Sobre o que você quer saber?







quarta-feira, 22 de junho de 2016

Amar faz bem ao coração e à saúde

 Historicamente se diz que no coração está a origem do amor, porém hoje sabemos que o cérebro é a base do comportamento humano onde todos os sentimentos, pensamentos e emoções são gerados. Contudo, as emoções, iniciadas no cérebro, afetam diretamente o coração e a saúde, pois o cérebro libera diversos hormônios que contribuem para o bom funcionamento do nosso organismo.

Pesquisas mostram que, quando estamos apaixonados, uma série de hormônios são liberados pelo cérebro - como a dopamina, a norepinefrina, serotonina, endorfina e a oxitocina, também conhecida como "hormônio do amor". São as repercussões bioquímicas do amor no corpo que, de acordo com os pesquisadores, ajudam a controlar a pressão arterial, aliviar o estresse e a ansiedade, por exemplo.



“Amar faz muito bem à nossa saúde! Quando estamos em um relacionamento equilibrado, nutritivo, acompanhados por pessoas que nos fazem sentir valorizados e apoiados, a autoconfiança aumenta e nos sentimos mais preparados ou seguros para enfrentar os eventos e desafios do nosso dia a dia - e até mesmo situações negativas, melhorando a resolução dos problemas. Relações amorosas satisfatórias aumentam o sentimento de bem-estar para as pessoas e podem contribuir para a qualidade de vida individual e conjugal”, explica a psicóloga do Hospital Rios D´Or, Mariana Guedes.

A satisfação e a melhora na qualidade de vida de pessoas que estão em boas relações amorosas podem ser consideradas como fator de proteção da saúde. Diversos estudos correlacionam o emocional ao funcionamento do sistema imunológico, por exemplo. Essas pessoas também tendem a ter melhor enfrentamento das adversidades, incluindo o adoecimento. “Eu diria que o amor pode ser importante na prevenção e na recuperação de doenças. Cada vez mais o bem-estar emocional é compreendido como fator de importância para a prevenção e no tratamento de doença”, comentou a especialista.

Além de tantos benefícios para a saúde, amar nos traz felicidade, bem-estar e ânimo para vivermos momentos especiais. Então, que tal aproveitar o dia dos namorados para aumentar os níveis de oxitocina no corpo?

Hormônio do amor

A oxitocina, ou o “hormônio do amor”, também está envolvida nas emoções de afiliação. Esse mecanismo de apego foi tema de pesquisa do neurocientista Jorge Moll Neto, presidente do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), e dos especialistas Patrícia Bado e Ricardo de Oliveira-Souza, também pesquisadores do Instituto. A partir de dados de ressonância magnética, a equipe de neurocientistas descobriu que a região Septo-Hipotalâmica, rica em oxitocina, apresentou uma maior atividade quando as emoções afiliativas estavam envolvidas.

Segundo os pesquisadores, a afiliação está envolvida em diversas experiências humanas, que podem inclusive despertar emoções opostas. As experiências afiliativas são inerentes aos seres humanos e também a outros mamíferos, que são consideradas fundamentais para a sobrevivência das pessoas.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Aneurisma: Diagnóstico Precoce Evita Complicações

Cerca de 6,5 mil pessoas morrem anualmente no Brasil por aneurisma.O aneurisma é uma dilatação anormal e permanente de algumas artérias, ocasionando um enfraquecimento da parede arterial e que sem tratamento pode ocasionar a ruptura da artéria.

A aterosclerose, que tem elevada incidência na população, é a causa mais frequente de aneurisma, mas a doença pode ser também provocada por certas enfermidades como inflamações, infecções ou traumatismos, ocasionando um aneurisma intracraniano ou secundário.

Qualquer artéria do corpo pode ser acometida por um aneurisma, mas a aorta abdominal, especificamente abaixo das artérias renais é a mais atingida. Quando a artéria é atingida e se dilata, essa dilatação aumenta progressivamente e caso não seja tratada pode ocasionar a ruptura da artéria.






Isso ocorre principalmente em aneurismas maiores que 5 cm de diâmetro, por isso todo o aneurisma da aorta abdominal deve ser tratado a fim de evitar uma complicação maior que é a ruptura da artéria e até o óbito do paciente.

Como essa doença não tem sintomas específicos, na maioria dos casos, quando o paciente começa a sentir alguma dor é porque o volume, a dilatação está comprimindo órgãos vizinhos na cavidade abdominal, ou até, em casos mais graves, ocorrer uma hemorragia interna.

O diagnóstico é feito por exame físico, com a palpação do trajeto arterial a fim de verificar sua dilatação e expansibilidade e é complementado com ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou arteriografia, para um diagnóstico preciso. O procedimento é sempre a cirurgia, mas para que ela seja bem sucedida é necessário um diagnóstico precoce, antes da ruptura da artéria.

Texto elaborado pelo Dr. Ricardo Brizzi - Angiologista e Cirurgião Vascular. É membro da Sociedade de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro e responsável pelo setor de cirurgia vascular e endovascular do Hospital Badim, do Hospital Israelita e do Hospital Norte D’Or.

terça-feira, 7 de junho de 2016

A moda “detox” e os excessos na busca pelo corpo perfeito

A cada dia a busca pelo corpo ideal e perfeito se instala mais na sociedade. Exercícios e principalmente dietas, são utilizadas sem o devido acompanhamento de profissionais de saúde e podem não surtir o efeito desejado. Os produtos detox são um exemplo claro, pois, alimentos como esses prometem uma rápida desintoxicação do organismo com a ingestão de alimentos da forma mais natural possível. Em 2015, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de 21 dessas mercadorias, entre sucos e shakes, gerando discussão sobre o consumo.


Apesar disso, a nutricionista Fernanda Arruda, do Hospital Santa Luzia, em Brasília, alerta para tudo o que é consumido em excesso, e os produtos detox não fogem à regra. “A falsa ideia de que o natural pode ser usado livremente, leva algumas pessoas à ilusão do consumo desenfreado de diversos produtos. Antes de qualquer atitude desta origem, o paciente deve consultar um profissional habilitado. Ele vai orientar e verificar as reais necessidades do indivíduo por meio dos exames e orientá-lo da melhor maneira possível”, comenta a especialista.




O modismo é um problema e uma das principais causas do aumento da adesão de dietas malucas, do consumo desenfreado de sopas mágicas e produtos detox. Consequentemente, estas atitudes culminam na diminuição das idas ao especialista. Fernanda Arruda coloca a mídia como uma das principais culpadas. “Eles buscam receitas onlines milagrosas, seguem perfis de musos fitness e colocam em prática os exercícios e alimentação dessas pessoas, sem perceber que cada organismo funcionada de forma individualizada, ou seja, nem sempre o que traz resultado a uma pessoa trará à outra. Infelizmente a internet, neste aspecto, é uma grande vilã” explica a especialista.


O grande problema destacado pela nutricionista é a perda de substâncias preciosas no organismo e para que ele permaneça em equilíbrio são necessários mais de 40 nutrientes, o que não acontece apenas com o consumo de produtos detox. “Não vamos colocá-los como vilões. Eles também têm seus benefícios, pois fornecem muitas vitaminas e minerais que combatem radicais livres, queimam calorias e melhoram problemas gastrointestinais. Os consumidores precisam se atentar apenas ao consumo desenfreado e buscar um acompanhamento de profissionais da área quando decidirem seguir este caminho”, finaliza.

DICAS DA MÉDICA

A nutricionista Fernanda Arruda ainda cita alguns alimentos que podem participar do grupo dos alimentos funcionais e são mais comuns nas nossas mesas além de conterem grandes valores nutricionais:

  • Alimentos integrais;
  • Frutas em geral;
  • Verduras e legumes;
  • Proteínas magras: carnes de aves, peixe e ovos.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Menopausa: entenda as principais características dessa fase de vida de toda a mulher

O climatério representa um período natural biológico feminino que marca a transição gradual do estado reprodutivo para o não reprodutivo. Este momento de transição, porém, ainda traz muita insegurança para mulheres, principalmente em relação aos seus sintomas e o que isso significa para sua vida e saúde. Menopausa é a data da última menstruação na vida de uma mulher. Os termos menopausa e climatério muitas vezes aparecem como tendo o mesmo significado.

Por isso, conversamos com a Profa. Dra. Sônia Maria Rolim Rosa Lima, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, para entender um pouco mais sobre esse momento na vida de toda a mulher:

O que é climatério e menopausa?
O Climatério representa a transição gradual do estado reprodutivo para o não reprodutivo. Podemos também entender como uma fase de evolução da mulher onde seu organismo, até então direcionado a gerar vida, dirige-se livremente a outros fins, possibilitando que ela desenvolva todas suas potencialidades. A Menopausa é um ponto no tempo que marca a data da última menstruação na vida de uma mulher.

Esse período constitui uma fase natural da vida, e muitas mulheres passam por ela sem queixas ou necessidade de medicamentos. Outras têm sintomas que variam na sua diversidade e intensidade. No entanto, em ambos os casos, é fundamental que se tenha acolhimento e acompanhamento sistemático que promova a saúde, a abordagem adequada, o diagnóstico precoce e o tratamento imediato das alterações diagnosticadas para que se possa prevenir futuras complicações.



Existe uma transformação na vida da mulher?
A passagem do período reprodutivo para o não reprodutivo ocorre de maneira gradual. Nesta fase, é possível observar sintomas e sinais que podem ocorrer no climatério. Isto envolve não apenas alterações hormonais, mas também mudanças psicológicas e sociais.

Quais são seus sinais e sintomas?
Ondas de calor acompanhadas por sudorese intensa são características desse período, ocorrendo com frequência durante a noite e resultando em piora da qualidade do sono. Podem, ainda, ocorrer palpitações, enxaqueca e cansaço fácil. Mais tardiamente, existem sintomas urinários e ressecamento e desconforto vaginal, podendo levar à dor nas relações sexuais que, acompanhada na diminuição da libido, costumam conduzir a uma piora da qualidade de vida sexual.

A saúde pode ser afetada?
Nesta fase, identificam-se sintomas decorrentes da queda da produção de estrogênio na grande maioria das mulheres, o que pode provocar, inicialmente, irregularidades menstruais, hemorragias disfuncionais e diminuição da fertilidade; podendo ser acompanhado das instabilidades vasomotoras (ondas de calor e suores noturnos), alterações emocionais (destacando-se a depressão, a ansiedade e a insônia), decréscimo da libido, dor durante o ato sexual e distúrbios urinários; e, no longo prazo, osteoporose, aumento do risco de doenças cardiovasculares e cerebrais.

Como atenuar os sintomas e evitar riscos à saúde?
Existem diversos esquemas de terapia hormonal (TH) que tratam os sintomas vasomotores durante este período. O sucesso no emprego da terapia hormonal está intimamente ligado ao conhecimento adequado do médico, dos diferentes tipos de hormônios que podem ser utilizados, assim como as doses, as vias de administração e os esquemas terapêuticos, procurando identificar as necessidades de cada mulher. Outros medicamentos também podem ser indicados naquelas com contra indicação a terapia hormonal, e o uso de fitomedicamentos também tem sua indicação.

Além disso, é fundamental ter uma mudança do estilo de vida, adotando a prática regular de exercícios e alimentação balanceada. A acupuntura, yoga e técnicas de relaxamento como terapia complementar, também são indicadas.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Gestação: cuidados com as mudanças físicas e hormonais

A gestação é um dos momentos mais especiais na vida de uma mulher. Com as mudanças hormonais ocasionadas pelo momento, existem as mudanças físicas. Para aquelas mulheres que já apresentam históricos de problemas circulatórios, é um período de cuidados redobrados. Diversos fatores, incluindo histórico familiar e obesidade, contribuem para a formação das varizes neste período.

Mas por que ocorrem as varizes na gestação? Elas surgem ou ficam mais acentuadas devido à pressão do útero em crescimento sobre as veias pélvicas e a veia cava inferior (uma grande veia da parte direita do corpo que recebe sangue dos membros inferiores e de boa parte dos órgãos pélvicos e abdominais). Com o desenvolvimento da gestação e aumento do peso do bebê essa pressão aumenta ainda mais. Os níveis de progesterona também influenciam. A elevação desse hormônio provoca o relaxamento das paredes dos vasos sanguíneos.

Se não dá para evitar as varizes para quem já tem propensão, pode-se minimizar o problema com algumas condutas no dia a dia. O exercício físico é super importante. Uma caminhada leve já traz um beneficio enorme para a circulação sanguínea. Não ganhar muito peso, fazer uso de meias elásticas e sempre a noite quando chegar em casa elevar as pernas. Isso alivia a pressão do útero contra a veia, diminuindo assim a pressão nas extremidades inferiores.



O uso de meias elásticas é importantíssimo, principalmente no final da gestação. É importante colocar as meias ao acordar. Caso a gestante tenha um problema de varizes mais grave, o médico poderá indicar meias elásticas de maior compressão. Não fique de pé por períodos prolongados.

Essas ações também são importantes para o combate ao inchaço, que também é um problema comum na gravidez. Ele também é provocado por mudanças hormonais. Vale ressaltar que apesar do inchaço ser comum, durante a gestação, deve-se estar alerta a outros sintomas ligados ao inchaço e que devem ser vistos pelo ginecologista, pois pode indicar complicações. Um dos mais importantes é o aumento da pressão arterial ou perda de proteínas pela urina. Neste caso, os sintomas podem indicar uma pré-eclâmpsia, doença específica da gravidez que provoca parto prematuro e traz riscos para a mãe e o bebê.

Por: Ricardo Brizzi, angiologista e cirurgião vascular. É membro da Sociedade de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro. Responsável pelo setor de cirurgia vascular e endovascular dos Hospitais Badim, Israelita e Norte D’Or.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Alzheimer é a doença mais comum em idosos

O Alzheimer é a doença mais comum em idosos, segundo o Ministério da Saúde. Essa patologia acomete pessoas na faixa dos 60 anos ou mais, e tem basicamente a perda da memória como principal foco. Mas, além do prejuízo nas lembranças, outro sintoma da enfermidade é a dificuldade na fala. De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), mais de um milhão de pessoas sofrem com esse problema.

Bruna Mendonça, neurologista do Hospital Santa Luzia, em Brasília, comenta que não existe prevenção para esse tipo de doença e o que se pode fazer é estimular ao máximo o cérebro. “Temos que aumentar as conexões. Desenvolver um hábito de leitura, estudar outra língua, praticar esportes. Tudo isto ajuda a lembrar das atividades realizadas no dia-a-dia”, explica a especialista.



Existem dois tipos da patologia: a senil que ataca a população idosa e a precoce que acomete pessoas abaixo de 60 anos. As medicações usadas para o Alzheimer diminuem a progressão desses sintomas, mas não existe cura. Dra. Bruna acrescenta que os estudos sobre o tema estão aumentando. “Nem toda demência é Alzheimer, mas ela é a mais comum. A doença faz com que os neurônios sejam inutilizados, comprometendo a saúde do paciente”, comenta a médica.

CLASSIFICAÇÕES

A patologia tem três tipos de classificação divididas em leve, moderada e grave. De acordo com a neurologista, a mais leve tem a característica do esquecimento recente. “Não lembrar-se de coisas que aconteceram no dia, como um acidente de carro, por exemplo. E, mesmo assim, as memórias antigas continuam intactas”, ilustra a doutora.

Na moderada, o prejuízo avança um pouco mais. Nomes de familiares e o endereço da própria residência já não são mais lembrados. Dificuldades para se vestir corretamente e confusões sobre a data atual também tornam-se cotidianas. E na fase grave da doença, o paciente é internado. Segundo a especialista o quadro não tem reversão. “Ele não lembra mais quem é o pai e a mãe. Nos piores casos, se esquecem até das necessidades básicas, como engolir”, finaliza.

terça-feira, 10 de maio de 2016

5,4 milhões de brasileiros são acometidos por hérnia de disco

Cirurgia só é necessária em 10% dos casos, de acordo com especialista

Lombalgia é o nome científico dado às dores nas costas comuns que acometem pessoas no dia-a-dia. Não é uma doença propriamente dita, mas tira a paz de qualquer um e dificulta a locomoção de quem geralmente sofre com isto. De acordo com o neurocirurgião de coluna do Hospital Santa Luzia, em Brasília, Dr. Márcio Vinhal, o problema é justamente a evolução da lombalgia, mais conhecida como hérnia de disco que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, acomete 5,4 milhões de brasileiros.



Dr. Márcio Vinhal, explica que a lombalgia precisa ser levada muito a sério logo nos estágios iniciais. “Uma das causas mais genéricas é por grandes esforções físicos, que fazem uma compressão na coluna e geram a dor. Esse esforço feito repetidamente pode gerar a hérnia num futuro próximo”, alerta.

Quando a hérnia já está instalada, os sintomas mais comuns são dores locais, podendo ser irradiadas para outras partes do corpo. “Se a hérnia é na coluna cervical, por exemplo, as dores podem ir para os braços, mãos e dedos. Se a hérnia é lombar, as dores vão para as pernas e pés. O paciente pode também sentir formigamentos e dormência nos membros”, afirma e acrescenta que nos casos mais graves da hérnia lombar, pode haver perda de força nas pernas e incontinência urinária.

Dr. Vinhal também comenta que em 90% dos casos de hérnia, não é necessário a cirurgia. De acordo com ele, existem dois tipos tratamentos: o conservador realizado com anti-inflamatório, fisioterapia, e anestésicos, e outro feito com uma espécie de pequena cirurgia por meio de microscópio ou endoscopia da coluna. “Na maioria dos casos, a hérnia não volta. Se fatalmente a dor retorna, o paciente precisa ir ao consultório médico novamente. Neste caso, o problema pode ser fragilidade ligamentar, desgaste prematuro dos discos e até algum fator genético”, esclarece.

Causas comuns

Um caso bem comum do desenvolvimento da hérnia de disco são os exercícios de alto impacto, como por exemplo a musculação do tipo CrossFit. Dr. Vinhal comenta que essas atividades devem ser retiradas da rotina de quem possui o problema e alterar para outras com menos carga na coluna. “Exercícios com muito peso, feitos sem orientações ou de muito impacto pioram as dores e evoluem o quadro da lombalgia que podem tornar-se crônicos”, justifica. “Pacientes que suspeitam ter este tipo de patologia precisam buscar um auxílio médico o quanto antes para orientação quanto ao exercício e tratamento específico”, finaliza.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Embolia pulmonar: como detectar a doença que pode até matar

A embolia pulmonar é uma doença que geralmente tem origem na trombose venosa profunda e se caracteriza pelo entupimento de um vaso sanguíneo do pulmão por um coágulo. Isto é: um coágulo sanguíneo se desloca da perna até o pulmão. Outra causa da embolia pulmonar pode ser a formação de um coágulo no ventrículo direito do coração, devido a uma arritmia ou qualquer outra alteração cardíaca. Esse coágulo se desloca e atinge a artéria pulmonar provocando a embolia.

A doença é grave e pode causar dano permanente ao pulmão devido à falta de fluxo sanguíneo no tecido pulmonar, baixos níveis de oxigênio no sangue, danos a outros órgãos do corpo também por falta de oxigênio e caso o coágulo seja muito grande ou em grande quantidade, a embolia pulmonar pode causar morte.

A principal causa da embolia pulmonar – nove em cada dez casos – começa com um coágulo nas veias profundas da perna, doença chamada de trombose venosa profunda. O coágulo é liberado da veia e segue pela corrente sanguínea até os pulmões, onde pode bloquear uma artéria.

Esses coágulos nas pernas podem se formar quando o fluxo sanguíneo é restringido e diminui. Isto ocorre depois de longas viagens de carro ou avião, depois de cirurgias e se a pessoa fica na cama por um longo período de tempo. Outra forma de formação de coágulos são veias danificadas por cirurgia ou lesão.



Os principais sintomas da embolia pulmonar são: perda de fôlego sem explicação, dificuldade de respirar, dor no peito, tosse com ou sem sangue e arritmia cardíaca.

Mas em alguns casos os únicos sintomas são aqueles relacionados à trombose venosa profunda: dor ou sensibilidade na perna, sensação de calor na área da perna ou inchaço e sensibilidade, inchaço na perna ou ao longo da veia, pele vermelha ou descolorada na área afetada. Muito raramente pode-se ter embolia pulmonar sem apresentar nenhuma dos sintomas relacionados.

O tratamento consiste em medicamentos para afinar o sangue e diminuir a coagulação. Mas se os sintomas são mais graves, com risco de morte, o médico vai receitar medicamentos que agem rapidamente dissolvendo o coágulo sanguíneo ou até recorrer a cirurgia ou a algum procedimento a fim de remover o coágulo. O tratamento visa impedir que o coágulo sanguíneo aumente e também a formação de novos coágulos.

Varizes, gravidez e pessoas que passam muito tempo sentadas ou acamadas são mais propensas a terem trombose. O ideal é que ao notar os primeiros sintomas procurar um especialista e também adotar medidas simples como praticar atividade física regular, ter uma alimentação saudável e não fumar.

Por: Dr. Ricardo Brizzi, Angiologista e cirurgião vascular. Pós graduou-se em cirurgia endovascular em São Paulo. Trabalhou no serviço publico no Hospital Salgado Filho e no Hospital da Lagoa – setor de Hemodinâmica. É membro da Sociedade de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro. Responsável pelo setor de cirurgia vascular e endovascular dos Hospitais Badim, Israelita e Norte D’Or.