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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Automedicação pode agravar doenças e acarretar morte

Profissional alerta que cada pessoa possui um tratamento específico



Basta sentir algum tipo de dor que muitas pessoas recorrem aos remédios, ou melhor, aos paliativos que camuflam os sintomas das enfermidades. No entanto, esse gesto tão corriqueiro pode trazer mais malefícios que benefícios. Desde combinação inadequada - com um medicamento anulando o efeito de outro – até reações alérgicas e consequências mais graves como dependência e morte.

De acordo com a coordenadora da Assistência Farmacêutica do Hospital Esperança do Recife, Ana Alice Monteiro, cada paciente exige um atendimento específico e uma necessidade muito particular, por isso, o indicado é não se automedicar. “Cada paciente tem suas particularidades e um mesmo medicamento pode ser adequado para tratar um caso, mas não outro, a depender do histórico familiar e quadro clínico apresentado. Além disso, ainda há dosagens e períodos específicos para cada pessoa, que devem ser seguidos conforme prescrição médica” orienta.

Além disso, a ingestão inapropriada de medicamentos pode ainda agravar uma doença. Como por exemplo, o uso abusivo de antibióticos, que pode facilitar o aumento da resistência de micro-organismos. Atualmente, essa classe de medicamentos tem venda controlada mediante retenção de via da receita médica. “Bactérias multirresistentes são agravantes de diversas doenças, como a tuberculose, por exemplo”, salienta a profissional.

A profissional também alertou que a prática citada pode gerar graves consequências, como contração dos vasos sanguíneos, retenção de sódio, aumento da pressão arterial e lesões hepáticas e renais.

OMS - Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente, 50% dos pacientes tomam medicamentos de forma incorreta. Com isso, também aumentam os casos de reações alérgicas com sintomas dos mais variados, desde prurido (coceira) e retenção de liquido até falta de ar e edema da glote. Já o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz, alerta para outro perigo: medicamentos são a principal causa de intoxicação no Brasil, ficando à frente de produtos de limpeza, agrotóxicos e alimentos estragados. A causa lidera o ranking desde 1994.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Quimionautas visita a ala de Oncologia do Hospital Quinta D'Or

Na última quarta-feira, o pessoal do Quimionautas visitou a ala de Oncologia do Hospital Quinta D'Or e fez a alegria da garotada que está internada lá.



O Projeto Quimionautas tem a proposta de funcionar como um bálsamo durante o tratamento quimioterápico infantil, uma fase da vida em que só a alegria e a magia de viver deveriam reinar.

O objetivo desse projeto é, por meio do lúdico, mostrar uma nova maneira de encarar a doença. A força dos Quimionautas ajuda a transformar a dor em superação, trazendo resultados positivos para as famílias, que estão lutando contra o câncer.

Durante as sessões de quimioterapia, as crianças passam por internações e
intercorrências e se privam de hábitos infantis, como brincar, correr... Então, uma leitura que fale diretamente, mas de forma leve, do que elas estão vivendo, melhora o tratamento.

A peça, que tem duração de 20 minutos, é apresentada por dois atores, acompanhados por um músico, sobre um tapete de retalhos. Baseada no livro, a apresentação teatral narra a história de amor e superação vivida pelos personagens-mirins Theo e Nina (ambos em tratamento quimioterápico) e os 5 super-heróis Quimionautas, oriundos do Planeta “Kura”: Enfrentudo, Alegrete, Fezão, Fortalina e Empolgado (respectivamente, quimionautas da coragem, alegria, fé, força e entusiasmo).


Livro As Aventuras dos Quimionautas no Planeta Terra

Esta é uma história de amor que começa há três anos. Nos primeiros meses de gravidez, Gigi (Gizella Werneck Doyle) descobriu que estava com câncer. Apesar de muitas opiniões contrárias, ela decidiu seguir adiante com a gravidez e só depois iniciar o seu tratamento. Seu filho Gael nasceu prematuro e hoje é um menino lindo e saudável.
Gigi nunca desanimou. Em sua luta pela superação do câncer, durante seu
tratamento, nasceu o livro “As Aventuras dos Quimionautas no Planeta Terra”, uma fábula de super-heróis repleta de fantasia e encantamento, com lições importantes sobre a valorização da vida e a importância da fé e do amor.

No final de 2014, o livro foi publicado em duas versões (eletrônica e física). A primeira edição impressa teve tiragem de 3 mil exemplares com verba conseguida através de um fundo de financiamento coletivo. Resultado de uma campanha de 60 dias na internet. Os primeiros exemplares estão sendo distribuídos gratuitamente em instituições de tratamento e apoio às crianças com câncer, em todo o Brasil.

Gigi faleceu um pouco depois dos livros ficarem prontos. O sonho de juntar a entrega dos exemplares com a contação da história de forma teatral para as crianças em tratamento quimioterápico, começou a virar realidade, quando seus amigos e sua prima decidiram se unir em prol dessa missão. Assim, nasceu o Projeto Quimionautas.


Mais informações sobre o projeto:

Katia Werneck
(21) 99478-6858
katiawerneck.paiva@gmail.com

Licia Lameri
(21) 98101-5979
liciamosci@hotmail.com

Ricardo Falco
(21) 99848-6839
rickfalco2@hotmail.com

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Você sabia que bactérias presentes na boca podem ocasionar doenças cardíacas?

Dentista esclarece que os cuidados com a saúde bucal são essenciais para manter o coração em dia




A boca é abrigo diário de muitas bactérias. Estes organismos se fixam na superfície dos dentes, da língua, da gengiva e de outras estruturas presentes nesta cavidade, como os restos radiculares (partes dos dentes que, por algum motivo, "se perdem" na gengiva). Se acumulados, estes podem trazer problemas para a saúde e desencadear doenças em diversas partes do corpo. 

O dentista do Hospital do Coração do Brasil em Brasília, Alexandre Miranda, ressalta que há uma forte relação entre as patologias do coração e a saúde odontológica, assim como os problemas dentários podem causar doenças cardíacas. "Isto acontece porque a cavidade bucal não está separada do todo. Assim, as bactérias presentes na boca podem entrar na corrente sanguínea e causar prejuízos na estrutura do coração. Algumas doenças cardíacas frequentemente estão associadas a estes organismos", observa.]


As inflamações, ferimentos e sangramentos na gengiva e nos tecidos dentários, também conhecidas como periodontites, são alguns dos problemas que mais ameaçam a saúde cardíaca. "As lesões causadas pelas periodontites facilitam a entrada de bactérias na corrente sanguínea e podem ocasionar a endocardite bacteriana, problema que ocorre quando estes organismos se instalam nas válvulas cardíacas, comprometendo o funcionamento do coração", argumenta o especialista. 

Por isso, o dentista lembra que pessoas que procuram ajuda odontológica apenas por questões estéticas precisam ficar atentas. "Para evitar qualquer tipo de problema, é indispensável fazer uma avaliação completa da saúde bucal ao menos uma vez por ano. Além disso, recomenda-se uma visita ao dentista antes e depois de se submeter a cirurgias no coração. Isto, é claro, depende da avaliação do cardiologista", esclarece. "Ações educativas e de prevenção sobre a forma correta de fazer a higienização dos dentes, das próteses e da língua também são fundamentais. Estas devem acontecer frequentemente nos hospitais, com o objetivo de esclarecer dúvidas dos pacientes e de toda a equipe médica", ressalta. 

Tendo em vista o maior conforto e segurança de seus pacientes, o Hospital do Coração do Brasil (HCBr) é um dos primeiros centros de Brasília a integrar dentistas à equipe de atendimento. "Esta postura é adotada em centros de excelência de todo o mundo. Para minimizar os riscos, é indispensável que os serviços odontológicos sejam parte da rotina dos hospitais. Desta maneira, é possível dar uma assistência completa aos nossos pacientes, prevenindo-os de várias doenças", conclui o dentista.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Arritmias cardíacas podem levar à morte súbita

Este problema é caracterizado pelo aumento ou diminuição do ritmo cardíaco


Todos nós já sentimos o coração bater mais forte ao menos uma vez na vida. Isso acontece com frequência quando recebemos uma ótima notícia ou somos surpreendidos por um fato não tão agradável. Porém, alterações no ritmo cardíaco nem sempre são normais. Elas podem indicar que algo não está bem.

Dr. Joubert Mosquéra, cardiologista do Hospital do Coração do Brasil, em Brasília, explica que estes descompassos, mais conhecidos como arritmias, podem indicar problemas cardiovasculares e aumentar as chances de morte súbita.

Confira alguns esclarecimentos do cardiologista sobre o assunto:

- Qual o ritmo adequado do coração?
“A frequência cardíaca normal em repouso é de 60 a 100 batimentos por minuto (bpm). Isto varia bastante de acordo com a idade, que também é um fator determinante para calcular a frequência máxima de cada pessoa. A conta é simples, basta subtrair a sua idade de 220. Uma pessoa de 20 anos, por exemplo, tem a frequência máxima de 200 bpm. Frequências mais baixas ou mais altas podem ser consideradas normais, dependendo da idade e da condição física do paciente”, esclarece o especialista.

- O que provoca as arritmias?
“Arritmia é um distúrbio do ritmo do coração. Ela acontece de duas formas: quando a frequência cardíaca está mais baixa que o normal (bradicardias) ou quando o ritmo é irregular e a frequência muito alta (taquicardia). Este problema pode ser causado por doença de chagas, infarto do miocárdio, inflamações do coração, uso de medicações, descongestionantes nasais ou suplementos alimentares. O descompasso também pode ter causas genéticas, por isso, quem tem histórico familiar de arritmia deve ter atenção redobrada com a saúde do coração”, afirma Dr. Joubert Mosquéra.

- Quais os sintomas do problema? 
“A maioria das arritmias é benigna e, muitas vezes, assintomáticas. Porém, há casos em que este problema se manifesta por meio de palpitações, tonturas, desmaios, falta de ar e dores no peito. Dentre estes, o mais preocupante é o desmaio, pois acredita-se que um paciente que desmaia por arritmia tem mais risco de sofrer morte súbita”, ressalta o cardiologista.

TRATAMENTO
Dr. Joubert ressalta que, muitas vezes, a suspensão do uso de algumas medicações ou produtos pode solucionar este problema. “Quem usa suplementos alimentares, medicamentos para emagrecer, ou toma muitos copos de café por dia está mais suscetível às arritmias. O consumo excessivo de álcool também pode causar o descompasso”, afirma. “Porém, em casos mais graves, o cardiologista pode prescrever medicações antiarrítmicas, ou sugerir o implante de um marca-passo. Tudo depende do caso específico de cada paciente”, conclui.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Mulheres evitam a mamografia por medo de sentir dor


Mastologista do Hospital São Luiz explica porque o exame causa desconforto 

Para a maioria das mulheres, a mamografia - principal exame de rastreamento do câncer de mama - está associada a sensações de desconforto e dor. “A mamografia doí, pois para aumentar a sua eficácia é necessário comprimir as mamas, que normalmente são sensíveis”, explica Fábio Arruda, mastologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

Seja por medo de sentir dor ou desconhecimento muitas mulheres evitam a mamografia. Segundo pesquisa do Datafolha, 19% das brasileiras, entre 40 e 69 anos, nunca fizeram o exame no SUS (Sistema Único de Saúde), na rede particular a estimativa é de 5%.

No entanto, o incômodo ocasionado pelo exame não pode ser um empecilho para sua realização. Segundo Fábio Arruda, a mamografia identifica nódulos, calcificações, assimetrias e outras alterações nas mamas que podem ser doenças malignas ou benignas. “Esse é o único método capaz de diminuir as mortes por câncer de mama. O exame deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos”, reforça.

Para diminuir a dor o especialista recomenda realizar a mamografia após o período menstrual (5 a 10 dias depois da menstruação) e, se necessário, tomar um remédio com função anti-inflamatória na véspera do dia do exame.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Doenças cardíacas são mais incidentes em épocas de frio



Durante este período, ocorre a vasoconstrição, fenômeno que contrai os vasos sanguíneos e aumenta a chance de infarto e AVC

O frio agrada muita gente, pois é a época ideal para tirar os agasalhos do armário, consumir alimentos quentes e ficar bem perto das pessoas queridas. Porém, este período exige alguns cuidados específicos com o corpo e, principalmente, com a saúde cardiovascular.

Dr. Paulo Cardoso, cardiologista do Hospital do Coração do Brasil, em Brasília, alerta que quando as temperaturas estão mais baixas ocorre a vasoconstrição, um fenômeno que pode causar problemas cardíacos. “Isto é um mecanismo de defesa do organismo para manter o aquecimento interno do corpo. Assim, os vasos se contraem e a pressão sanguínea aumenta, fazendo o coração trabalhar mais rápido e aumentando as chances de infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC) ”, esclarece. 

O médico lembra que manter hábitos saudáveis, mesmo durante o inverno, é fundamental para que a saúde cardíaca fique em dia. “É comum que, durante o frio, as pessoas se exercitem menos e consumam alimentos mais gordurosos e pouco nutritivos. Estas práticas contribuem para o mal funcionamento do coração. Por isso, o ideal é manter a mesma rotina em todas as épocas do ano”, afirma Dr. Paulo Cardoso. 

Além da vasoconstrição, o frio apresenta outro risco para a saúde cardíaca: as infecções virais. “Durante este período, aumenta a ocorrência de gripes e resfriados. Isto pode levar a descompensação cardíaca e ocasionar problemas do coração. Este risco é maior para os idosos e pessoas que sofrem de doenças cardíacas (cardiopatas) ”, acrescenta o cardiologista.

FÉRIAS
Você vai viajar para lugares muito frios? Não se esqueça de consultar um cardiologista antes de embarcar. “Esta recomendação é ainda muito importante para cardiopatas. Outro alerta é para quem vai praticar esportes na neve. Estes exercícios podem exigir bastante do sistema cardiovascular”, conclui o médico.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Cuidado com acidentes domésticos nas férias



Informações importantes do coordenador da Emergência Pediátrica do Hospital Esperança Recife, Fernando Oliveira, que podem evitar acidentes domésticos com crianças, sobretudo nesta época de férias, quando elas passam mais tempo em casa.  Para as crianças, férias significam lazer. Para os pais, atenção em dobro. De acordo com o Ministério da Saúde, 122 mil crianças são hospitalizadas anualmente e 4,7 mil morrem em decorrência de acidentes ou lesões não intencionais, sendo a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos no Brasil.

Entre os principais acidentes estão quedas, envenenamentos, sufocamentos e afogamentos. No que diz respeito às quedas, as crianças pequenas estão mais expostas ao perigo, principalmente as de até quatro anos. “Isso ocorre pelo fato de explorarem o ambiente onde estão por meio dos sentidos (olfato, paladar, tato, visão e audição) e por não terem a noção do perigo ao qual estão expostas”, avalia o coordenador da Emergência Pediátrica do Hospital Esperança Recife, Fernando Oliveira. Quanto ao envenenamento, as crianças sofrem consequências mais graves que os adultos devido à estrutura corporal menor e ao metabolismo mais rápido.

Em casa, os locais de maiores riscos são cozinha, banheiro e escada. No entanto, estudos apontam que cerca de 90% das lesões podem ser evitadas com atitudes de prevenção. 

De acordo com o médico, é importante adotar algumas medidas:
Manter produtos de higiene e limpeza, além de medicamentos, fora da vista e do alcance dos pequenos; não se referir a medicamentos como doces, pois pode levar a criança a pensar que são agradáveis de comer; ficar atento ao recall de brinquedos e escolher os que possuem peças maiores, para evitar aspiração; instalar corrimão nas escadas; instalar barras de segurança no banheiro e utilizar tapetes emborrachados.

Também é indicado evitar brincadeiras de risco na cama; colocar telas nas janelas e sacadas; não deixar objetos na escada; colocar protetores nas tomadas; nunca deixar o bebê sozinho em mesas, camas ou outros móveis; e tomar cuidado com os andadores para bebês, pois eles são responsáveis por mais acidentes que qualquer outro produto infantil destinado a crianças entre cinco e 15 meses.

Em caso de acidente, a primeira providência é procurar atendimento médico. Se a ocorrência for envenenamento, deve-se levar o produto para análise da equipe de saúde. “Quanto menor a idade da criança, maior deve ser a vigilância dos pais. À medida que eles forem crescendo, explique os riscos de determinadas atitudes – como, por exemplo, que energia elétrica e fogo não são itens seguros para brincadeiras”, diz Fernando Oliveira.

Confira os acidentes mais frequentes de acordo com as idades (dados da Sociedade Brasileira de Pediatria):

• 0 a 1 ano: quedas (trocador, cama, colo), asfixia, sufocação, aspiração de corpos estranhos, intoxicações, queimaduras (água quente, cigarro).
• 2 a 4 anos: quedas, asfixia, sufocação, afogamentos, intoxicações, choques elétricos, traumas.
• 5 a 9 anos: quedas, atropelamentos, queimaduras, afogamentos, choques elétricos, intoxicações, traumas.

• 10 a 19 anos: quedas, atropelamentos, afogamentos, choques elétricos, intoxicações, traumas.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Saiba mais sobre a pré-eclâmpsia e suas complicações


pré-eclâmpsia e suas complicações são a principal causa de morte materna no Brasil, e a identificação dessa doença e seu tratamento adequado salvam muitas vidas. Ela é uma enfermidade que costuma ocorrer nos últimos meses de gestação – a partir da 20ª semana ou no terceiro trimestre da gravidez. É caracterizada pela hipertensão arterial (crônica ou especifica da gestação) que reduz o fluxo de sangue para a placenta, restringindo o crescimento do bebê. A pré-eclâmpsia pode evoluir para a eclâmpsia quando a pressão arterial sobe demais, colocando as vidas da mãe e do bebê em risco. A eclâmpsia pode causar convulsões, levar a paciente ao coma e à morte.
O principal sinal da doença é a pressão alta, mas outros sintomas incluem inchaço de mãos, pés e rosto, dor de cabeça, sangramento vaginal, perda de proteínas pela urina, alterações visuais, baixo nível de plaquetas no sangue e alteração de enzimas hepáticas.
Dr. Soubhi Kahhale, Coordenador de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, explica que pacientes que têm pré-eclâmpsia, ou pressão alta na gravidez, devem ficar sempre atentas aos sinais de risco para a eclâmpsia, que são: dor de cabeça forte, dor na boca do estômago e transtornos visuais como surgimento de pontos luminosos. “Esses são sinais de perigo e a gestante deve ir imediatamente ao hospital para verificar a pressão arterial e ser avaliada”.
Algumas gestantes têm maior probabilidade de desenvolver a pré-eclâmpsia. Entre os fatores de risco estão:
• Gestantes que estão em sua primeira gravidez, ou quando há um espaço de pelo menos dez anos entre duas gestações
• Gestantes acima dos 40 anos ou abaixo dos 20 anos
• Obesidade antes da gestação
• Diabetes
• Parente próximo com histórico de pré-eclâmpsia
• Hipertensão arterial crônica
• Gravidez gemelar
• Gestantes que têm doença renal
• Gestantes que têm trombofilias (tendência à trombose).
Um pré-natal criterioso e sistemático é a melhor indicação para controlar a pré-eclâmpsia e evitar que a doença evolua para a eclâmpsia. Nos casos de riscos, o Dr. Soubhi Kahhale explica que existe evidência que pacientes podem se beneficiar do uso da aspirina em dose baixa e controlada, podendo diminuir em até 50% as chances de desenvolver a pré-eclâmpsia. “A principal recomendação, e que salva inúmeras vidas, é procurar o médico assim que algum desses sintomas aparecerem. Ele vai poder dar um diagnóstico preciso e saber qual o tratamento mais indicado para cada caso”