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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Brincadeira de criança pode gerar acidentes graves

Condutas de primeiros socorros contribuem para minimizar consequências

Quedas, cortes, fraturas e queimaduras. Estas são algumas das principais ocorrências quando as brincadeiras infantis não têm um desfecho positivo. Saber como conduzir os momentos de lazer de forma segura é tão importante quanto saber como agir em caso de acidentes. Os cuidados iniciais, até a indicação de encaminhamento ao serviço de emergência médica reduzem as possíveis sequelas, que podem se agravar de acordo com o fato ocorrido, em casos extremos, chegando ao óbito.

- Crianças de 5 a 10 anos, geralmente, são vítimas de quedas devido as brincadeiras. Seja enquanto correm, ou mesmo no uso de bicicletas e similares, é indicado que estejam supervisionadas por adultos e, sempre que possível, utilizem equipamentos de segurança. A atenção também tem que ser dada aos bebês e crianças menores de 2 anos, que podem vir a cair da cama, principalmente se dormirem com os pais. Após quedas sem lesões aparentes, é preciso que as crianças sejam observadas e em caso de vômito, sonolência ou forte dor de cabeça, levadas ao serviço de emergência para uma avaliação mais específica – destaca Dra. Carla Dall Olio, coordenadora da emergência pediátrica do Hospital Barra D’Or.



Outro ponto de atenção quanto as brincadeiras é o risco de ingestão de objetos. A curiosidade associada a disponibilidade de pequenas peças podem ser uma armadilha. Bebês de 1 a 2 anos estão na fase oral e tendem a colocar na boca tudo o que encontram. Embora seja uma fase importante para o desenvolvimento, deve ser monitorada por adultos para evitar que tenham acesso a elementos perigosos.

- A garganta tem cerca de 3cm de diâmetro, sendo espaço suficiente para ingestão de objetos que podem causar o sufocamento ou, em caso de ingestão ou aspiração total, serem direcionados a órgãos como estômago e pulmão. O risco também é iminente com feijão e outros alimentos, como amendoim, quando colocados na cavidade nasal e/ou auricular. Além disso, sacolas e embalagens plásticas devem ser guardados em lugares seguros. É preciso que todo o ambiente de acesso destas crianças seja observado, e que os brinquedos sejam recolhidos após o uso, para a prevenção de acidentes – pontua a pediatra.

Saiba quais são os outros riscos quando o assunto envolve crianças e acidentes, e o que fazer:

Queimaduras: Podem acontecer devido ao forte calor produzido por brinquedos, principalmente se estiverem conectados a tomadas, mas também em outros ambientes da residência – principalmente a cozinha. É indicado que o local seja lavado com agua corrente, para resfriar, mas não se deve esfregar a área queimada. Após esta primeira etapa, deve-se buscar atendimento em uma unidade de emergência para avaliação de cuidados adicionais.

Ingestão de objetos: No primeiro momento, o indicado é ligar para 190 para que o Corpo de Bombeiros oriente os protocolos iniciais de expulsão do objeto. Uma outra possibilidade é que o contato seja feito com a emergência pediátrica de referência, para onde a criança será encaminhada. Não é indicado tentar retirar o objeto com pinças e outros materiais, sob o risco de empurrar o objeto, contribuindo com a obstrução.

Medicamentos e produtos de limpeza: As intoxicações são frequentes oriundas da ingestão destes produtos, pois devido a aparência (coloração forte) são atrativos para as crianças. Devem ser guardados nos frascos originais, em armários altos e/ou trancados. Em caso de contato com produtos que possam causar intoxicação, é preciso identificar o que causou o acidente e, se possível. Se houve ingestão, não é indicado oferecer líquidos ou provocar vômito, mas sim levar para avaliação médica, que pode ter a indicação de lavagem estomacal de acordo com o fato. Se o contato foi com pele ou com os olhos, o local deve ser lavado com bastante água e, caso perceba irritação da área, buscar atendimento médico.

Cortes: Objetos cortantes ou pontiagudos devem sempre ser restritos ao acesso de crianças, para evitar acidentes. Caso ocorra, se o corte for superficial, a área deve ser lavada em água corrente, com sabão neutro, podendo ser feito – diante da necessidade, um curativo simples. No entanto, em caso de corte profundo, a área além de lavada deve ser comprimida para evitar o sangramento excessivo, até a chegada em uma unidade de emergência. O ideal é que este tempo não exceda seis horas para a realização da sutura, assim como as demais terapêuticas de prevenção, como vacina antitetânica.

Orientações do Inmetro:

- No ato da compra, exigir o selo de identificação da conformidade ou selo de certificação. Ele demonstra que o produto atente a requisitos mínimos de segurança estabelecidos em normas e regulamentos.

- Não comprar produtos no comércio informal, mas sim no comércio legalmente estabelecido. Os produtos comprados no comércio informal, geralmente mais baratos, na quase totalidade dos casos são produtos irregulares, falsificados e, apenas como exemplo, podem conter substâncias tóxicas na sua composição. Exija sempre a nota fiscal do estabelecimento onde comprou para que haja responsabilidade social em caso de acidente ou defeito no produto.

- Antes de entregá-los às crianças, leia atentamente as instruções de uso, que orientam quanto ao uso seguro do produto. Cuidados especiais devem ser observados na retirada das embalagens, que podem ter grampos metálicos, papéis com tintas inadequadas, etc.


- Particularmente, para brinquedos, deve ser dada atenção à faixa etária recomendada para o produto. Peças pequenas, em especial, são muito perigosas se usadas por crianças com idades inadequadas. Cabe total atenção nos lares onde existam crianças com diferentes faixas etárias.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Doenças de verão: Dermatologista destaca seis principais ocorrências

Cuidados envolvem prevenção e tratamento com acompanhamento de especialista

No período do verão aumentam as doenças de pele. Micoses e queimaduras são as mais frequentes, e podem ocorrer devido à falta de cuidado apropriado e/ou pelo favorecimento da condição climática. Algumas destas são facilmente tratadas, mas outras exigem um acompanhamento médico mais específico e tratamentos mais longos. A dermatologista do Hospital Oeste D’Or, Dra. Valéria Stagi, destaca as doenças mais frequentes nesta estação, com orientações sobre prevenção e tratamento.



Tíneas cruris (micose na virilha) – Causada por fungo, acomete principalmente as áreas de dobras da pele – como virilha e axilas, apresenta eritema e hipercromia (mancha escura), e geralmente causa prurido (coceira). Seu aparecimento é favorecido pelo calor e humidade, portanto, é indicado evitar permanecer por longos períodos com roupas molhadas, seja por água ou suor. O tratamento é feito com antifúngico tópico ou oral – para lesões maiores.

Pitiríase versicolor (manchas brancas) – Conhecida como micose de praia ou pano branco, é causada por um fungo. Há casos em que a micose já existe, sem demonstração aparente, e esta ocorre devido à exposição ao sol. Aparece com mais frequência nas costas e pode ter maior recorrência em algumas pessoas devido ao tipo de pele. O tratamento é mais extenso, pois normalmente a área acometida da pele é maior do que a visualmente atingida pelas manchas. É preciso que também seja tratado o couro cabeludo, pois é uma área facilmente acometida, embora seja mais difícil identificar a lesão.

Larva migrans (bicho geográfico) – O contágio é feito através do contato com areia contaminada por fezes de animais, o que frequentemente acontece em praia e também parques. A larva entra na pele e seu deslocamento provoca marcas, que se assemelham a um mapa. O tratamento é feito com creme antiparasitário.

Miliária (brotoeja) – Embora muito comum em crianças, a brotoeja também pode ocorrer em adultos, principalmente nas áreas de dobras, como pescoço e braços. Para prevenir, é importante evitar a permanência de longos períodos em locais de muito calor. Para tratar, nos casos mais brandos pode-se utilizar de talco líquido e/ou cremes hidratantes, e nos casos graves é indicado o uso de antibióticos com corticoide.

Herpes solar – É muito comum que as pessoas já tenham tido contato com o vírus da herpes e se apresente devido a baixa imunidade e a exposição ao sol. É mais comum que a herpes se manifeste nos lábios, mas outras partes do corpo também podem ser acometidas. Uma das formas de prevenir é aplicando protetor solar, e o tratamento é feito com creme antiviral.

Fitofotodermatoses – É uma reação provocada na pele devido ao contato com agente químico associada à exposição solar, o que pode causar um processo inflamatório ou queimadura. Geralmente é provocada por limão e outras frutas cítricas, algumas plantas e perfumes, portanto, é importante evitar o manuseio destes produtos caso haja exposição ao sol. Se não for possível, deve-se lavar bem as áreas com água e sabão imediatamente, seguida da aplicação de fotoprotetor. Para o tratamento, se a lesão for leve é indicado o uso de protetor solar, pois a pele tende a clarear com o tempo. Em lesões mais exuberantes, o tratamento deve ser feito com cremes contendo corticoides e antibióticos, ou até mesmo com cremes próprios para queimaduras. É importante destacar que, na ocorrência de bolhas, torna-se uma queimadura de segundo grau, exigindo cuidados mais específicos.

Acne – A exposição ao sol tende a provocar a produção de mais sebo na pele, potencializando a presença de acne. Há casos também em que o uso de produtos inadequados – como os cremes mais oclusivos – pode provocar o mesmo efeito. O uso de protetor solar oil free, e sabonetes mais adstringentes é uma boa alternativa para prevenção.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Câncer de pele: entenda a doença e saiba como se prevenir

Fique atento às suas pintas, qualquer sinal de mudança consulte o dermatologista

Não é comum que as pessoas considerem a pele como um órgão. Porém é o maior do nosso corpo e pode ficar doente, inclusive pelo câncer. Como em todas as variações dessa doença, quanto mais precoce é o diagnóstico, maiores são as chances de recuperação do paciente.


O câncer de pele pode ter diversas manifestações, que variam de uma pequena pinta, uma ferida que não cicatriza, uma crosta que não sai até uma pinta que mudou de cor ou tamanho. Todo ano são feitas campanhas de conscientização como o Dezembro Laranja, responsável por falar à população um pouco mais sobre a doença, prevenção e tratamento.



O Dr. Marcelo Calil, oncologista dos Hospitais São Luiz Itaim, Morumbi e Jabaquara, sugere que as campanhas sejam massificadas, a fim de que as pessoas conheçam mais sobre o câncer de pele e aprendam todas as formas de prevenção. “Muitos ainda não usam protetor solar diariamente ou se expõem ao sol em horários inadequados”, orienta.

Para facilitar o diagnóstico do câncer de pele, os especialistas criaram um método chamado de ABCD das pintas:

A – assimétrica – Ocorre quando uma metade da pinta está diferente da outra.
B – bordas irregulares – As margens da pinta parecem difusas e indefinidas.
C – mais de uma cor – A pinta não tem a mesma cor em toda sua superfície.
D – diâmetro – Quando elas começam a aumentar de tamanho.

Caso o paciente observe uma ou duas pintas com essas características, é recomendado que vá imediatamente ao dermatologista para uma avaliação. Já uma pinta com somente duas dessas especificidades, é necessário realizar um exame para uma melhor avaliação, chamado dermatoscopia, que analisa a pinta com um microscópio.

Quando a pessoa identifica apenas uma característica descrita acima, a orientação é que o acompanhamento seja feito apenas com autoexame de observação mensal e consultas médicas de rotina com o dermatologista.

Os cânceres de pele mais frequentes são o carcinoma basocelular e o espinocelular, geralmente são localmente invasivos, ou seja, aumentam de tamanho e se aprofundam, mas não se espalham. Já o melanoma e alguns outros tipos raros de câncer de pele podem acometer outras partes do corpo.

A prevenção do câncer de pele se dá, principalmente, pelo uso do filtro solar, evitando as queimaduras solares com exposição ao sol entre às 10h e 16h e o uso de medidas complementares de proteção, como chapéus, bonés, viseiras e óculos de sol.

O tratamento para o câncer de pele é geralmente cirúrgico e, dependendo do caso, precisa de medidas complementares, como imunoterapia.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Anestesia x analgesia no trabalho de parto: conheça as diferenças

O momento do parto é muito especial para a gestante, para o bebê e para toda a família, por isso o mais importante é que ele ocorra de maneira tranquila e confortável. Nesta hora, a dor e os métodos para aliviá-la são aspectos fundamentais a serem considerados. Quando solicitado pela paciente, cabe ao médico anestesiologista trazer alívio da dor no parto normal e no parto cesáreo.

De acordo com o Dr. Arthur de Campos Vieira Abib, anestesiologista do Hospital São Luiz, dois métodos são empregados pelos especialistas: a analgesia e a anestesia. A analgesia consiste em promover o alívio da dor, sem perda de consciência, perda de mobilidade ou perdas sensitivas. Já a anestesia é o bloqueio de todas as vias de sensibilidade e motoras, havendo ausência completa da dor, muitas das vezes acompanhada de perda de consciência e abolição de reflexos motores e sensoriais, dependendo da técnica anestésica utilizada.



“Durante o trabalho de parto normal, normalmente utiliza-se a técnica de duplo bloqueio onde é realizada anestesia combinada peridural e raquidiana. Ocorre alívio da dor sem bloquear a movimentação das pernas e, desta forma, é possível levantar-se e caminhar durante o trabalho de parto”, explica o especialista. No parto cesáreo, a técnica de escolha é a raquianestesia.

A hora ideal para tomar a anestesia em cada tipo de parto depende da avaliação da equipe médica e da dor que a paciente sente durante a evolução. “Entretanto, a simples requisição da paciente já deve ser o gatilho para a analgesia ser indicada, afinal, a meta é o conforto da parturiente neste momento tão especial, sempre com o objetivo da segurança de a mãe e seu bebê receberem alta do hospital com toda a saúde e bem recuperados”, diz.

O parto normal, com a utilização de técnicas adequadas de analgesia espinhal, apresenta várias vantagens para a mãe e para o feto. Além disso, a anestesia diminui a sobrecarga cardiorrespiratória materna, reduz a liberação de hormônios e substâncias ligadas ao estresse e à dor, o que repercute de forma positiva sobre o feto, contribuindo para a manutenção de adequado fluxo sanguíneo útero-placentário. Uma das grandes vantagens da analgesia no trabalho de parto é não apresentar efeitos colaterais sobre a vitalidade e bem-estar fetal.

Apesar de todos os benefícios da analgesia, há algumas contraindicações. Gestantes que apresentem doenças que causem alteração da coagulação do sangue ou portadoras de doenças neurológicas e cardíacas precisam ter uma avaliação rigorosa antes de serem submetida a analgesia para o trabalho de parto.

“Complicações ocasionadas unicamente pela anestesia, hoje, são muito raras na literatura mundial, mas podem ocorrer. Contudo, ter disponíveis equipamentos adequados e uma estrutura hospitalar segura, com retaguarda de médicos de todas as especialidades, equipes de Anestesia e UTI especializadas é imprescindível para tratar uma eventual intercorrência”, acrescenta o profissional.

Há também os métodos não farmacológicos, que são adjuvantes na melhora do processo de dor. Eles incluem massagens corporais, exercícios respiratórios, banhos aquecidos, hidroterapia, exercícios corporais e até mesmo acupuntura. No geral, todos contribuem de para reduzir a sensibilidade da paciente à dor e proporcionar mais conforto.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Parto humanizado: o que é e quais são seus benefícios

O conceito de parto humanizado ainda gera muitas dúvidas. Apesar de ser frequentemente confundido com um tipo de parto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) traz a seguinte definição: “humanizar o parto é um conjunto de condutas e procedimentos que promovem o parto e o nascimento saudáveis, pois respeita o processo natural e evita condutas desnecessárias ou de risco para a mãe e o bebê”.
Assim, deve-se sempre evitar qualquer tipo de procedimento invasivo desnecessário, independente do tipo de parto, seja ele normal, natural ou cesárea. Segundo a Dra. Monica Resende, ginecologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, a humanização do parto consiste também na promoção de vínculo familiar, entre mãe, pai e bebê.
Portanto, além de evitar as interferências desnecessárias ou prejudiciais e respeitar as decisões da gestante, várias medidas podem ser adotadas. Entre elas estão a presença do pai na sala de parto, amamentação o mais precoce possível, luz baixa no ambiente e musicoterapia, por exemplo. “Tanto partos vaginais quanto cirúrgicos podem e devem ser humanizados”, explica a especialista.
A Dra. Monica também ressalta outros benefícios desta prática para o bem-estar físico e emocional da mãe e do bebê. De acordo com ela, alguns estudos mostram que a promoção da humanização do parto aumenta de forma significativa o bom prognóstico de evolução do recém-nascido, além de deixá-lo mais seguro e favorecer os laços afetivos entre os membros da família.
“O Hospital e Maternidade São Luiz é uma instituição que preza pela realização do parto humanizado, apoiando e realizando a amamentação precoce na sala de parto, incentivando o contato precoce do pai com o bebê através do uso de slings, cromoterapia e musicoterapia no ambiente do nascimento, e favorecendo o alojamento conjunto”, esclarece a médica.
Para mais informações e preparo para o parto humanizado, é muito importante que a paciente converse com o seu médico durante o pré-natal. Este é o melhor momento para orientações e solucionar dúvidas sobre quais são os melhores caminhos para que esses procedimentos sejam realizados de forma individualizada e especial.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Com altas chances de sucesso, parto normal após cesárea é possível sim!

Taxas de êxito chegam a 80%; complicações não atingem 1% dos casos

Estudos realizados desde a década de 60 têm demonstrado que a frase “uma vez cesárea, sempre cesárea” tem cada vez mais perdido o sentido.

“Submeter-se a um parto normal com cesárea prévia é possível e, mais do que isso, com altas chances de sucesso e segurança.” É assim que o Dr. Wagner Hernandez, ginecologista e obstetra da Maternidade São Luiz Itaim, fala sobre as mulheres que foram submetidas previamente a uma cesariana, que podem tentar passar por um trabalho de parto e terem seus filhos por meio de um parto vaginal.




As taxas de sucesso de partos vaginais após cesarianas podem chegar a 80%, sempre variando de caso a caso, mas nunca menor do que 60%. A complicação mais temida é a de o útero se romper durante o parto, causando grande hemorragia, perda do útero e até óbito da parturiente e do bebê, mas sua incidência não chega a 1%. “De todos os partos normais, os rompimentos de úteros ficam entre 0,4 a 0,7%, mostrando que o procedimento é altamente seguro”, orienta Hernandez.

As vantagens de se escolher o parto normal após ter passado por uma cesárea são as mesmas de se optar por um parto vaginal na primeira gravidez. Os benefícios vão além da melhoria da maturidade dos pulmões do bebê, que ocorre pelo nascimento natural do pequeno. Menor risco de infecção, favorecimento da produção de leite materno e o retorno do útero ao seu tamanho normal mais rapidamente são outros existentes nessa prática, que valem destaque.

Para o bebê, a passagem pelo canal vaginal é importante para tirar todo o líquido que fica dentro do pulmão – que acontece no momento que ele é espremido –, diminuindo as chances de desenvolver complicações respiratórias. Além de possibilitar que o bebê entre em contato com bactérias que ajudam no desenvolvimento imunológico trazendo ainda benefícios para a vida adulta.

Já para a mãe, a não realização de uma cirurgia possibilita que ela esteja precocemente em contato com seu bebê e se reabilite mais rapidamente sem dores, diferente da cirurgia que traz limitações.

Para poder escolher a realização de parto normal após cesárea prévia, a mulher precisa atender a alguns requisitos:

Ter tido apenas uma cicatriz no útero (cesárea tradicional) anterior;
A cesariana anterior ter ocorrido pelo bebê estar sentado ou sem ter atingido dilatação total do colo do útero;
A mulher ter menos de 40 anos;
Entrar em trabalho de parto espontâneo e antes da data prevista;
Estar esperando um bebê com menos de 4000g.

No caso das gestações gemelares após cesárea prévia, o Dr. Wagner Hernandez explica que os riscos são iguais às gestações únicas. “Os grandes prejuízos da cesárea aparecem em grandes proles, provocando alta incidência de placenta prévia ou acretismo placentário, com risco de hemorragia e até perda do útero”, orienta.

Após o parto, o especialista recomenda verificar a parede uterina por meio do exame de toque, para checar se realmente não houve ruptura. “Em todos os casos, o mais importante é ser avaliada por um especialista que levará em consideração seu histórico, buscando sempre encontrar a melhor escolha para a gestante e seu bebê”, orienta Hernandez.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Novembro Branco: mês reforça a importância da prevenção do câncer de pulmão

Especialistas alertam para a ligação entre tabagismo e a doença, e afirmam que, apesar dos avanços, a neoplasia ainda é uma das mais letais que existem

O Brasil tem apresentado importantes avanços no combate ao câncer de pulmão, entretanto, a doença continua sendo uma das principais causas de morte no país. Aproximadamente 90% dos pacientes diagnosticados com a doença são ou já foram tabagistas. Na tentativa de reverter este quadro, o penúltimo mês do ano ganhou uma campanha especial para alertar a população sobre a doença e seus fatores de risco: o Novembro Branco.

Já se sabe que o tabaco pode aumentar em cerca de 30 a 40 vezes o risco de desenvolver o câncer de pulmão ao longo da vida, inclusive em fumantes passivos que têm cerca de 2 a 3 vezes mais chances de ter esse tipo de neoplasia. "A melhor forma de prevenção do câncer de pulmão é não fumar. Caso esse hábito já exista, abandoná-lo o quanto antes é o primeiro passo para evitar não apenas este tipo de tumor, como também os localizados na cavidade oral, na laringe, no esôfago, na bexiga, no pâncreas e no estômago", ressalta Tatiane Montella, oncologista clínica e uma das coordenadoras do projeto Neotórax – Núcleo de Excelência em Oncologia Torácica, do Grupo Oncologia D’Or.



Além do abandono do hábito, outro grande desafio é o diagnóstico precoce da neoplasia, como destaca a Dra. Angela Chindamo, responsável pelo Centro de Pneumologia do Hospital Barra D’Or.

"É comum as pessoas procurarem o pneumologista depois de passarem por vários outros especialistas, o que retarda o diagnóstico. E, para que este seja feito de forma mais assertiva, dispomos de um serviço que compreende o atendimento especializado e exames diagnósticos, como a broncoscopia e a espirometria, para agilizar a identificação de tumores e doenças inflamatórias nos pulmões. A proposta do Centro de Pneumologia é oferecer esta assistência integrada que, em caso de diagnóstico confirmado, possa encaminhar com agilidade para o tratamento com o oncologista”, explica a Dra. Angela Chindamo.

Segundo Tatiane Montella, apesar das constantes campanhas antitabagistas realizadas no Brasil, os números continuam sendo alarmantes. Este ano, a publicação científica The Lancet publicou um estudo realizado com 195 países, entre eles o Brasil, mostrou que o cigarro causa uma em dez mortes no mundo. “Nosso país está entre os dez com maior índice de tabagismo. Porém, é importante ressaltar que houve uma redução de homens fumantes, eles passaram de 29% para 12%, já as mulheres de 19% para 8%”.

Novidades em tratamento

O número de mortes por câncer de pulmão atualmente é maior do que o número de mortes por câncer de mama, próstata e colón juntos. São mais de 28 mil novos casos da doença por ano no Brasil.

A boa notícia é que o tratamento para a doença tem avançado, sendo a imunoterapia um dos mais promissores nos últimos anos. “Diferente das demais terapias, a imunoterapia tem como proposta estimular o próprio organismo a combater o tumor. O sistema imunológico do paciente é a grande arma contra a neoplasia”, explica Tatiane Montella.

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou a terapia como primeira opção terapêutica para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células – um dos tipos mais comuns da doença. “A aprovação foi um grande avanço, pois há décadas o padrão de tratamento era apenas a quimioterapia”, diz a oncologista.

Neotórax – Núcleo de Excelência em Oncologia Torácica – Acompanhando as evoluções no tratamento do câncer de pulmão, os centros oncológicos têm apostado cada vez mais em unidades especializadas e com assistência integral ao paciente oncológico. É o caso do Neotórax - Núcleo de Excelência em Oncologia Torácica, que oferece um atendimento específico no trato das neoplasias pulmonares com o uso de terapias complementares para o combate à doença. Além de desenvolver pesquisas clínicas para o estudo de novos tratamentos.

O diferencial da unidade é o foco em uma linha de cuidado integral dos pacientes, voltada especificamente para câncer de pulmão. A clínica também dispõe de terapias complementares, como é o caso da Yogaterapia, projeto que conta com o apoio do Instituto Hermógenes, com base no trabalho desenvolvido pelo professor José Hermógenes, criador do instituto. As aulas são ministradas pelo professor Thiago Leão, neto de Hermógenes, e contam com exercícios respiratórios, visualizações, meditação e relaxamentos.


Centro de Pneumologia Barra D'Or – uma unidade especializada em atendimento Pneumológico reunindo todos os critérios necessários para realização de Espirometria e de Broncoscopia diagnóstica e terapêutica, em nível interno ou ambulatorial. Com atendimento de 2ª a 6ª feira, das 8h às 17h, o centro também oferece prova de função respiratória e avaliação da via aérea e troca de cânula de pacientes traqueostomizados em serviços de Home Care. 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Arritmia Cardíaca: Cerca de 20% da população será afetada nos próximos dez anos

Doença está associada a morte súbita, que no Brasil, estima-se ocorrer mais de 300 mil casos/ano

Quando o coração demonstra que está “fora do compasso” é sinal de que um cardiologista, ou mesmo um arritmólogo (cardiologista especialista em arritmia), deve ser procurado. Cansaço, palpitações, desmaios e tonturas, confusão mental, falta de ar, pressão baixa e dor no peito podem ser indícios de arritmia cardíaca. Algumas vezes pode não causar sintomas prévios, e a primeira apresentação ser a morte súbita. No Brasil, dados apontam que por ano ocorrem mais de 300 mil casos de morte súbita por doenças cardiovasculares, destes, 250 mil provocados por arritmias cardíacas.

A arritmia é uma alteração no ritmo normal do coração que produz frequências cardíacas velozes, lentas e/ou irregulares. Nos batimentos acelerados (mais de 100 por minuto), o problema é chamado de taquicardia. Já nos lentos (menos de 60), de bradicardia. Para identificar a doença é necessário fazer uma série de exames, e a maioria só podem ser realizados em hospitais.



- Observamos que nas emergências hospitalares muitos são os casos de busca por atendimento devido a arritmias cardíacas. Nos hospitais da Rede D’Or São Luiz, isso corresponde a 1% de toda a demanda, o que significa uma média de 33.500 mil pacientes por ano. Estatísticas apontam que nos próximos dez anos uma epidemia de fibrilação atrial, como também é conhecida a arritmia, afetará cerca de 20% da população mundial. Por isso a importância de se descobrir e tratar a arritmia precocemente. O tratamento evita a formação de coágulos, que podem subir ao cérebro e até levar o paciente à morte – explica a Dra. Olga Ferreira de Souza, coordenadora do serviço de arritmia e eletrofisiologia da Rede D'Or São Luiz.

Tratamento – Muitas são as opções de tratamento disponíveis, desde a mais convencional como a ablação por radiofrequência, realizada por cateterismo; o uso de medicações anticoagulantes, que impedem a formação de coágulos; medicamentos que evitam novos surtos e sintomas. Até o tratamento mais inovador, feito por crioablação, procedimento para corrigir o ritmo cardíaco é realizado também via cateterismo cauterizando as veias à temperatura de -50 C°. Esse novo tratamento é mais simples e rápido, além de ter uma menor taxa de complicações.

Há, também, como opção de tratamento para todas as arritmias, a colocação de um marca-passo, indicado, na maioria das vezes para tratar as bradicardias, mas há tipos especiais recomendados para prevenir morte súbita e para o tratamento da insuficiência cardíaca. O dispositivo é responsável por manter uma cadência cardíaca adequada às pessoas portadoras de arritmias, grupo de condições em que o batimento cardíaco é irregular, sendo demasiado rápido ou lento. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 350 mil pessoas são portadoras de marcapasso no Brasil e, a cada ano, 39 mil dispositivos são implantados em novos pacientes.

É importante destacar que a escolha do tratamento é sempre feita pelos médicos arritmologista e cardiologista.

Fatores de risco – Hipertensão, obesidade, tabagismo, sedentarismo e cardiopatias são os principais fatores de risco do desenvolvimento das arritmias cardíacas. A fibrilação atrial é um tipo de arritmia mais associada ao envelhecimento, acima dos 65 anos – aumentando 20% naqueles com mais de 80 anos. A tendência é que com maior expectativa de vida da população, os casos de arritmia cardíaca aumentem de 5 a 10% no país, nos próximos anos.

No entanto, este cenário pode ser alterado devido a maus hábitos, como o consumo excessivo de álcool, o uso de drogas e estimulantes. A prática excessiva de exercício físico – sem prévia avaliação médica e acompanhamento profissional – também pode causar a arritmia cardíaca.

- É sempre indicado que as pessoas com mais de 35 anos, com histórico familiar de cardiopatia ou morte súbita, sejam submetidas a consultas regulares com cardiologista, principalmente, porque não são todas as pessoas que possuem fibrilação atrial que apresentam sintomas. Contudo, a prevenção é forte aliada para evitar complicações – destaca a especialista.


Centro de Arritmias Cardíacas – A Rede D’Or São Luiz dispõe de um serviço de excelência especializado no diagnóstico e tratamento das arritmias cardíacas e um centro de avaliação de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis. Equipe especializada está à disposição para atender os pacientes com Estudo eletrofisiológico, Ablação com rádio frequência ou Crioablação e Dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis.