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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Câncer Infantil: Pequenos sinais podem salvar vidas

As últimas quatro décadas são marcadas pelo progresso no desenvolvimento do tratamento do câncer infantil. Estima-se que cerca de 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados. Muitas são as conquistas obtidas pela equipe do Hospital Estadual da Criança, localizado no Rio de Janeiro, no tratamento de cerca de 200 pacientes. Submetidas a assistência no HEC, a maioria dessas crianças usufrui de boa qualidade de vida, após o tratamento.

- Para atingir possibilidades reais de cura do câncer infantil, é fundamental o diagnóstico precoce. Os pais devem estar alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas. No entanto, na maioria das vezes, os sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância, o que não deve ser motivo para descartar a visita ao pediatra para avaliação mais detalhada – ressalta Dra. Patrícia Moura, responsável pelo Serviço de Oncohematologia pediátrica do Hospital Estadual da Criança, administrado pelo Instituto D’Or de Gestão de Saúde Pública.

A manifestação do câncer infantil pode não diferir muito de doenças benignas (sem maior gravidade) comuns nessa faixa etária. Muitas vezes, a criança ou o jovem está em razoáveis condições de saúde no início da doença, e por isso, chegam aos centros especializados de tratamento com a doença em estágio avançado por diversos fatores: desinformação dos pais; medo do diagnóstico de câncer; desinformação dos médicos.


A causa da maioria dos casos de câncer pediátrico ainda é desconhecida, causando questionamentos e angústias nos pais. Alguns casos são resultado da predisposição genética – apenas 5% dos cânceres são herdados dos pais para filhos, mas ao contrário do que ocorre com os adultos, o câncer infantil não está associado a fatores como dieta, falta de exercícios físicos e, muito menos, ao uso de cigarro e álcool. Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias, os do sistema nervoso central e linfomas.

- O conhecimento do pediatra para a desconfiança do câncer é determinante para um diagnóstico seguro e rápido. Partimos que o diagnóstico é feito a partir da história clínica suspeita e exame físico detalhado; exames laboratoriais como hemograma completo e exames bioquímicos; e exames de imagem de acordo com achados do exame físico e/ou da história clínica, que pode ser desde um raio x simples até exames mais elaborados como ressonância nuclear magnética – explica a oncohematologista.

O tratamento do câncer infantil é determinado com base no tipo e estadiamento da doença. As opções podem incluir quimioterapia, cirurgia, radioterapia e outros tipos de tratamento. Em muitos casos, é necessário apenas um destes tratamentos ou combinações deles. Cabe ressaltar que tratamento de crianças é diferente do tratamento de pacientes adultos, e o ideal é que a criança possa ser tratada em centros pediátricos, onde outras crianças também estejam recebendo tratamento. Também é muito importante que a família participe ativamente do tratamento da criança, dando segurança e confiança a mesma.

- O Hospital Estadual da Criança é concebido no conceito de multi especialidades para o tratamento dos pequenos pacientes. Além de uma equipe de especialistas altamente competentes, a assistência é oferecida com o complemento de ações humanizadas, lideradas por psicólogos, pedagogos, terapeutas ocupacionais, contando ainda com o apoio de voluntários. Tudo no intuito de fazer com que o tratamento e a estadia hospitalar sejam mais confortáveis para os pacientes e seus familiares, mantendo o foco na segurança do paciente – declara Dr. Lúcio Abreu, diretor de qualidade do hospital.

Sinais e sintomas de alerta do câncer infantil:
Dores de cabeça e vômitos pela manhã;
Caroços no pescoço, nas axilas e na virilha, ínguas que não resolvem;
Dores nas pernas e nas articulações que não passam e atrapalham as atividades da criança;
Manchas arroxeadas na pele, como hematomas ou pintinhas vermelhas (petéquias);
Aumento de tamanho de barriga;
Febre prolongada;
Perda de peso;
Palidez inexplicada (anemia) e prostração;
Brilho branco em um ou nos dois olhos quando a criança sai em fotografias com flash.

Principais tipos de câncer infantil:
Leucemia – É o câncer mais comum na infância. As leucemias têm origem na medula óssea, o tutano dos ossos, onde é normalmente produzido o sangue. Manifesta-se com dor nos ossos ou nas articulações, palidez, manchas roxas, sangramentos, febre, abatimento, entre outras. O diagnóstico das leucemias se faz através do mielograma, exame do sangue de dentro do osso. Existem vários tipos de leucemia: Leucemia Linfoide Aguda (LLA), Leucemia Mieloide Aguda (LMA), Leucemia Mieloide Crônica (LMC) e Leucemia Linfoide Crônica (LLC - só em adultos). As leucemias podem ter índices de cura de até 80% quando tratadas com quimioterapia. Em alguns casos, estão indicados também radioterapia e transplante de medula óssea.

Tumores do Sistema Nervoso Central – Os tumores do sistema nervoso central, cérebro e cerebelo são os tumores sólidos (que não leucemias e linfomas) mais frequentes em crianças. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça e vômitos pela manhã, tontura e perda do equilíbrio, alteração visual, entre outros. O diagnóstico do tipo exato de tumor é feito durante a cirurgia. Os tumores benignos são tratados apenas com cirurgia. Para os tumores malignos são, em geral, necessárias também quimioterapia e /ou radioterapia.

Linfomas – Os linfomas são tumores que acometem os gânglios e o baço (sistema linfático). Existem dois tipos principais de linfomas: Linfoma de Hodgkin e Linfoma Não Hodgkin. A maioria dos casos começa com adenomegalias ("ínguas" – aumento de volume dos gânglios) que vão crescendo no pescoço, nas axilas na região inguinal ou intra-abdominal. A criança pode apresentar febre prolongada, perda de peso, aumento do baço, entre outros. O diagnóstico dos Linfomas de uma forma geral é feito através de uma série de exames laboratoriais e de imagem, mas somente confirmado na maioria dos casos através da biópsia de um gânglio aumentado de tamanho. O tratamento é feito com quimioterapia e em alguns casos radioterapia. 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Mamilos não são polêmicos: especialista do Hospital São Luiz dá dicas para a amamentação em público

Amamentar é um ato de saúde para mãe e bebê. Porém, apesar de ser um direito, muitas mulheres ainda sofrem preconceito ou se sentem constrangidas de amamentar em público. Patricia Scalon, consultora e enfermeira do Grupo de Apoio de Aleitamento Materno (GAAM) da Maternidade São Luiz Itaim, ressalta que a amamentação dever ser sobre livre demanda, sempre que o bebê estiver com fome, pois isso garantirá que ele cresça saudável e receba o alimento mais completo que existe.

“O leite materno protege contra inúmeras doenças, tem um papel importantíssimo na imunidade do bebê e diminui a chance de desenvolver alergias como rinite, dermatite, asma e outras”, explica a especialista. Além destes benefícios, protege e repara o intestino da criança, diminuindo a cólica, e é fundamental para o desenvolvimento da arcada dentária. Já para as mães, protege contra câncer de mama e ovários, diabetes e auxilia na perda de peso adquirida na gravidez.


Para Patricia, o principal desafio ao amamentar em público é encontrar um lugar confortável para a mãe e o bebê. As mulheres não devem se preocupar com os olhares dos curiosos, mas apenas pensar no bebê e aproveitar esse momento independente de onde estejam. A seguir, a enfermeira dá informações importantes para facilitar a ocasião:

Quais são as principais orientações para amamentar fora de casa?

É importante ter um local onde a mãe possa se sentar confortavelmente e apoiar as costas para que o bebê consiga realizar a pega correta. O corpo e a cabeça do bebê deverão ficar alinhados e encostar no corpo da mãe. O queixo tem que tocar o peito e o nariz ficar afastado da mama. O bebê precisa pegar toda região areolar, não só o mamilo. Além disso, a mãe deve higienizar bem as mãos com água e sabão e, se possível, complementar com álcool gel 70%. A roupa confortável, com abertura frontal, como botões, também facilita. 
  
Pode ser prejudicial deixar de amamentar na rua por constrangimento? Por quê?

Sim, porque o bebê poderá ficar irritado e choroso, uma vez que os momentos de fome não são respeitados. A mama poderá ficar muito cheia, com pontos endurecidos e dolorosos, devido ao excesso de leite. Isso dificulta a pega na próxima mamada.

Extrair o leite em casa para amamentar depois é uma opção viável?

Não, pois durante o transporte o leite poderá ser contaminado. O correto seria ordenhar e armazenar em bolsas térmicas com gelo para garantir a qualidade do alimento. Mas, para oferecer o leite ordenhado, é necessário aquecer em banho-maria e servir no copinho ou colherzinha previamente esterilizada, pois a mamadeira pode levar ao desmame precoce. Desta forma, é muito mais fácil oferecer a mama, para que o bebê possa mamar em qualquer lugar, na temperatura ideal, na quantidade que desejar e livre de contaminação.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Conheça as Maternidades da Rede D'Or São Luiz

As maternidades da Rede D'Or São Luiz oferecem acompanhamento em todas as fases da gestação. Veja a lista de unidades que contam com o serviço. Para saber mais sobre os hospitais da Rede, acesse: http://rededor.com.br/unidades.aspx

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Conheça sete dúvidas que as mulheres têm sobre mamografia

Médica do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim responde às questões mais comuns que surgem nas consultas

O câncer de mama tem até 95% de chances de cura se for detectado precocemente. A melhor forma de se obter o diagnóstico é por meio da mamografia, um exame de imagem que ajuda a detectar alterações nas mamas. Porém, seja por falta de informações claras ou por medo de sentir dor durante o procedimento ou receio do diagnóstico, muitas mulheres ainda deixam de realizar o teste.

No mês da campanha Outubro Rosa, é importante esclarecer questões que ainda afastam as mulheres do exame. Por isso, a Dra. Daniela Setti, ginecologista e mastologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, responde algumas dúvidas sobre o assunto:

1. Sou muito jovem para fazer o exame? Qual é a idade mínima?

A mamografia é um exame de diagnóstico por imagem, que tem como finalidade estudar o tecido mamário. Esse tipo de exame pode detectar nódulos mesmo que ainda não sejam palpáveis. “O rastreamento consiste em realizar mamografia anual em mulheres com 40 anos ou mais”, explica. Para mulheres com histórico familiar, a mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 35 anos de idade.



2. Ninguém da minha família teve câncer de mama. Devo me preocupar mesmo assim?

Segundo a especialista, a maioria das mulheres que tem câncer de mama não tem histórico familiar da doença. Portanto, mesmo assim o rastreamento mamográfico deve ser feito de qualquer maneira.

3. A radiação da mamografia é arriscada?

A mamografia utiliza raios-X para formar a imagem da mama. O risco associado à exposição à radiação é mínimo, principalmente quando comparado com o benefício.

4. A mamografia dói?

A mamografia é um exame muito rápido. Pode provocar dor em algumas mulheres, dependendo da sensibilidade individual, mas é tolerável. O desconforto provocado pelo exame é breve. De acordo com Daniela, algumas dicas podem ajudar:

Agende seus exames quando suas mamas estiverem menos sensíveis, ou seja, após o período menstrual.
Tome um analgésico antes do exame para aliviar a dor.

5. Não tenho nódulos na mama. Mesmo assim tenho de fazer mamografia?

Com o exame é possível detectar nódulos bem pequenos, que não são palpáveis. Os tumores em estágio inicial, com diagnóstico precoce, têm chance de até 95% de cura. Daí a importância da realização do exame.

6. Tenho seios muito densos. O autoexame é suficiente para mim?

O autoexame deve ser realizado mensalmente, logo após o período menstrual, mas não é suficiente. Caso a mulher note qualquer alteração nas mamas, deverá procurar o médico imediatamente. “As mulheres que não menstruam devem eleger um dia no mês para fazer o autoexame”, ressalta a médica.

7. Faço autoexame todos os meses, então não preciso fazer mamografia?

Sim, precisa fazer mamografia a partir de 40 anos. Se sua mamografia não está clara em função das mamas densas, poderá ser feito um segundo exame de imagem, por exemplo, ultrassom ou ressonância magnética.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Diagnóstico precoce do Câncer de Mama reduz até 25% da mortalidade


Descobrir o câncer de mama no estágio inicial aumenta a chance de sobrevida e permite tratamento conservador (com preservação da mama). Este alerta indica que a realização de exames de alta tecnologia, como a tomossíntese – também conhecido como mamografia digital 3D, é capaz de detectar tumores pequenos (menores que 10 milímetros), não palpáveis, ou seja, impossíveis de serem identificados no autoexame.

"A tomossíntese é utilizada para aumentar o desempenho da mamografia no rastreamento do câncer de mama. Na tomossíntese, a imagem da mama é adquirida em bloco e depois são recriadas imagens com um milímetro de espessura, permitindo detectar pequenas lesões escondidas na glândula", afirma a coordenadora do Centro de Mama do Quinta D'Or, Ellyete Canella, especialista em Radiologia Mamária.



Se o diagnóstico for precoce, a mortalidade em decorrência do câncer de mama pode ter uma redução de até 25%. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa para este ano é de que sejam registrados 57.960 novos casos de câncer de mama no país. O Inca ainda destaca que o diagnóstico tardio da doença é o principal fator de morte da mulher brasileira – 27% descobrem este tipo de câncer em estágio já avançado.

Embora o autoexame seja muito disseminado, não é a estratégia mais indicada para descobrir precocemente a existência de nódulos nas mamas. A única estratégia comprovada, capaz de detectar a doença em fase pré-clínica e capaz de reduzir a mortalidade é a mamografia, recomendada para as mulheres acima de 40 anos, anual ou bianual, podendo ser complementada com a tomossíntese. No entanto, há sinais que podem ser facilmente percebidos e servem de alerta para a busca de um diagnóstico.

"Alguns indicativos podem ajudar a reconhecer se há algo de errado nos seios, entretanto, nem sempre são definitivos de câncer. Nódulos duros palpáveis que permanecem por vários dias, pele da mama tipo ‘casca de laranja’ ou muito vermelha, abaulamentos ou retrações na superfície da mama, caroços nas axilas que não têm correspondência com uma inflamação, são alguns dos destaques", cita Gilberto Amorim, oncologista e Coordenador de Oncologia Mamária do Grupo Oncologia D’Or.

Prevenção, fatores de risco e tratamento

Sabe-se que para o câncer de mama não há prevenção primária, como vacina, mas uma vida saudável, fundamentada em alimentação balanceada e atividade física são considerados os maiores fatores de prevenção para qualquer doença. Este fato se confirma, pois, além do histórico familiar de casos da doença, também se tornam fatores de risco para o câncer de mama a obesidade e o tabagismo.

- O tratamento vai depender do tamanho do tumor na época do diagnóstico. Tumores pequenos (menores que 2 cm) geralmente são tratados com cirurgia conservadora da mama. Tumores grandes (maiores que 5 cm) geralmente são tratados por quimioterapia e depois por cirurgia. Hoje sabe-se que o câncer de mama é uma doença com vários perfis, então o tratamento é muito individualizado. A doença benigna também tem várias expressões, as mais comuns são os fibroadenomas (tumor sólido benigno) e os cistos (nódulos com líquido). Algumas lesões são caracteristicamente benignas, mas a maioria necessita de uma biópsia para a diferenciação, pois ambas as doenças (benigna e maligna) podem ter a mesma expressão clínica e/ou radiológica – explica a radiologista Ellyete Canella.

Centro de mama do Quinta D'Or

O Centro de Mama do Quinta D'Or reúne o que há de mais moderno em prevenção e diagnóstico por imagem da mama, incluindo a Mamografia Digital com Tomossíntese, uma tecnologia inovadora que permite detecção de lesões sutis e apresenta menor taxa de retorno dos pacientes para estudos complementares. Este é o primeiro Centro de Mama do Rio de Janeiro para atendimento integral. Com a segurança e conforto do Hospital Quinta D'Or, possui certificação internacional e oferece também suporte no tratamento cirúrgico e adjuvante. Dispõe de exames diagnósticos: Mamografia Digital com Tomossíntese; Ultrassonografia mamária; Procedimentos invasivos (biópsias guiadas: percutâneas e cirúrgicas) e Ressonância Magnética.

#SeLigueNosSinais – Durante o mês de outubro, o Grupo Oncologia D'Or realiza uma campanha nacional com o objetivo de conscientizar a população para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. A hashtag Se Ligue Nos Sinais (#SeLigueNosSinais) promete mobilizar as redes sociais do Grupo, que contarão com pílulas diárias sobre os principais exames e sinais de alerta da doença.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Hospital Caxias D'Or inaugura o leito PPP (pré-parto, parto e pós parto)

A Maternidade do Hospital Caxias D'Or inaugurou o leito PPP (pré-parto, parto e pós-parto), com uma estrutura adaptável, específico para o acompanhamento do trabalho de parto até o nascimento do bebê. Toda a assistência à mulher é prestada em um só espaço, não necessitando mudar de ambiente. 


O Centro Obstétrico fica localizado em um espaço anexo ao centro cirúrgico, com conexão direta e imediata para as salas cirúrgicas, sendo igualmente isolado do meio externo, seguindo todas as normas de segurança para o paciente. Este setor é estruturado para que todo o processo de parto normal ocorra de forma segura e em ambiente apropriado.

Além do leito PPP, o Centro Obstétrico é equipado para o nascimento do bebê, para que o mesmo seja imediatamente assistido e possa logo estar em contato direto com a mãe, poucos minutos após o nascimento. Sempre respeitando o desejo da paciente quanto à realização de anestesia-analgesia de parto, além da escolha do parto normal ou da cesariana.

  

Caso haja necessidade de realização de uma cirurgia de emergência, a sala de cirurgia encontra-se a poucos metros do PPP, no mesmo ambiente de centro cirúrgico, aumentando a segurança perante à complicações, muitas vezes imprevisíveis frente a um trabalho de parto.

A equipe é preparada para a individualização do caso de cada gestante, focada na realização de um parto tranquilo, respeitando os anseios da paciente, sempre baseado nas melhores evidências científicas. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Alzheimer: uma doença que não pode cair no esquecimento

Pequenos esquecimentos no dia a dia são comuns para as pessoas que levam uma vida agitada. Mas, quando são frequentes e associados a idade, é preciso atenção, pois pode ser o indício de um caso de Alzheimer. A doença, citada como “mal da saúde mental”, é responsável por 70% dos casos de demência, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em um universo de 47,5 milhões de pessoas. A estimativa é de que até 2050 cerca de 130 milhões de pessoas recebam o diagnóstico de Alzheimer, em sua maioria, idosos acima de 65 anos.

Como a causa específica do Alzheimer ainda não é conhecida, assim como sua cura, o tratamento visa atenuar os sintomas e garantir qualidade da vida ao portador da doença. No entanto, cuidar de um idoso com Alzheimer pode ser extremamente desgastante. Por isso, multiplicam-se os grupos de apoio a familiares e cuidadores, para a troca de experiências, como o que acontece mensalmente no Hospital Rios D’Or. A iniciativa, gratuita, tem como foco orientar e esclarecer as pessoas que estão diretamente ligadas ao cuidado do paciente com Alzheimer.



- O Alzheimer é uma doença que não atinge apenas o paciente, uma vez que as pessoas que estão diretamente em contato com a pessoa com o diagnóstico acabam sendo afetadas emocionalmente. Além dos esquecimentos e/ou repetições de histórias do passado, características iniciais do processo, a pessoa com Alzheimer tende, em estágios mais avançados, esquecer como são executadas as tarefas pessoais. Portanto, o familiar precisa cuidar também do próprio bem-estar emocional para a condução do cuidado e, incentivar, sempre que possível, que o paciente permaneça em suas atividades – destaca a psicóloga Mariana Guedes, líder do Grupo de Apoio a Familiares de Pessoas com Alzheimer, no Rios D’Or.

Quando Rosângela Vasconcelos ficou sabendo que sua mãe tinha Alzheimer, há 12 anos, foi um momento muito delicado. Entre consultas com neurologistas, exames e todos os cuidados direcionados a sua mãe, Dirce Vasconcelos – hoje com 84 anos, Rosângela percebeu a necessidade de também buscar apoio para lidar de maneira melhor com toda esta situação. Foi quando teve conhecimento do Grupo de Apoio a Familiares de Pessoas com Alzheimer, no Rios D’Or, e, desde então, participa assiduamente.

- Ao participar dos encontros tenho uma sensação de partilha muito importante. Percebo que eu e minha família não estamos sozinhos nesta realidade e que a troca das histórias acaba confortando todos os participantes. As orientações repassadas pelos especialistas do Rios D’Or são significativas para a conduta do cuidado e também confirmam que muito do que já fiz para proporcionar melhor qualidade de vida à minha mãe fiz foi acertado, inclusive, estimulando a prática de atividades – relata Rosângela.

A manutenção de atividades do cotidiano, assim como a prática de exercícios físicos, são alternativas para manter o paciente com Alzheimer ativo, estimulando os comandos do cérebro e, em alguns casos, retardando o esquecimento. Estudos da neurociência, inclusive, já comprovaram que a prática de exercícios físicos é capaz de diminuir o risco de desenvolver diversas doenças, e o Alzheimer é uma delas.

- Curiosamente, a atividade física parece ter mais influência positiva no envelhecimento cerebral e na prevenção das demências do que a manutenção de atividade intelectual pós-aposentadoria, algo que sempre foi muito repetido. Atos simples como subir escadas e caminhar podem reduzir os riscos de desenvolvimento da doença.

Além da prevenção, a prática de exercícios físicos também pode minimizar os sintomas do Alzheimer, melhorando a “comunicação” entre as áreas cerebrais afetadas pela doença. O exercício aumenta tanto a expressão gênica quanto a proteína do BDNF, substância que favorece a formação dos neurônios – explica Paulo Mattos, médico e pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).

- É indicado que familiares e cuidadores permitam que os pacientes com Alzheimer continuem desempenhando suas atividades, desde que monitorados, pois sabe-se que a precisão dos movimentos, inclusive dos reflexos, é reduzida devido a doença. Assim, é importante que convivam com outras pessoas, conversem, dancem, leiam e façam outras atividades, mantendo o corpo e a mente em movimento – afirma a fisioterapeuta do Rios D’Or, Patrícia Fernandes.
 
Identificar dentro os hábitos anteriores ao diagnóstico as ações preferidas é uma das alternativas indicadas pelos especialistas. Rosângela recordou que sua mãe sempre gostou de dançar, e, em um dos encontros com as bisnetas percebeu que Dirce sorria ao ouvir cantigas de roda. Esta foi a iniciativa para que a brincadeira se tornasse constante em casa, beneficiando a interação familiar e, principalmente, proporcionando momentos de alegria e movimento para Dirce.

Clínica da memória - O Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) mantém no Rio de Janeiro o serviço “Memory Clinic”, primeiro do estado a oferecer os diversos exames necessários para o diagnóstico de demência. Com o intuito de justamente avaliar indivíduos com queixas de memória, o serviço utiliza os protocolos mais modernos de investigação, como avaliação clinico-neurológica, neuroimagem e neuropsicologia, além do exame de líquor.

- Pelo fato do IDOR ser um centro de pesquisa, muitas investigações precisam esclarecer aspectos importantes sobre demência. Por exemplo, quais fatores determinam se o estágio intermediário, o Comprometimento Cognitivo Leve, irá progredir para demência ou não – finaliza o Paulo Mattos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Corrida x Mulheres: conheça 8 mitos e verdades

Especialista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim explicou dúvidas frequentes sobre a prática da corrida pelas mulheres

Uma das vantagens da corrida é ser um exercício que pode ser praticado em quase qualquer lugar. Muitos são os benefícios deste esporte, mas algumas dúvidas podem surgir para as mulheres que estão iniciando nesta modalidade. Por isso, a Dra. Sílvia Gomyde Casseb, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, médica do esporte e especialista em exercícios na gravidez, ajudou a desvendar 8 mitos e verdades sobre o assunto.

Vale lembrar, ainda, que o ideal é fazer uma avaliação médica e procurar o auxílio de um educador físico para verificar se está tudo certo com a saúde e evitar lesões.



1. Correr acelera o envelhecimento?

Mito. A corrida ajuda a produzir radicais livres, por isso algumas pessoas deduzem que faz envelhecer, mas isso não é verdade. “Devemos diferenciar o que é envelhecimento em cada tecido do corpo. A pele sofre mais com radicais livres e a corrida pode gerar flacidez na pele. Por outro lado, o sistema cardiocirculatório de quem corre rejuvenesce, ocorre diminuição da frequência cardíaca em repouso. Isso contribui para retardar o envelhecimento”, explica a ginecologista.

2. Faz as mamas e as nádegas caírem?

Verdade. As mamas e as nádegas podem sofrer com a gravidade e o impacto repetitivo da corrida. Por isso, é importante sempre usar roupas de contenção e sustentação. “Para as mamas, a maioria das mulheres se lembra de usar top, mas, para as nádegas, muitas se esquecem da sustentação. Aqueles shorts largos não são indicados.”

3. Acaba com a celulite?

Parcialmente verdade. A corrida, por ser um exercício aeróbio, pode contribuir para o emagrecimento e aumento da circulação sanguínea e, indiretamente, melhorar a celulite. Mas isso não é suficiente para acabar com esse mal.

4. É indicado em períodos de TPM ou menstruação?

Verdade. As substâncias liberadas durante o exercício podem melhorar o humor, a autoestima e até quadros de dor leve. Portanto, podem ser ótimos no período pré-menstrual. “No período menstrual, a modalidade pode ser praticada sem problema algum. Não tem efeitos positivos ou negativos em relação a cólicas e sangramento”, afirma a médica.

5. Mulheres grávidas podem praticar corrida?

Verdade. A especialista diz que mulheres que já corriam podem continuar correndo na gestação, mas devem passar por avaliação especializada de um médico do esporte e de um obstetra. “Os treinos de corrida exigem adaptações em cada período da gestação, dependem do tipo de gestação e se vão surgir complicações obstétricas com o desenrolar da gravidez. A avaliação do especialista é imprescindível para a segurança da mãe e do bebê.”

6. A corrida provoca varizes?

Mito. Segundo a Dra. Sílvia, a corrida evita problemas circulatórios de estase, que são aqueles onde o sangue fica parado ou mais lento dentro dos vasos. Como a modalidade aumenta a frequência cardíaca, o sangue corre mais rápido nos vasos e isso evita a formação de varizes. O impacto dos pés no chão não é suficiente para formar varizes. “O que pode ocorrer é a ruptura de pequenos vasos superficiais, que podem ficar mais aparentes, dando um aspecto de rendilhado embaixo da pele.”

7. As mulheres se lesionam mais do que os homens?

Verdade. A estrutura óssea do quadril feminino é mais larga, formando uma angulação maior com a patela, um osso do joelho. Isso proporciona alterações angulares do quadril ao pé e, consequentemente, faz com que as mulheres estejam mais suscetíveis a lesões.

8. Correr estimula a libido?

Verdade. “A corrida proporciona modulação hormonal favorável para os hormônios sexuais. Além disso, eleva endorfinas, neurotransmissores e autoestima”. Isso contribui para que a libido melhore ou se mantenha mesmo com o avançar da idade.