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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Grande inimiga da alegria, a depressão é considerada o mal do século

A pessoa depressiva perde o sentido da vida vivendo um misto de tristes sentimentos

A tristeza é inevitável em determinadas situações. Esse sentimento é comum à vida de qualquer ser humano, mas é preciso ficar atento à sua frequência e se está acompanhada de angústia, ansiedade, desmotivação, pessimismo, apatia, cansaço ou fadiga e distúrbios do sono. Essa mistura de sintomas, que podem aparecer isoladamente ou em conjunto, pode caracterizar a depressão, distúrbio cerebral que está ligado ao desequilíbrio químico dos neurotransmissores e requer uma atenção especial e acompanhamento médico.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a depressão é o transtorno mental mais prevalente no mundo sendo conhecida como uma das inimigas que mais atormentam a saúde humana. Segundo a OMS, cerca de 350 milhões de pessoas têm o distúrbio.

- Em muitos casos o paciente não percebe que está doente e são os familiares e amigos que identificam que algo está errado. A gravidade da depressão não pode ser minimizada, pois ela pode causar prejuízos significativos na vida do paciente comprometendo suas atividades sociais e pessoais sendo, inclusive, uma das principais causas de afastamento do trabalho – explica a psicóloga Mariana Guedes, do Hospital Rios D’Or.



Em situações mais brandas, como na depressão leve, a pessoa busca pessoas próximas para desabafar e compartilhar seu sofrimento, dificultando o diagnóstico e tratamento correto. A situação se torna mais preocupante quando a pessoa se isola abandonando as atividades sociais e profissionais comprometendo até mesmo a higiene e a aparência. Geralmente, nesse estágio o indivíduo deprimido não tem forças para buscar ajuda, cabendo aos amigos e familiares cuidarem da integridade física e mental do paciente, buscando apoio médico e profissional.

- O ideal é que não se espere chegar a um estágio tão grave para procurar ajuda. Para evitar o agravamento do quadro o correto é que a pessoa busque auxílio profissional ao sentir uma tristeza profunda e permanente, sem causa aparente. Porém, nem sempre a pessoa deprimida aceita ajuda médica com facilidade. É preciso paciência, não demonstrar excessiva compaixão pelo enfermo, escutar suas queixas sem banalizar seu sofrimento e até se oferecer como companhia para as consultas – completa a psicóloga.


A boa notícia é que a depressão é curável. O primeiro passo é o paciente reconhecer que precisa de ajuda e buscar auxílio profissional. O tratamento é individualizado e inicia com mudanças de estilo de vida com hábitos saudáveis como a prática de exercícios, boa alimentação e boas noites de sono. Terapia, medicações e tratamentos alternativos podem ser indicados separadamente ou combinados, sendo grandes aliados na busca por uma vida longe da tristeza.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Atividade física é grande aliada dos idosos

Longevidade e qualidade de vida são alguns dos inúmeros benefícios de uma vida ativa 

A terceira idade chega, inevitavelmente, mas nem sempre está acompanhada de uma vida pacata, restrita aos cuidados com os netos. Muitas das pessoas que estão nessa faixa etária estão vivendo de forma plena, além de estarem inseridos no mercado de trabalho, viajam, curtem a família e fazem novas descobertas a cada dia. A prática de atividade física é uma grande aliada para que o corpo acompanhe essa mente jovial, beneficiando a saúde física e emocional.

- É inevitável que algumas mudanças aconteçam durante o processo de envelhecimento e a atividade física é a medida de prevenção mais eficaz para amenizar essas modificações do corpo. Esta prática resulta na independência do idoso, reduzindo o risco de queda e de complicações relacionadas a imobilidade (como trombose e feridas na pele), além de estimular a melhora cognitiva e da socialização que é importantíssima para a auto estima desses pacientes – detalha o geriatra Rodrigo Serafim, do Hospital Copa D’Or.



Diversas modalidades são oferecidas, porém, a escolha pela atividade que será praticada deve estar alinhada à outras questões como, por exemplo, doenças pré-existentes, limitação física e idade. Os limites do corpo devem ser respeitados e a consulta médica antes do início de qualquer esporte deve ser uma regra para evitar lesões musculares e/ou danos permanentes à saúde.

- Não existe atividade física ideal para a terceira idade. Qualquer exercício pode ser praticado por eles, desde que estejam preparados para isso. É preciso uma avaliação médica detalhada para descobrirmos o que o paciente gosta de fazer, pode fazer e deve fazer. Devemos respeitar a especificidade de cada indivíduo para que a prática esportiva ofereça prazer e benefícios para sua saúde. O ideal é que a partir dos 40 anos o paciente mantenha, ou inicie, um acompanhamento físico para fortalecimento e equilíbrio da musculatura do corpo, a fim de que alcance a melhor idade com qualidade de vida – explica o ortopedista, Dr. Michael Simoni, do Hospital Copa D’Or.

Nunca é tarde para começar a se exercitar. Uma leve caminhada pode ser uma excelente forma de colocar o corpo em movimento, sem esquecer dos alongamentos. Aulas de hidroginástica, de dança e natação também são opções que ajudarão a manter corpo e mentes saudáveis.

BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA A TERCEIRA IDADE:

➢ Melhora da performance cardiovascular;
➢ Melhora a flexibilidade e a força muscular;
➢ Prevenção de doenças cardíacas;
➢ Ajuda no combate à depressão;
➢ Prevenção da obesidade;
➢ Redução dos riscos da osteoporose;
➢ Diminuição das dores oriundas de inflações nos tendões, músculos e articulações;
➢ Insere o idoso no meio social.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Realização de exames periódicos permite identificação precoce de diagnósticos


Fatores de risco para doenças cardiovasculares e AVC são os principais alvos do Check up

A prevenção ainda é o melhor cuidado com a saúde. Uma alimentação balanceada, a prática de exercícios físicos e exames periódicos são grandes aliados de uma vida saudável. Além disso, a realização frequente de alguns exames pode contribuir na identificação de diagnósticos precoces – forte aliado em tratamentos, principalmente, relacionados a doenças cardiovasculares. O coordenador do serviço de cardiologia do Hospital Quinta D’Or, Francisco Carlos Lourenço, reforça a importância do Check up:

• O check up é uma avaliação médica periódica, com história clínica e exame físico, associada a exames complementares (em geral a dosagem de glicose em jejum, colesterol e triglicerídeos) que visa a identificação de pessoas com um risco maior de determinadas doenças;




• A avaliação periódica visa a identificação de pessoas com um risco maior para doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico, através da identificação dos fatores de risco como a hipertensão, diabetes, dislipidemia, sobrepeso, sedentarismo, tabagismo e a história familiar. Assim podemos iniciar as orientações para seu controle;

• Na avaliação, buscamos por pacientes que tenham perfil:
- Histórico familiar de infarto ou morte súbita (principalmente em parentes de primeiro grau);
- Pais ou irmãos com aumento do colesterol;
- Sintomas como falta de ar, palpitações e dores no peito;
- Medidas de pressão arterial frequentemente acima de 135x90 mmHg;
- Tabagistas; - Diabéticos;
- Doença cardíaca na infância ou sopro cardíaco;
- Planejam realizar a prática esportiva;
- Apresentam sobrepeso ou obesidade.

• Todos os adultos a partir dos 20 anos de idade já devem realizar uma avaliação cardiológica. Antecedentes familiares podem interferir na precocidade das avaliações. Assim, crianças cujos pais possuem colesterol alto devem realizar o rastreamento a partir de 10 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Em geral é recomendado:
- Aos 20 anos - medida da pressão arterial e dosagem do colesterol;
- Dos 20 aos 40 anos - avaliações a cada três anos;
- Dos 40 anos em diante - avaliação clínica anual com avaliação cardiológica.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Câncer de próstata: Avanços tecnológicos contribuem com as chances de cura


Intervenção robótica representa 80% das cirurgias para a especialidade

Novos tratamentos e métodos de diagnóstico, assim como procedimentos cirúrgicos, têm revolucionado o combate ao câncer de próstata. A estimativa é que mais de 61 mil homens recebam o diagnóstico ainda este ano, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A doença é a segunda mais comum entre os homens, porém tem altas chances de cura em 90% dos casos quando diagnosticada precocemente. Especialistas altamente qualificados e equipamentos modernos encontram-se disponíveis nas unidades da Rede D’Or São Luiz, e nas clínicas do Grupo Oncologia D’Or.

No diagnóstico precoce a biópsia por ressonância merece destaque. Segundo o oncologista clínico Daniel Herchenhorn, do Grupo Oncologia D’Or, a diferença entre a biópsia tradicional e a por ressonância é que a segunda diminui os riscos do super-diagnóstico, que nada mais é o diagnóstico de uma anormalidade que não traduz, necessariamente, uma doença clinicamente significativa.

- A biópsia por ressonância para o câncer de próstata pode melhorar o diagnóstico da doença e focar no que realmente deve ser tratado, que é o tumor denominado de grau elevado. Trata-se de um importante avanço contra a doença – comenta o oncologista.



Ainda segundo Daniel Herchenhorn, uma vez diagnosticado o câncer de próstata, é preciso levar em conta diversos fatores antes de dar início ao tratamento, entre eles: a idade do paciente, o estadiamento da doença, a probabilidade de cura, além da expectativa em relação aos efeitos colaterais de cada terapia. Em alguns casos, procedimentos como a radioterapia e a quimioterapia são os mais indicados. Já em outros, o simples monitoramento da doença é o recomendado.

Quando o assunto é procedimento cirúrgico, a robótica tem sido muito indicada. Maior precisão para a equipe médica, resolutividade e segurança ao paciente fizeram da cirurgia robótica o procedimento minimamente invasivo mais utilizado em intervenções urológicas. Há um ano, o Hospital Quinta D’Or iniciou o serviço de cirurgia robótica, dispondo do robô Da Vinci do modelo mais moderno no país, e já ultrapassou a marca de 250 procedimentos, sendo 160 em urologia – o que o torna no centro com maior volume de procedimentos robóticos do Rio de Janeiro.

- Atualmente, cerca de 80% das cirurgias para câncer de próstata são realizadas utilizando a plataforma robótica. Esse número vem aumentando progressivamente no Brasil, seguindo uma tendência mundial. Entre os benefícios, pode-se citar a visualização 3D do tumor, que permite ao cirurgião maior precisão da dissecção, minimizando hemorragias. Além disso, o procedimento minimamente invasivo contribui com a rápida recuperação do paciente e reduz as chances de problemas de incontinência urinária, além de menor risco de disfunção erétil – detalha Rodrigo Frota, urologista e coordenador do Programa de Cirurgia Robótica da Rede D’Or São Luiz.

Desde 2016 a Rede D’Or São Luiz atua com um programa especial de treinamento de robótica para seus cirurgiões, com certificação internacional de qualidade, contribuindo na qualificação e capacitação de cerca de 70 especialistas, resultando em procedimentos mais seguros. Os treinamentos em cirurgia robótica avançada ocorrem em parceria estabelecida entre a Rede D’Or São Luiz e a University of Southern California (USC), de Los Angeles, promovendo o avanço da medicina robótica no Brasil, também através do desenvolvendo de produções científicas conjuntas.

>>> Esclareça as principais dúvidas sobre o Câncer de Próstata – Segundo Daniel Herchenhorn, a conscientização da doença é primordial, pois a maior parte dos homens procura ajuda tardiamente. Pensando nisso, o especialista esclarece as principais questões sobre o tema:

O que é próstata? É uma glândula do sistema reprodutor masculino que pesa cerca de 20 gramas e se assemelha a uma castanha. Ela localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

O que é câncer de próstata? No Brasil, é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens, após os tumores de pele não melanoma. Acontece quando as células deste órgão começam a se multiplicar de forma desornada. A doença pode demorar a se manifestar, exigindo exames preventivos constantes para não ser descoberta em estágio avançado e potencialmente fatal.

Quais são os principais sintomas da doença? Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e, quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 90% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Já fase avançada, pode provocar: dor óssea, sangue na urina e/ou no sêmen, dor ao urinar e vontade de urinar com frequência.

Quais são os fatores de risco? Histórico familiar de câncer de próstata (pai, irmão ou tio com a doença), obesidade (excesso de peso pode contribuir para o desenvolvimento desse tumor), raça (homens de pele negra sofrem maior incidência deste tipo de câncer).

E quanto ao diagnóstico precoce? A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo com a falta de sintomas, homens a partir dos 45 anos de idade com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir anualmente ao urologista.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Burnout: conheça a doença provocada pelo excesso de trabalho


Síndrome que tem sintomas parecidos com os da depressão é causada pelo esgotamento na vida profissional

Aproveite este Dia do Trabalho para refletir sobre a relação da sua saúde com a profissão que você exerce. Você sabia, por exemplo, que existe uma doença conhecida como síndrome de Burnout? Também chamado de síndrome do esgotamento profissional, o distúrbio tem sintomas parecidos com os da depressão, mas desencadeados pelo trabalho. É um estado de tensão emocional e estresse crônico, provocados por condições desgastantes de trabalho, sejam elas físicas, emocionais ou psicológicas.

Por isso, reserve hoje para refletir sobre este problema, uma das principais causas de afastamento do emprego. A Dra. Paula Fernandes, psiquiatra do Hospital Rios D’Or, responde quatro dúvidas sobre o tema:

1. Quais são as características do esgotamento profissional?

Algo diferente do estresse genérico, a Síndrome de Burnout geralmente incorpora sentimentos de fracasso. Seus principais indicadores são: cansaço emocional, despersonalização e falta de realização pessoal.



2. Como se identifica o problema?

Como qualquer tipo de estresse, a Síndrome de Burnout pode resultar em manifestações psicossomáticas. Normalmente se referem à fadiga crônica, frequentes dores de cabeça, problemas com o sono, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquiarritmias, outras desordens gastrintestinais, perda de peso, dores musculares e de coluna e alergias. Além disso, também podem ser notados os seguintes sintomas:

- diminuição e perda de recursos emocionais (falta de habilidade para lidar com dificuldades cotidianas que outrora eram superadas sem grande esforço);
- desenvolvimento de atitudes negativas para com outras pessoas no trabalho ou no serviço prestado, que não eram característica daquele indivíduo anteriormente;
- irritabilidade, inquietude, dificuldade para a concentração, baixa tolerância à frustração, comportamento agressivo para com os clientes, companheiros e para com a própria família;
- sentimentos de vazio, esgotamento, fracasso, impotência, baixa autoestima;
- condutas evitativas, consumo aumentado de café, álcool, fármacos e drogas ilegais, absenteísmo, baixo rendimento pessoal;
- consumo aumentado de café e álcool;

3. Qual é o tratamento?

Apesar do tratamento envolver profissionais especializados em Saúde Mental, como o Psicólogo e o Psiquiatra, nos casos em que seja possível recomenda-se procurar também o Médico do Trabalho da empresa ou outro profissional que possa ajudar a reduzir a carga emocional envolvida na atividade laborativa em questão. Mesmo assim, pode ser necessário o afastamento do trabalho por um tempo e o uso de medicamentos, conforme orientação médica.

4. Existem profissões que oferecem maior risco de esgotamento profissional?

A síndrome de Burnout é uma doença que se desenvolve como resposta ao estresse ocupacional crônico e pode ser encontrada em qualquer profissão, mas, em especial, naquelas que trabalham em contato direto com pessoas em prestação de serviço. É o caso dos profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social, recursos humanos, bombeiros, policiais, advogados e jornalistas.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Casos de tuberculose estão relacionados a baixa imunidade

Doença é causada por bactéria que se estabelece facilmente quando o indivíduo já detém outras enfermidades

Uma das doenças mais antigas da humanidade, a tuberculose é classificada como um problema de saúde pública no Brasil. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, a cada ano são notificados aproximadamente 70 mil novos casos com 4,5 mil mortes em decorrência da doença. De acordo com especialistas o grande índice de pessoas infectadas pela bactéria tem relação direta com o aumento de indivíduos com HIV positivo que têm em sua baixa imunidade uma porta aberta para a bactéria.

- A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria que atinge principalmente os pulmões, mas que também pode afetar outros órgãos sendo possível que a pessoa seja infectada, mas não desenvolva a doença. Uma pequena parcela tem a manifestação clínica da tuberculose, enquanto que a maioria nunca terá conhecimento de que em algum momento adquiriu a bactéria. Pacientes infectados pelo HIV, diabéticos, em tratamento com diálise ou com drogas imunossupressoras são mais vulneráveis ao desenvolvimento da doença. O tabagismo, a desnutrição ou qualquer fator que gere baixa imunidade também favorece o estabelecimento da tuberculose – esclarece o infectologista Marcelo Gonçalves, do Hospital Barra D’Or.



A transmissão da tuberculose é direta. Ao falar, tossir ou espirrar, o indivíduo infectado expele pequenas gotas de secreção respiratória com o agente infeccioso que, se aspiradas por outras pessoas, pode contaminá-las. O contato direto entre uma pessoa com tuberculose em ambientes fechados, com pouca ventilação e ausência de luz solar também favorecem a transmissão pela bactéria causadora da doença.

O principal sintoma da tuberculose pulmonar é a tosse permanente, por duas semanas ou mais, podendo estar associada ou não a febre vespertina, cansaço excessivo, suor intenso à noite, falta de apetite e emagrecimento.

- É fundamental que o paciente procure assistência médica ao perceber os primeiros sinais.  O conjunto de sintomas e a radiografia de tórax são avaliados, mas o diagnóstico definitivo é fechado após exame que analisa a secreção excretada pelos pulmões. Com o avanço da técnica utilizada para análise é possível rastrear o DNA da bactéria para rastreamento precoce – explica o pneumologista do Hospital Barra D’Or, Dr. Renato Azambuja.

O tratamento para a doença é feito com antibióticos, mas para a cura completa é preciso que o paciente siga com a medicação durante todo o tempo indicado pelo médico, geralmente de seis meses. A interrupção antes desse período pode fazer com que o paciente adquira tuberculose multirresistente que exige tratamento mais agressivo.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Democráticos e populares: conheça os prós e contras da corrida de rua e do crossfit

Exercícios praticados com atenção e acompanhamento médico trazem inúmeros benefícios

Até dezembro deste ano, a Grande São Paulo receberá mais de 56 corridas de rua. Por outro lado, o número dos chamados boxes, academias de crossfit, tem se popularizado a cada ano. Esses dados mostram o crescimento e a popularização desses dois esportes. O que pode ser considerado um estímulo para deixar o sedentarismo de lado e iniciar alguma atividade física.

Enquanto a corrida se mostra mais democrática e abrangente, o que não exige muitos cuidados, o crossfit desponta como uma variação de força, que requer alguns cuidados. Não se engane, o médico do esporte do iFor, Eduardo Bernardo, hospital de ortopedia da Rede D’Or São Luiz, recomenda que antes de iniciar a prática de qualquer atividade física é necessário que o paciente seja visto pelo especialista, a fim de evitar eventuais surpresas. “Grande porcentagem da população tem problemas articulares no joelho, coluna e região lombar, mas não sabe, uma vez que não se expõe às atividades de impacto e acreditam que não precisam de acompanhamento médico”, explica.



Todo esporte, por menor que seja sua carga de impacto, pode lesionar o paciente, como é o caso da corrida. Por isso, a pessoa deve tomar muito cuidado e não praticar nenhum exercício por conta própria. Para cada um há uma técnica e postura que se precisa manter, além da necessidade de um tênis adequado e treinos individualizados.

“Cada pessoa possui uma forma física e é capaz de aguentar uma carga de treino exclusiva. Esses cuidados são importantes pra evitar problemas de saúde. Pacientes sedentários e acima do peso, por exemplo, não devem iniciar por uma corrida, mas optar por atividades sem nenhum impacto, como: bicicleta, natação, hidroginástica ou musculação. É importante ganhar um pouco de força antes de começar as atividades”, esclarece Dr. Eduardo Bernardo, médico do esporte do iFor.

Já no crossfit, justamente por sua grande intensidade, a incidência de lesões musculares é relativamente alta. Principalmente em iniciantes, que se encantam pelos exercícios e supostos benefícios e acabam exagerando nas cargas. Segundo o especialista, a falta de instrução pode levar o praticante a esse exagero e, consequentemente, às lesões. Nesse caso, demanda-se alto grau de supervisão de profissionais especializados, sobretudo para os que ainda não desenvolveram qualidades físicas mínimas para suportar os complexos exercícios. A orientação profissional vai garantir ao atleta um padrão motor para executar os movimentos da forma correta e evitar lesões.

Um estudo publicado pela Journal of Strength and Conditioning Research, em 2013, alertou para o índice de lesão extremamente alto provocado pelo Crossfit. Dos praticantes da modalidade pesquisados, 73,5% tiveram algum tipo de lesão, dentre os quais, 7% foram submetidos a cirurgias, na maioria dos casos, nos ombros e coluna.


 Por sua vez, se os exercícios forem executados com atenção e acompanhamento médico, podem trazer inúmeros benefícios. A corrida é responsável por reduzir a gordura corporal, melhorar a ansiedade, tensão, qualidade do sono, os níveis de colesterol e a força de membros inferiores, fortalece a capacidade cardiovascular e pulmonar, auxilia na redução da osteoporose e diminuição da pressão sanguínea.

No caso do crossfit, o praticante pode desenvolver todas as valências físicas de modo amplo e geral, promove aumento de força e resistência musculares, melhora o sistema cardiorrespiratório, a coordenação motora, a agilidade, o equilíbrio e a precisão, além do controle ou diminuição de peso.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Sedentarismo é responsável pelo surgimento de inúmeras doenças

Mudanças na rotina são excelentes formas de tornar o corpo ativo

Os avanços tecnológicos são grandes aliados da modernidade, mas, se utilizados em excesso, podem induzir ao sedentarismo. É comum que atividades simples, como ir até a lanchonete da esquina sejam substituídas por pedidos de comida pelo aplicativo de celular, assim como ficou mais cômodo pagar as contas sem precisar ir ao banco. 

É indiscutível a praticidade, porém as atividades cotidianas também contribuem para manter o corpo ativo. Especialistas relatam que a população atual gasta bem menos calorias por dia do que há 100 anos, e 70% da população brasileira não pratica exercícios físicos regularmente. O destaque é que mudanças simples podem contribuir para que doenças sejam evitadas.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é considerado sedentário o indivíduo que gasta menos de 2.200 calorias por semana em atividades físicas e ocupacionais, representando um gasto de 300 calorias por dia, equivalente a uma hora de movimento significativo. O sedentarismo é considerado um problema de saúde pública, pois pode desencadear diversos problemas como colesterol, diabetes, hipertensão, sobrepeso e obesidade. 

- Além de oferecer diversos benefícios para a saúde, a prática de atividade física também é grande aliada da saúde emocional, pois aumenta a autoestima, a autoconfiança, o sentimento de felicidade promovendo entusiasmo e otimismo. Um grande leque de opções é oferecido e não é preciso ir para academia para sair do sedentarismo. Caminhar, correr, pedalar, nadar ou jogar bola são excelentes atividades para movimentar o corpo e cuidar da saúde – comentou o ortopedista do Hospital Rios D’Or, Rodrigo Rezende.

A escolha pela atividade a ser praticada deve respeitar algumas questões como doenças pré-existentes, condição física e idade. Os limites do corpo devem ser respeitados e a consulta médica antes do início de qualquer esporte deve ser uma regra para evitar lesões musculares e/ou danos permanentes à saúde.

- Através da avaliação médica é possível identificar algumas inconformidades como hipertensão arterial, problemas cardíacos, pulmonares, entre outros. Por isso, a consultas médica prévia é tão importante. Além disso, vale ressaltar que o uso associado de estimulantes, energéticos e anabolizantes pode provocar arritmia cardíaca – detalha Dra. Olga Ferreira de Souza, coordenadora do serviço de arritmia e eletrofisiologia da Rede D'Or São Luiz.

Nunca é tarde para resgatar a saúde. A primeira regra para se tornar ativo é sair da zona do conforto e se conscientizar sobre a importância do exercício físico. Escolher uma atividade que dê prazer é fundamental para a regularidade da prática. Mudar simples hábitos como usar a escada ao invés do elevador, ir até a padaria caminhando e estacionar o carro em um lugar distante do seu destino são boas formas para dar um “chega pra lá” definitivo ao sedentarismo.