de alicates ou cortadores de unhas, tesouras, escovas de dente, navalhas ou aparelhos de barbear, seringas ou objetos perfuro-cortantes. Eles também não devem doar sangue, hemoderivados, órgãos ou sêmen e não devem consumir bebidas alcoólicas. Também é importante que estejam vacinados contra os vírus A e B da hepatite.


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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Por que o colesterol em excesso é perigoso?

Hoje é o Dia Nacional do Combate ao Colesterol. Dr. Marcelo Cantarelli, cardiologista do Hospital e Maternidade Anália Franco, de São Paulo, explica que colesterol é um álcool que se encontra diluído nas gorduras de origem animal, não existindo, portanto, nos vegetais. "Ele é muito importante para o nosso organismo, pois participa da formação da membrana das células, dos ácidos biliares, que são importantes para a digestão, e dos hormônios esteroides, entre eles os sexuais. Portanto, o colesterol é constantemente formado em nosso fígado e apenas 30% são provenientes da dieta".

O colesterol é classificado de acordo com sua densidade: alta (HDL), baixa (LDL) ou muito baixa densidade (VLDL). O HDL é o que chamamos de "colesterol bom", pois ele ajuda a retirar da circulação sanguínea o excesso de LDL - o "mau colesterol".

Dr. Marcelo esclarece que "quando há excesso de colesterol LDL na circulação sanguínea, ele se deposita na parede das artérias, formando, através de um processo de inflamação e oxidação, a placa de ateroma. Essa placa funciona como uma sujeira que gruda na parede de um cano. Com o tempo, ela pode crescer e causar o entupimento, por exemplo, de artérias coronárias, resultando na angina ou no infarto agudo do miocárdio, ou o entupimento de artérias cerebrais, provocando o acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame".

O ideal é que o valor total do colesterol esteja abaixo de 200 mg/dl, o LDL abaixo de 130mg/dl e o HDL acima de 40mg/dl para homens e de 45mg/dl para mulheres. O cardiologista ressalta que nas pessoas com mais alto risco cardiovascular e naquelas que já possuem doença aterosclerótica ou tiveram algum evento prévio, como infarto ou AVC, os valores desejáveis de LDL deverão estar abaixo de 100mg/dl, idealmente em torno de 70mg/dl.

Para controlar os níveis de colesterol, o especialista afirma que a primeira etapa é manter uma alimentação saudável, pobre em gordura, sal e açúcares e rica em fibras (cereais, hortaliças, frutas e sementes), que ajudam na eliminação do colesterol. “Os peixes, principalmente os de água muito fria (como a truta e o salmão), óleos vegetais e azeites contém gordura saudável (insaturada) que favorece a redução do LDL e aumento do HDL. O vinho tinto e as frutas vermelhas contêm flavonoides e resveratrol, que são substâncias que ajudam a reduzir o colesterol.”

Além da dieta, a atividade física aeróbica regular é essencial, pois ajuda a reduzir os níveis de LDL e a elevar o HDL. “Os exercícios também ajudam na diminuição do peso, da pressão arterial e dos níveis de açúcar no sangue. Por este motivo, são essenciais aos obesos, hipertensos e diabéticos. Em alguns casos, o uso de medicamentos para controle do colesterol também é necessário”, conclui Dr. Marcelo.


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