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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Envelhecimento saudável é possível?

Especialista afirma que o organismo tem potencial biológico para viver até os 130 anos

A genética é responsável por 35% do envelhecimento enquanto fatores externos representam 65%. Ou seja, os hábitos e os estilos de vida influenciam diretamente na longevidade e na qualidade da saúde na terceira idade. O ser humano tem potencial biológico para viver até 130 anos, porém
, fatores como sedentarismo, fumo e estresse reduzem a expectativa de vida. O desafio é focar nas atividades positivas e adquirir uma rotina de bons costumes para viver cada vez mais e melhor.

O estresse, um dos grandes malefícios atuais, reduz a produção de endorfina, o hormônio do bem-estar, contribuindo para maus hábitos de vida. Um indivíduo estressado busca meios para relaxar, e, muitas das vezes, encontra o prazer no cigarro, na bebida e no consumo de exagerado de alimentos pouco saudáveis. Além disso, as pressões do dia a dia cooperam para o desenvolvimento da depressão. Problemas que irão impactar na idade mais avançada.



- O segredo para a longevidade é a busca pela autonomia e a capacidade funcional. Ou seja, ter controle sobre sua vida, para tomar decisões pessoais sobre o que se deve viver diariamente, e manter as habilidades físicas e mentais. Aliado a isso, é aconselhável pôr em prática atitudes que irão possibilitar um envelhecimento saudável e garantir qualidade de vida tanto para agora quanto para o futuro – afirma o Dr. André Baião, geriatra do Hospital Caxias D’Or.

Outro fator preventivo são os avanços da medicina, que possibilitam detectar e tratar precocemente alterações, cognitivas ou físicas, na rotina do paciente. Isso impede que as pessoas não desenvolvam tais problemas ao ponto de interromperem a vida. “A medicina avançou não só no ponto tecnológico, como também na abordagem com os pacientes. Isso faz as pessoas viverem mais”, finaliza Dr. André Baião.

Para viver mais e melhor:

- Não fumar e não ingerir bebida alcóolica em excesso;
- Optar por alimentação saudável, para evitar o excesso de peso e problemas de saúde;
- Praticar atividade física para manter a saúde dos ossos;
- Manter relacionamentos estáveis;
- Ter jogo de cintura para saber lidar com as situações de forma tranquila;
- Utilizar das políticas de prevenção e promoção da saúde, como as vacinas disponíveis – também para a terceira idade;
- Rastrear precocemente danos auditivos e visuais, de alteração de humor e de perdas cognitivas;
- Prevenir a deficiência nutricional;
- Prevenir o isolamento social;
- Prevenir a perda da autonomia e independência;
- Educação, para a pessoa ter consciência e clareza sobre o que é saudável para si.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Inverno é vilão para quem sofre de asma

“Controle de ambiente” pode ser fundamental para contornar as crises nesta estação

Para algumas pessoas, a chegada do inverno pode interferir apenas na vestimenta – pois recorrem às roupas mais quentes para se protegerem do frio. Porém, para os asmáticos, essa mudança climática tem um agravante, traz fatores que podem prejudicar a respiração, como o ar seco e a queda brusca de temperatura. Somados a eles, a exposição à poeira, fumaça, aos ácaros, fungos e odores fortes são castigos para quem sofre do problema, principalmente às crianças. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde, entre 2003 e 2013 – divulgado em 2016 – indica que a asma foi responsável por 38% das internações hospitalares por doenças respiratórias crônicas.



A asma é caracterizada por uma inflamação que afeta os bronquíolos pulmonares, prejudicando a passagem do ar para os pulmões. Por causa disso, o paciente apresenta, entre outros sintomas, falta de ar, tosse, cansaço, dor e sensação de aperto no peito. Se for tratada de maneira adequada, sua tendência é não evoluir, não se agravar. Por isso, é importante o paciente iniciar o tratamento assim que receber o diagnóstico, que tem conduta terapêutica específica para cada caso.

- A doença, geralmente, tem origem genética, sendo mais propensa em crianças que tenham dermatite atópica. Ela é agravada, também, pelos fatores do ambiente aos quais os pequenos são expostos logo na primeira infância, como exposição à fumaça de cigarro e às viroses respiratórias. Apesar de não ter cura, o tratamento é essencial para a não progressão da doença – orienta a Dra. Maria Fernanda Motta, coordenadora de pediatria do Hospital Rios D’Or.

Dentre as medidas para evitar crises respiratórias, está o que os especialistas chamam de “controle de ambiente”, que são ações simples que qualquer um pode tomar para ajudar os asmáticos nessa estação. Algumas delas são:

- Aderir hábitos de higiene para não contrair viroses respiratórias;
- Lavar roupas de invernos, roupas de cama e bichos de pelúcia e colocá-los ao sol;
- Usar capa antialérgica no colchão e travesseiro;
- Evitar o uso de ventiladores que podem levantar poeira;
- Manter o filtro do ar-condicionado limpo;
- Utilizar desumidificadores de ar em ambientes muito úmidos; umidificadores podem cooperar para a proliferação de mofo.

Além disso, evitar ambientes fechados, aglomerados e mofados; não ter contato com crianças gripadas; e não trocar brinquedos usados por outras crianças, principalmente aqueles que vão à boca.

Confira alguns mitos e verdades sobre a doença:

Asma é mais perigosa em crianças do que em adultos.
Mito. Existem asmas mais perigosas em crianças e asmas mais perigosas em adultos. A gravidade é individual.

Criança com asma pode fazer atividade física.
Verdade. Atividade física aumenta a capacidade ventilatória. A única restrição é se a criança estiver em crise, pois precisa de repouso. Mas, se a doença estiver controlada, a atividade física é uma boa aliada.

Asmático pode ter animais de estimação.
Verdade, mas depende. Pode ter se a pessoa não for alérgica a esses animais de estimação, ou seja, desde que o componente da asma não seja por alergia ao animal. Quem determina isso é o alergista.

O uso de ar condicionado faz mal.
Mito. O aparelho não faz mal se estiver com o filtro limpo. Caso o ar fique muito seco, característica que algumas crianças não toleram, deve-se usar uma forma de umidificar o quarto, mas tendo atenção para não contribuir para o mofo. 

Bombinha faz mal para o coração.
Mito. Prescrita na dose certa, a bombinha trata o broncoespasmo e salva a vida da criança. O que pode acontecer é que ela pode dar uma taquicardia como efeito colateral, que é esperado. Mas a própria crise asmática pode acelerar o coração.

O asmático deve se isolar.
Mito. Ao contrário. O asmático deve se inserir ao meio e manter o ambiente adequado para ele. Atenção apenas para não se expor aos ambientes que contenham fatores que levam o paciente à crise.

Existe grau de gravidade da doença.
Verdade. A asma é classificada como leve, moderada e grave. Existem alguns critérios específicos em literatura que são incluídos na consulta para melhor avalição e escolha do medicamento adequado. Mas um dos critérios é o grau de obstrução ao fluxo de ar.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Arritmia Cardíaca: Fique atento ao ritmo da batida do seu coração

Considerada uma doença silenciosa e, por isso, perigosa, em casos graves as arritmias cardíacas podem levar à morte súbita

Quando o coração demonstra que está “fora do compasso” é sinal de que um cardiologista, ou mesmo um arritmólogo (cardiologista especialista em arritmia), deve ser procurado. Cansaço, palpitações, desmaios e tonturas, confusão mental, pressão baixa e dor no peito podem ser indícios de arritmia cardíaca. Algumas vezes pode não causar sintomas prévios, e a primeira apresentação ser a morte súbita. No Brasil, dados apontam que por ano ocorrem mais de 300 mil casos de morte súbita por doenças cardiovasculares, destes, 250 mil provocados por arritmias cardíacas.



Hipertensão, obesidade, tabagismo, sedentarismo e cardiopatias são os principais fatores de risco do desenvolvimento das arritmias cardíacas. A fibrilação atrial é um tipo de arritmia mais associada ao envelhecimento, acima dos 65 anos – aumentando 20% naqueles com mais de 80 anos. A tendência é que com maior expectativa de vida da população, os casos de arritmia cardíaca aumentem de 5 a 10% no país, nos próximos anos.

- As arritmias cardíacas são alterações elétricas que causam irregularidades no batimento cardíaco, sendo a mais frequente a fibrilação atrial, que pode ser sentida como um tremor no peito. Embora não seja fatal, pode eventualmente levar o indivíduo a ter um AVC (acidente vascular cerebral), além de outras complicações cardíacas. O alerta é que esta arritmia acomete cerca de 30% da população mundial, e pode ser diagnosticada precocemente e tratada, evitando complicações graves e incapacitantes como o AVC – relata Dra. Olga Ferreira de Souza, coordenadora do serviço de arritmia e eletrofisiologia da Rede D'Or São Luiz.

Pessoas idosas estão mais propensas a ter fibrilação atrial do que os jovens, no entanto, este cenário pode ser alterado devido a maus hábitos, como o consumo excessivo de álcool, o uso de drogas e estimulantes. A prática excessiva de exercício físico – sem prévia avaliação médica e acompanhamento profissional – também pode causar a arritmia cardíaca.

- É sempre indicado que as pessoas com mais de 35 anos, com histórico familiar de cardiopatia ou morte súbita, sejam submetidas a consultas regulares com cardiologista, principalmente, porque não são todas as pessoas que possuem fibrilação atrial que apresentam sintomas. Contudo, a prevenção é forte aliada para evitar complicações, sendo orientada a adoção de hábitos de vida saudáveis, como prática de esporte e dieta equilibrada, que iniciados ainda na infância diminui os riscos de problemas cardiovasculares precoces.

Autoexame do pulso – Para a medição dos batimentos cardíacos, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas orienta que seja feito o autoexame dos pulsos. A prática consiste em posicionar os dedos indicador e médio sobre a região do antebraço, onde existem impulsões que refletem os batimentos cardíacos. Conta-se o número de impulsões por 15 segundos e multiplica-se o valor por quatro: o resultado é a frequência cardíaca, ou seja, o número de batimentos por minuto (BPM). A normalidade dos batimentos cardíacos é considerada na variação de 60 a 100 batimentos por minuto, considerando as atividades cotidianas. No momento da prática de exercícios físicos, esta variação pode exceder os 100 BPM, e o mesmo ocorre nos períodos de repouso, que pode ficar abaixo de 60 BPM. O importante é observar se o pulso está regular – que é o normal, ou se apresenta falhas e a frequência muito rapidamente – que representa uma arritmia.

Centro de Arritmias Cardíacas – A Rede D’Or São Luiz dispõe de um serviço de excelência especializado no diagnóstico e tratamento das arritmias cardíacas e um centro de avaliação de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis. Equipe especializada está à disposição para atender os pacientes com Estudo eletrofisiológico, Ablação com rádio frequência ou Crioablação e Dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Truques de vó funcionam?

Pediatra desmistifica dez recomendações que foram cultivados por gerações

A avó é reconhecida por ter muita sabedoria e experiência para compartilhar. Quando o assunto é cuidado com a saúde dos netos, não faltam dicas para recomendar. Sejam medidas de prevenção ou tratamento, sempre há um truque que transpôs o tempo, que foi passado por gerações. Alguns podem ter alguma explicação médica, mas nem todos. Porém, muito além de crendices, algumas dessas artimanhas podem significar riscos à saúde da criança. Para o tratamento de doenças, o indicado é consultar um especialista para que não haja dúvida do que fazer.



Confira, abaixo, as orientações da Dra. Carla Dall Olio, coordenadora da emergência pediátrica do Hospital Barra D’Or, sobre dez dessas técnicas de vó.

Chá de picão para icterícia
Todo bebê ou criança que apresente cor amarelada deve ser levado ao pediatra para avaliação pediátrica o quanto antes. O amarelado da pele ou dos olhos é sempre um sinal de alerta a diversas patologias, como por exemplo as hepatites infecciosas. Não há indicação de banho de imersão ou ingestão de chá de nenhuma erva ou folha.

Fralda com álcool no pescoço contra tosse
O álcool, dependendo de sua concentração, pode lesionar a pele quando em contado direto com a mesma. O álcool usado em compressas no pescoço, ao ser inalado, pode provocar ou piorar uma crise de chiado (broncoespasmo) ou rinite, por ser o produto irritante para as vias aéreas. O mesmo risco oferecem os produtos como bálsamos compostos de menta e cânfora, pois, mesmo que deem uma sensação de desobstrução nasal imediata, ao longo das horas, o efeito pode ser contrário, gerando posterior aumento da produção de muco e também o chiado. O que pode ser aproveitado desta prática é a utilização de compressas feitas com pano molhado em água mais gelada, para auxiliar na redução da febre. As melhores áreas para utilizar compressas frias são as têmporas, axilas e a virilha.

Dar medicamentos antes de dormir para prevenir febres e gripes
Nenhuma medicação deve ser oferecida sem um objetivo terapêutico definido pelo pediatra. Antitérmicos não evitam a evolução da gripe. Além disso, a febre é um sintoma clínico importante para a percepção de uma infecção, pelo seu médico, e mascarar a febre pode só retardar o diagnóstico. O uso excessivo de medicamentos sempre implicará nos riscos de efeitos adversos. Como exemplo, um anti-inflamatório usado sem necessidade pode causar lesão na mucosa gástrica e levar a sangramento gástrico ou até causar uma reação alérgica grave como a anafilaxia com fechamento de glote.  Nenhuma medicação deve ser feita sem orientação médica cautelosa.

Compressa de chá de camomila para peles queimadas pelo sol
A pele queimada pelo sol fica sempre muito sensível. Não se deve aplicar nada sem avaliação do dermatologista ou pediatra, que irá avaliar o grau de queimadura. Aplicar substâncias alimentícias poderá até provocar uma infecção no local sensibilizado. As pessoas têm a impressão de melhora por conta do alívio proporcionado pela diferença de temperatura (pele quente x compressa de chá mais gelada). No entanto, existem medicações de uso tópico e cremes hidratantes próprios para a pele e que não vão levar ao risco de uma infecção secundária e vão auxiliar efetivamente na reparação da pele de forma segura.

Maisena contra assadura e brotoeja
Uma característica do amido de milho presente na maisena é reduzir a umidade da pele. Isso ajuda no incomodo da brotoeja, que é determinada pela presença de suor que obstruiu o folículo. Da mesma forma age o talco. Porém, a questão é a localização da brotoeja ou assadura que pode impossibilitar a aplicação desses produtos, que oferecem risco de serem inalados pela criança, principalmente por bebês, quando as lesões são no pescoço. Portanto, pode aplicar a maisena, mas é preciso cautela. Contra assaduras, o ideal é trocar as fraldas com mais frequência, higienizar o local com água e sabão, e secar de forma efetiva e delicada com uma toalha macia, usando menos os lenços umedecidos. Lembrando que no mercado existem diversos pomadas e soluções emolientes próprias para solucionar esses problemas.
 
Maisena na água do banho para melhorar coceiras na pele
Funciona em crianças que têm dermatite atópica, causando alívio na coceira e o incômodo das dermatites de origem alérgica. Mas também existem produtos próprios para tratar essa patologia, sendo menos usado de rotina.

Medicamentos com funcho para alívio da cólica
Este tipo de medicamento é usado para “ consolar” o bebê do desconforto da dor abdominal. O ato de chupar a chupeta com um produto doce proporciona um alívio momentâneo, mas não é o mais indicado para cólicas. Estas dores devem ser tratadas com analgesia e formulações próprias com lactobacillus. O ideal é discutir com o pediatra o melhor tratamento, para não recorrer a mais uma solução paliativa pouco resolutiva.

Usar agasalho para não resfriar
No frio, é preciso ter cuidado com a diferença de temperatura que oscila ao longo do dia. As roupas quentes são mais para dar conforto do que para proteger de gripes e resfriados.  Essas doenças são compartilhadas através de vírus e bactérias. O ambiente fechado no inverno e com aglomeração de pessoas facilita o contágio por vias aéreas, além das mãos que levam os agentes infeciosos para a boca e o nariz. Se a criança tiver alergia respiratória, ela irá sentir mais o baque da mudança de temperatura, ficando mais vulnerável à rinite, asma e bronquite, por isso, o cuidado para manter a temperatura da casa uniforme é uma boa medida. Um ponto importante é incentivar a lavagem das mãos, especialmente pelos cuidadores dos pequenos.

Mel para expectoração do catarro e tosse
Mito. O conforto é imediato apenas para a via área superior, mas não é terapêutico. Além de não poder ofertar às crianças menores de um ano, pois pode causar botulismo.

Moeda no umbigo para evitar hérnia umbilical
Mito. Não pode colocar moeda, cinteiro, pó de café, teia de aranha ou qualquer outro corpo estranho, principalmente se o umbigo ainda não estiver plenamente cicatrizado. A hérnia umbilical vai se resolver ao longo do crescimento da criança até os dois anos de idade. Procure seu pediatra que irá avaliar o tamanho da hérnia umbilical e se necessária a correção cirúrgica, encaminhará para avaliação do cirurgião pediatra.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Você sabe diferenciar alergia à proteína do leite e intolerância à lactose?

Especialista destaca os principais pontos de atenção e ressalta que aleitamento exclusivo até os seis meses de idade pode evitar o surgimento de alergias e hipersensibilidades alimentares

A princípio, pode ser difícil entender a diferença entre a alergia à proteína do leite de vaca (APLV) e a intolerância à lactose. Antes de tudo, é preciso entender a característica principal que difere as patologias. Na APLV, como o próprio nome diz, o organismo da criança reage contra as proteínas lácteas, especialmente a caseína e a betalactoglobulina. Já a intolerância à lactose decorre da má absorção do açúcar ou carboidrato presente no leite.

- A APLV tem inclinação imunológica e até genética, cujos sinais e sintomas o bebê vai apresentar ao longo da vida, dependendo da forma que for exposto à proteína. Por isso, a importância da amamentação exclusiva até os seis meses da criança. Quanto mais cedo o contato com a proteína do leite, maior a possibilidade de desenvolver a alergia se houver a predisposição – explica Dra. Carla Dall Olio, coordenadora da Emergência Pediátrica do Hospital Barra D’Or.



A faixa etária para o surgimento dos sintomas da alergia ou da intolerância vai depender da introdução dos alimentos derivados do leite, da época do desmame ou do tipo de alimentação da mãe, já que isso influencia na composição do leite materno. Por exemplo, se essa dieta for baseada em produtos lácteos, a sintomatologia pode ser mais precoce. Geralmente, a APLV se apresenta em bebês menores de um ano, e a intolerância à lactose é expressiva a partir dos seis anos, sendo mais evidente na adolescência.

Outra diferença entre os problemas é a apresentação dos sintomas. Os da APLV são mais relacionados à digestão, e podem ser agrupados em dois grupos: gastrointestinais (vômitos, diarreias, refluxo e colites) e cutâneos (dermatite atópica e urticárias), além de pouco ganho de peso e até irritabilidade. Os sinais da intolerância são parecidos com o da alergia, porém mais centralizados na parte intestinal: distensão abdominal, flatulência, desconforto abdominal e, em casos mais graves, vômitos e diarreia.

A restrição alimentar está presente no tratamento de ambas doenças. Na intolerância, é necessário reduzir o consumo de produtos lácteos, além de fazer uso da enzima lactase conforme prescrição médica. Para o cuidado com a APLV, exclui-se rigidamente a proteína do leite de vaca da dieta do bebê, caso ele não esteja mais no aleitamento exclusivo. Se for preciso, o médico pode refazer um teste de consumo da proteína de acordo com a evolução clínica e laboratorial do caso.

- No surgimento dos sintomas da APLV ou a Intolerância a lactose, o ideal é procurar o pediatra ou clínico. Não faça dietas e restrições alimentares sem orientação dos especialistas. O médico irá orientar a procurar os especialistas certos, para o melhor apoio multiprofissional, especialmente da nutricionista, para que o melhor manejo destas restrições alimentares seja aplicado sem causar maiores danos à saúde. Não use aplicativos ou sites, o diagnóstico requer cuidado para não rotular o paciente de forma leviana e danosa – aconselha Dra. Carla Dall Olio.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Campanha do Agasalho: Doações sob música e capoeira



A Campanha do Agasalho 2017, promovida pela Rede D’Or São Luiz, arrecadou cerca de 1000 peças de inverno, repassadas para as instituições beneficentes selecionadas. Dentre elas, está o CADI Maré – do Morro do Timbau, o Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral, que recebeu as doações dia 6 de julho. A entidade organizou, para o dia da entrega, apresentações de capoeira e do coral infantil “Louvor perfeito”, formado pelas crianças da comunidade.


O projeto social atende mais de 200 pessoas por semana, oferecendo atividades esportivas, como Kickboxing, Box, Muay Thai, Hip-Hop, Capoeira e Zoe, além de atendimento odontológico e oficinas de artesanato, para crianças, adolescentes e adultos da região.


- O perfil das pessoas que frequentam o CADI é mais carente. Frequentemente, a gente tem pessoas precisando de um calçado ou uma roupa. A nossa demanda é muito grande, já que atendemos uma comunidade inteira. Por isso, costumamos repassar as doações a quem precisa, pois, uma roupa, seja usada ou nova, sempre terá utilidade para alguém. E o mesmo vai acontecer com as doações da Rede D’Or, que serão destinadas, exclusivamente, para pessoas envolvidas no projeto e para quem é da comunidade – afirma Viviane Tinoco, coordenadora do CADI Maré.


Além disso, os hospitais Rios D’Or, Quinta D’Or e o grupo Oncologia D’Or arrecadaram donativos para a Missão Integral Verde, o Exército da Salvação e a ABRAPAC, respectivamente.











quarta-feira, 5 de julho de 2017

Rede D’Or São Luiz promove 500 cirurgias de catarata para pacientes do SUS

Procedimentos serão realizados por especialistas do Hospital Quinta D’Or, para pacientes já regulados pelo SISREG

Ciente da crescente demanda de cirurgias para o tratamento da catarata no município do Rio de Janeiro, a Rede D’Or São Luiz formalizou, nesta segunda-feira, dia 03, o compromisso de cooperação para a realização de 500 procedimentos. A companhia será responsável por todo o custo envolvido na operação, e terá apoio do grupo de oftalmologistas do Hospital Quinta D’Or. Os pacientes serão encaminhados através do Sistema Municipal de Regulação, o SISREG.

- A Rede D’Or São Luiz está muito satisfeita em poder contribuir com a população da cidade do Rio de Janeiro, onde iniciou sua história há 40 anos. Portanto, oferece a realização de 500 facectomias, que são as cirurgias para o tratamento da catarata, para os pacientes que aguardam pela cirurgia no SUS. Esta é uma importante ação e reafirma que a companhia está atenta a questão da saúde pública, dando sua contribuição social – declarou Dr. Jorge Moll, fundador e presidente do Conselho da Rede D’Or São Luiz.



A previsão é que em 45 dias os primeiros pacientes já iniciem a avaliação pré-operatória e as cirurgias, que serão feitas nos fins de semana, por especialistas altamente qualificados. As cirurgias acontecerão no Hospital Quinta D’Or que conta com a infraestrutura de referência, para segurança dos pacientes e melhores resultados.

- O município do Rio é composto por um perfil populacional muito desigual. De um lado, pessoas que têm acesso à saúde, educação e cultura e de outro uma parcela que se encontra em condições precárias. Por isso, uma atitude como a Rede D’Or São Luiz é tão significativa. Esperamos que esta ação sirva de estímulo também para outros grupos de saúde, a fim de que se sintam sensibilizados e possam contribuir com serviços e atendimento nas especialidades de maior demanda, a exemplo da Rede D’Or São Luiz – ressaltou o prefeito Marcelo Crivella.

- A realização destas 500 cirurgias de catarata terá um impacto positivo no município do Rio de Janeiro. No SISREG estão reguladas mais de 8.800 pessoas que aguardam pelo procedimento e sabemos que é uma demanda que aumenta a cada dia. Mensalmente, o município consegue operar cerca de 1.500 pacientes, portanto, esta ação da Rede D’Or São Luiz é motivo de muita alegria – completou Dra. Ana Beatriz Busch, Secretária Municipal de Saúde em exercício.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Confira dicas para largar o tabaco

Estratégias motivacionais e bons hábitos estão entre as dicas para abandonar o vício

Apesar das constantes campanhas de conscientização sobre os malefícios do cigarro, o tabagismo continua sendo a principal causa de morte evitável no mundo com sete milhões de óbitos por ano. Caso não haja mudanças nas políticas mundiais, tal número poderá chegar a 8 milhões em 2030. Esses dados foram publicados recentemente na revista científica The Lancet, que também demostrou que metade das mortes relacionadas ao cigarro no mundo se concentra em 4 países: China, Estados Unidos, Rússia e Índia. O Brasil ocupa a oitava posição na lista dos países com maior índice de mortes por causa do fumo no mundo.


No Brasil, mesmo com a clara tendência de queda do número de fumantes em decorrência das políticas nacionais antitabagistas, a oncologista clínica do Grupo Oncologia D’Or, Tatiane Montella, ressalta que os números ainda são preocupantes. “Houve uma redução de homens fumantes, eles passaram de 29% para 12%, já as mulheres de 19% para 8%. Entretanto, seguimos como um dos dez países com maior índice de tabagismo no mundo”, explica.

O tabaco pode aumentar em cerca de 30 a 40 vezes o risco de desenvolver o câncer de pulmão ao longo da vida, inclusive fumantes passivos que têm cerca de 2 a 3 vezes mais chances de ter esse tipo de neoplasia. Aproximadamente 90% dos casos de câncer de pulmão tem o cigarro como causa principal.

"A melhor forma de prevenção do câncer de pulmão é não fumar. Caso esse hábito já exista, abandoná-lo o quanto antes é o primeiro passo para evitar não apenas este tumor, como também os localizados na cavidade oral, na laringe, no esôfago, na bexiga, no pâncreas e no estômago", ressalta Tatiane Montella.

Menos fumantes, mais qualidade de vida

Ainda que o número de fumantes no Brasil tenha caído mais da metade, as campanhas contra o tabagismo e as orientações de profissionais de saúde buscam uma maior redução, pois estes dados representam milhões de fumantes que, diariamente, submetem suas vidas, e as de terceiros, aos danos provocados pelo cigarro.

“É aconselhável que o fumante procure ajuda médica quando já estiver pensando em largar o fumo, mesmo que não se sinta completamente pronto para isso. A nossa parte é usar estratégias motivacionais para fortalecer esse desejo. Focamos na parte positiva, em vez da negativa, pois dá mais certo pensar nos benefícios, do que nas doenças que serão evitadas. Além disso, se precisar, usamos tratamentos medicamentosos para retirar gradualmente a nicotina do corpo, para que o ex-fumante não tenha abstinência”, explica Dr. Renato Azambuja, pneumologista do Hospital Barra D’Or.

Outro conselho para quem está deixando de fumar é praticar atividades físicas, pois elas estão relacionadas às sensações de bem-estar e prazer parecidas com as que a nicotina desperta no cérebro. Além disso, elas evitam o aumento de peso, pois geralmente quem está deixando o hábito de fumar costuma compensar a ansiedade comendo. Para não ter efeitos colaterais indesejados, a dica é dispor de alimentos de baixa caloria, mais saudáveis, como frutas e legumes.

Quanto mais jovem a decisão de interromper o hábito, maior será o benefício clínico, pois essa atitude reduz o risco de doenças e promove o real ganho de sobrevida.




segunda-feira, 26 de junho de 2017

Coração saudável é sinônimo de pressão arterial controlada

Dos fatores de risco para doenças cardiovasculares, um dos mais importantes é a pressão alta – a hipertensão. A boa notícia é que você pode tomar medidas para proteger e melhorar sua saúde cardíaca, adotando alguns hábitos saudáveis!


Conteúdo faz parte da campanha "Coração Perfeito" realizado pela Medicina do Trabalho Corporativa da Rede D'Or São Luiz

A Pressão Arterial é a pressão que o sangue exerce nos vasos sanguíneos. O sangue circula pelo corpo humano graças ao efeito impulsor do coração, que atua como se fosse uma bomba.

Quando a pressão aumenta nesses vasos, sem tratamento, pode levar ao Infarto agudo do Miocárdio (IAM), Acidente Vascular Cerebral ou Encefálico (AVC ou AVE), Lesão Renal Aguda (LRA), entre outros.

Como a pressão alta ou hipertensão não apresenta sintomas na maioria dos casos, a solução é prevenir e aferir a pressão periodicamente. Afinal os sintomas podem aparecer apenas em uma crise, quando há elevação brusca da pressão alta, com alterações como dor de cabeça, taquicardia e visão turva.

A hipertensão não tem cura, mas tem tratamento para ser controlada. Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente, que depende das comorbidades e medidas da pressão. É importante ressaltar que o tratamento para hipertensão inicia-se a mudança do estilo de vida associado ou não a medicamentos

Mudanças nos hábitos alimentares, prática de exercícios físicos e até mais momentos de lazer e relaxamento podem contribuir para um coração mais saudável. Confira algumas medidas de prevenção:

– Controle de peso
– Reduzir o sal
– Praticar atividade física regular
– Evitar o stress
– Abandonar o fumo
– Moderar o consumo de álcool
– Evitar alimentos gordurosos

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Obesidade infantil: Especialistas destacam 10 principais condutas para evitar

Alimentação equilibrada, exemplo dos pais e atividades físicas são algumas das medidas

“Comer, comer, é o melhor para poder crescer”. Pais já devem ter cantado essa música em algum momento da vida dos filhos para estimulá-los a comer. Porém, na ansiedade por vê-los alimentados, acabam cometendo erros que podem refletir no peso da criança: liberar guloseimas, não criar regras de alimentação e não ofertar variedades de alimentos. Associado a isso, há ainda dispositivos, como videogames, celulares e computadores, que distraem e afastam os pequenos das atividades que queimariam calorias.

Diante desses fatores, crianças crescem com sobrepeso e/ou mesmo obesidade, podendo prejudicar suas saúdes físicas e mentais para o resto da vida. Segundo o IBGE, cerca de 15% das crianças brasileiras estão acima do peso, e, na região Sudeste o número é ainda mais preocupante: o índice chega a 38% entre os pequenos de 5 a 9 anos.

Especialistas da Rede D’Or São Luiz respondem dez perguntas com orientações aos pais, indicando estratégias e dicas para ajudar na alimentação infantil. Há participação da pediatra do Hospital Barra D’Or, Dra. Carla Dall Olio; da nutricionista do Hospital Oeste D’Or, Deise Barcellos; da endocrinologista pediátrica do Hospital Barra D’Or, Dra. Fernanda Pereira André; e da psicóloga do Hospital Quinta D’Or, Dra. Fernanda Starling.



1 – Como incentivar uma dieta equilibrada em substituição aos produtos industrializados? 
- Pediatra: A família precisa avaliar o que consome pois os hábitos das crianças refletem geralmente os hábitos dos seus cuidadores, especialmente daqueles que fazem as refeições juntos. Ofertar os alimentos saudáveis de forma natural e rotineira ajuda a introduzir novos costumes. A alimentação saudável é mais facilmente implementada se a família desejar de fato e focar neste estilo de vida. Se a criança não entende aquela mudança como boa para todos, ela vai sentir-se punida ou mesmo excluída da rotina dos pais e cuidadores, e não haverá adesão aos novos hábitos.

2 – Quais as dicas para os pais que não têm tempo para preparar refeições adequadas para os filhos?
- Pediatra: Quando se tem filhos, os pais precisam se organizar já de imediato com diversos horários e regras: para bom sono, bom crescimento e desenvolvimento, e tudo que envolve uma vida saudável.  Na alimentação, há formas de preparo antecipado que facilitam o dia a dia.
O ideal é ir às compras pensando no cardápio da semana, que deve abranger, inclusive, os adultos. Por exemplo, as porções de legumes podem ser fracionadas e separadas em potes (após higienização), e irem sendo consumidas em saladas, purês ou sopas. As folhas também podem ser lavadas e guardadas, já limpas, na geladeira e serem consumidas ao longo dos dias. Uma outra indicação é evitar comprar sucos industrializados e preparar sucos de fruta na hora do consumo. Se a correria não permitir, congele as frutas como morango ou manga. Desta forma é possível oferecer mais nutrientes e menos açucares do que os que agregam os sucos prontos; entre outras medidas simples.

3 – O que não deve faltar na alimentação de uma criança? 
- Nutricionista: Diversidade. Precisamos ofertar tudo para as crianças quebrarem os preconceitos do sabor, dentro do que seja adequado. O ideal é que seja realizada uma avaliação individual, com a análise dos hábitos alimentares e das condições do organismo. O cardápio das crianças deve conter porções adequadas e balanceadas nutricionalmente, de acordo com a faixa etária. De forma geral, a dieta deve ser rica em frutas, legumes, verduras, fontes de proteínas magras e cereais integrais.

4 – Obesidade sempre está ligada a ingestão gorduras e açúcares? Fale sobre isso. 
- Pediatra: A obesidade é fruto da má alimentação associada ao sedentarismo. Com relação aos grupos alimentares, os carboidratos e lipídios são os de maior teor calórico e vilões nas dietas de emagrecimentos. Contudo, quando se pensa em alimentação infantil não devemos esquecer que este indivíduo está em fase de extremo desenvolvimento físico e mental. Portanto, dietas restritivas de qualquer grupo para crianças são perigosas e só podem ser prescritas por nutrólogos, nutricionista, endocrinologistas ou pediatras, de acordo com o diagnóstico do paciente.

5 – Criança com peso “normal” significa que seja saudável?
- Pediatra: Além do peso, avaliamos dados como a altura e o IMC (índice de massa corporal) de acordo com a faixa etária e sexo. O conjunto destas informações antropométricas é um sinalizador se a saúde está ou não presente neste paciente de modo geral. Mas existem pacientes que têm estes índices normais, porém obtidos de uma alimentação desequilibrada, que vão repetir em alterações do colesterol, triglicerídeos, glicemia (levando ao diabetes) e até mesmo anemias por baixa ingestão de ferro ou vitamina B. Para tal avaliação, a consulta pediátrica de rotina para seguimento do paciente é importante, pois de acordo com as informações sobre os hábitos alimentares e o exame físico (observando além do peso, o indivíduo e em especial a pele, cabelo, unhas e pressão arterial).

6 – De um lado crianças com sobrepeso/obesidade e do outro uma geração focada no “fitness”, mesmo tão novos. Qual seria o perfil para uma criança saudável? 
- Nutricionista: Tudo é um equilíbrio, e o mais importante é respeitar o biotipo da criança. Além disso, é indicado orientá-las quanto ao respeito as diferenças estéticas de cada indivíduo, e evitar a exposição as mídias que estimulam o culto ao corpo. Contudo, é imprescindível manter o diálogo saudável entre a família e a criança sobre o assunto.

7 – Pais obesos terão filhos obesos? 
- Endocrinologista: Existem genes envolvidos com a obesidade. No entanto, a principal causa de obesidade é excesso de calorias por aumento de consumo e pouca perda. Quando se faz o inquérito alimentar de uma família onde todos estão obesos, observa-se, em quase sua totalidade, maus hábitos alimentares nos pais e filhos. O sedentarismo também é muitas vezes observado. Se esses pais corrigirem seus maus hábitos alimentares e estimularem a atividade física das crianças, seus filhos não serão necessariamente obesos.

8 – Criança pode tomar remédio para emagrecer? Quais os riscos?
- Endocrinologista: Para crianças o ideal é reeducação alimentar, atividade física e suporte psicológico. Terapia medicamentosa só está liberada para adolescentes, sob prescrição médica, e há poucas opções. As medicações podem levar à perda de vitaminas lipossolúveis e podem agir no sistema nervoso central e ainda aumentar a pressão arterial – potencializando o risco infarto.

9 – Como os pais podem conversar com os filhos que estejam sofrendo devido sua aparência física? 
- Psicóloga: É fundamental uma escuta atenta para entender melhor o que está acontecendo. Não minimizar o sofrimento da criança, de forma que ela se sinta acolhida, ajudando-a a encontrar um caminho para melhorar o sentimento que a criança tem de si mesma. Além disso, é importante procurar a coordenação pedagógica do colégio para que possa ser feito um trabalho com o grupo em que a criança está inserida. Muitas vezes, o amiguinho que produz esses ataques é o que mais está precisando de ajuda. Em caso de muito sofrimento psíquico os pais devem procurar um profissional.

10 – Pais devem oferecer algum tipo de compensação para que a criança se dedique a uma dieta? 
- Psicóloga: Tendo em vista que mudanças apenas serão efetivas se baseadas em motivações internas, em vez de propor recompensas, se torna mais importante ajudar na percepção de que a perda de peso e o bem-estar que advém já serão a realização desejada.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Lavar as mãos de forma correta contribui para evitar doenças

Medida considerada simples reduz a incidência de doenças infecciosas, como resfriados, diarreia, conjuntivite, entre outras


As mãos são consideradas mundialmente vetores de microrganismos. Especialistas alertam que o hábito de higienização contribui para eliminar estes causadores de doenças e, consequentemente, prevenir a transmissão dos mesmos, portanto, higienizar as mãos deve ser uma atividade frequente. Há duas formas de higienização das mãos: uso de água e sabão, e o uso de soluções alcóolicas associadas a emolientes, como gel e glicerina. Assim, na impossibilidade de lavar as mãos, a limpeza pode ser feita com soluções alcoólicas, que tem a mesma eficácia.

- É comum que as pessoas tenham o cuidado de lavar as mãos antes das refeições, mas há outras oportunidades que devem ser lembradas. Objetos e superfícies comuns podem ser grandes fontes de disseminação de agentes infecciosos como maçanetas, corrimãos, apoios em transportes, assim como dinheiro. É importante destacar que as mãos são as principais vias de transmissão de muitas doenças e que precisam ser higienizadas sempre que houver situações de risco e quando estiverem visivelmente sujas – enfatiza Dr. Paulo Furtado, infectologista do Hospital Niterói D’Or.

Além do ambiente comum, o cuidado deve ser redobrado nas unidades de assistência à saúde, como hospitais, onde há risco de transmissão cruzada, ou seja, a disseminação de agentes infecciosos como bactérias e vírus, por intermédio das mãos de uma pessoa saudável (profissionais de saúde e visitantes) para uma pessoa suscetível (pacientes). Portanto, a higienização das mãos se faz ainda mais necessária.

O infectologista Paulo Furtado destaca as seguintes questões:

Quais são as principais doenças que podem ser transmitidas?
Todas as doenças infecciosas podem ser veiculadas por intermédio das mãos. Podemos destacar algumas mais comuns: gripe, conjuntivite, doenças de pele e gastroenterites.

 Por que lavar as mãos é uma prática tão importante?
Há casos em que não nos damos conta de que as mãos estão sujas, pois as bactérias e microrganismos não podem ser vistos a olho nu. Portanto, é preciso que estejamos atentos que o ato de lavar as mãos remove as impurezas, suor e oleosidade, além das células mortas, que propiciam ambiente de proliferação de bactérias, fungos e vírus.

Em quais casos o álcool em gel pode ser usado?
O álcool tem a mesma eficácia da água e sabão. No entanto, não remove sujidade. Outra diferença está no tempo: para higienizar corretamente as mãos com produtos alcoólicos necessita-se de 30 segundos, enquanto é necessário maior tempo quando do uso de água e sabão.

Quando se deve higienizar as mãos?
As ações de higiene das mãos são mais eficazes quando a pele das mãos é livre de lesões/cortes, as unhas estão no tamanho natural, curtas e sem esmalte, e as mãos e antebraços sem adereços e descobertos.

Lavar as mãos deve fazer parte da rotina de todos, especialmente nas seguintes ocasiões:

- Antes de comer ou manusear alimentos;

- Após ter utilizado as instalações sanitárias;

- Após assoar o nariz, tossir ou espirrar;

- Antes de efetuar qualquer ação que inclua o contato com mucosas corporais (por exemplo, colocar ou retirar lentes de contato);

- Após tocar animais ou seus dejetos;

- Após manusear resíduos (por exemplo, lixo doméstico);

- Após usar transportes públicos;

- Antes e após tocar doentes ou feridas (cortes, arranhões, queimaduras, etc.);

- Antes e após uma visita a um doente internado (hospital ou outra instituição).

Como lavar as mãos de forma correta?
- Retire todos os acessórios (anéis, pulseiras, relógios);

- Para secar as mãos, sempre que possível, opte por toalha de papel;

- Em ambientes públicos, feche a torneira com papel ou com o antebraço.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Alergias respiratórias estão entre as mais frequentes, seguidas das alimentares

Em alguns casos, a exposição ao alergênico pode causar complicações e até levar ao óbito

São muitos os tipos de alergias existentes. E tantos outros fatores responsáveis por desencadear as “incômodas” crises alérgicas. O Brasil está no grupo dos países com maior prevalência de asma e rinite alérgica no mundo. Estudos apontam que cerca de 80% dos pacientes com asma possuem também rinite alérgica, o que agrava os períodos de crise. Além destas doenças, conjuntivite alérgica e dermatite atópica estão no ranking, seguidas pelas alergias alimentares, principalmente a proteína do leite e do ovo, e a frutos do mar – o que pode, em alguns casos, causar a morte do paciente.

- As alergias são doenças multifatoriais e se manifestam como respostas imunológicas exacerbadas a uma substância após sensibilização prévia. Um elemento que cause reação anormal em determinada pessoa, não necessariamente causa alergia em outra. Há alguns casos que estão relacionadas ao fator genético, como rinite e asma. No entanto, as alergias medicamentosas e alimentares não são possíveis de serem previstas, e podem ocorrer com qualquer pessoa em qualquer idade – declara a Dra. Camila Filgueiras, alergologista do Hospital Caxias D’Or.



Também alguns objetos, produtos e situações podem gerar alergias, como: contato da pele com acessórios de metal, plástico ou couro; botões metálicos; elásticos; esmalte; picada de insetos; produtos de limpeza; entre vários outros. Alguns sintomas são característicos para estas reações, como coceiras, obstrução nasal, espirros, coriza, lacrimação, edemas, falta de ar, que podem estar associados ou não.

Reações alérgicas alimentares e medicamentosas podem cursar com urticária, angioedema (inchaço repentino), mas podem também evoluir para anafilaxia, podendo levar a morte se não for tratado em tempo hábil – é impossível prever qual será a gravidade da reação. As crises de asma grave também podem levar ao óbito.

O mais importante é que, uma vez identificada a resposta alérgica deve-se procurar um especialista para a análise do caso e realização de exames que possam detectar as causas da reação e definir o tratamento adequado. De modo geral, evitar exposição ao fator desencadeante é a primeira medida a ser tomada.

10 medidas para evitar as crises alérgicas respiratórias:

- Evitar objetos que acumulem poeira, principalmente no quarto de dormir;

- Utilizar pano úmido e álcool para limpeza de cômodos e móveis, evitando varre;

- Evitar cortinas de pano e tapetes, pois acumulam poeira;

- Trocar roupas de cama com frequência e, se possível, secar ao sol;

- Usar capas em colchão e travesseiro, preferencialmente, plásticas;

- Evitar animais doméstico no local de dormir;

- Não comer na cama, para que resíduos alimentares não fiquem no local;

- Deixar a casa arejada e deixar bater sol;

- Limpar filtros de ar condicionado com frequência;

- Evitar áreas com infiltração e mofo.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sinal vermelho para a imprudência no trânsito

Para especialista, a atuação dos profissionais de saúde pode cooperar para a redução de acidentes nas rodovias

Uma mensagem no celular. Uma lata de cerveja. Um ajuste na maquiagem. Esses detalhes parecem inofensivos, porém, combinados ao volante, cooperam para acidentes de trânsito, que levam a óbito 1,3 milhão de pessoas por ano, tornando-se a nona causa de mortes no mundo, segundo pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa é que esse número chegue a 2,4 milhões em 2030.

- Uma vez que a vítima de um acidente de trânsito der entrada no hospital, serão necessários uma equipe e um hospital com recursos multidisciplinares com eficácia para extinguir os riscos de morte. O tratamento que envolve uma equipe multidisciplinar, com participação de todos os profissionais exigidos para o cuidado do trauma – como cirurgiões, ortopedistas, fisioterapeutas, pneumologistas e psicólogos – também é importante na recuperação sem trauma e com chances mínimas de danos permanentes para aquele paciente – afirma Dr. Paulo Roberto Barbosa, coordenador de ortopedia e traumatologia do Hospital Quinta D’Or.



A estimativa sobre o crescente número de acidentes e mortes no trânsito pode estar relacionada a dois fatores: o aumento de veículos nas ruas e o uso incorreto das tecnologias, como celular e DVD, que cooperam para a distração do motorista. Uma das soluções para frear os acidentes automobilísticos é educar os indivíduos. Para isso, campanhas de conscientização e a atuação de um profissional de saúde podem fazer toda a diferença.

- Quando um paciente é consultado, ele recebe um diagnóstico, orientações e prescrições para tratar o problema, confiando de que seja o melhor para ele. Por isso, o profissional de saúde tem credibilidade sobre o que diz. Então, se a gente aproveitar essa vantagem e orientar cada uma dessas pessoas sobre os cuidados ao dirigir, como usar cinto de segurança, não ingerir bebida alcóolica, não usar o celular, teremos multiplicadores de agente de campanha. Assim, gera propaganda boca a boca, sendo eficaz e de baixo custo – pontua o especialista.

Além disso, contrariando o receio de algumas pessoas sobre os danos que o cinto de segurança pode causar no corpo em uma colisão, o ortopedista enfatiza o uso do acessório obrigatório, pois “em um acidente, o uso do cinto pode evitar traumatismos, fraturas ósseas e danos em órgãos importantes, como cérebro, coração e pulmões”.

#dirijasemdesculpas – A campanha “Dirija Sem Desculpas”, que tem como porta-voz o Dr. Paulo Barbosa, é um alerta para as pessoas que sempre justificam seus erros ao volante ao provocar um acidente, como: "era minha mãe me ligando", "estava lendo a mensagem do meu chefe", "só bebi uma cerveja", e tantas outras desculpas que podem deixar sequelas permanentes e levar à morte.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Grande inimiga da alegria, a depressão é considerada o mal do século

A pessoa depressiva perde o sentido da vida vivendo um misto de tristes sentimentos

A tristeza é inevitável em determinadas situações. Esse sentimento é comum à vida de qualquer ser humano, mas é preciso ficar atento à sua frequência e se está acompanhada de angústia, ansiedade, desmotivação, pessimismo, apatia, cansaço ou fadiga e distúrbios do sono. Essa mistura de sintomas, que podem aparecer isoladamente ou em conjunto, pode caracterizar a depressão, distúrbio cerebral que está ligado ao desequilíbrio químico dos neurotransmissores e requer uma atenção especial e acompanhamento médico.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a depressão é o transtorno mental mais prevalente no mundo sendo conhecida como uma das inimigas que mais atormentam a saúde humana. Segundo a OMS, cerca de 350 milhões de pessoas têm o distúrbio.

- Em muitos casos o paciente não percebe que está doente e são os familiares e amigos que identificam que algo está errado. A gravidade da depressão não pode ser minimizada, pois ela pode causar prejuízos significativos na vida do paciente comprometendo suas atividades sociais e pessoais sendo, inclusive, uma das principais causas de afastamento do trabalho – explica a psicóloga Mariana Guedes, do Hospital Rios D’Or.



Em situações mais brandas, como na depressão leve, a pessoa busca pessoas próximas para desabafar e compartilhar seu sofrimento, dificultando o diagnóstico e tratamento correto. A situação se torna mais preocupante quando a pessoa se isola abandonando as atividades sociais e profissionais comprometendo até mesmo a higiene e a aparência. Geralmente, nesse estágio o indivíduo deprimido não tem forças para buscar ajuda, cabendo aos amigos e familiares cuidarem da integridade física e mental do paciente, buscando apoio médico e profissional.

- O ideal é que não se espere chegar a um estágio tão grave para procurar ajuda. Para evitar o agravamento do quadro o correto é que a pessoa busque auxílio profissional ao sentir uma tristeza profunda e permanente, sem causa aparente. Porém, nem sempre a pessoa deprimida aceita ajuda médica com facilidade. É preciso paciência, não demonstrar excessiva compaixão pelo enfermo, escutar suas queixas sem banalizar seu sofrimento e até se oferecer como companhia para as consultas – completa a psicóloga.


A boa notícia é que a depressão é curável. O primeiro passo é o paciente reconhecer que precisa de ajuda e buscar auxílio profissional. O tratamento é individualizado e inicia com mudanças de estilo de vida com hábitos saudáveis como a prática de exercícios, boa alimentação e boas noites de sono. Terapia, medicações e tratamentos alternativos podem ser indicados separadamente ou combinados, sendo grandes aliados na busca por uma vida longe da tristeza.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Atividade física é grande aliada dos idosos

Longevidade e qualidade de vida são alguns dos inúmeros benefícios de uma vida ativa 

A terceira idade chega, inevitavelmente, mas nem sempre está acompanhada de uma vida pacata, restrita aos cuidados com os netos. Muitas das pessoas que estão nessa faixa etária estão vivendo de forma plena, além de estarem inseridos no mercado de trabalho, viajam, curtem a família e fazem novas descobertas a cada dia. A prática de atividade física é uma grande aliada para que o corpo acompanhe essa mente jovial, beneficiando a saúde física e emocional.

- É inevitável que algumas mudanças aconteçam durante o processo de envelhecimento e a atividade física é a medida de prevenção mais eficaz para amenizar essas modificações do corpo. Esta prática resulta na independência do idoso, reduzindo o risco de queda e de complicações relacionadas a imobilidade (como trombose e feridas na pele), além de estimular a melhora cognitiva e da socialização que é importantíssima para a auto estima desses pacientes – detalha o geriatra Rodrigo Serafim, do Hospital Copa D’Or.



Diversas modalidades são oferecidas, porém, a escolha pela atividade que será praticada deve estar alinhada à outras questões como, por exemplo, doenças pré-existentes, limitação física e idade. Os limites do corpo devem ser respeitados e a consulta médica antes do início de qualquer esporte deve ser uma regra para evitar lesões musculares e/ou danos permanentes à saúde.

- Não existe atividade física ideal para a terceira idade. Qualquer exercício pode ser praticado por eles, desde que estejam preparados para isso. É preciso uma avaliação médica detalhada para descobrirmos o que o paciente gosta de fazer, pode fazer e deve fazer. Devemos respeitar a especificidade de cada indivíduo para que a prática esportiva ofereça prazer e benefícios para sua saúde. O ideal é que a partir dos 40 anos o paciente mantenha, ou inicie, um acompanhamento físico para fortalecimento e equilíbrio da musculatura do corpo, a fim de que alcance a melhor idade com qualidade de vida – explica o ortopedista, Dr. Michael Simoni, do Hospital Copa D’Or.

Nunca é tarde para começar a se exercitar. Uma leve caminhada pode ser uma excelente forma de colocar o corpo em movimento, sem esquecer dos alongamentos. Aulas de hidroginástica, de dança e natação também são opções que ajudarão a manter corpo e mentes saudáveis.

BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA A TERCEIRA IDADE:

➢ Melhora da performance cardiovascular;
➢ Melhora a flexibilidade e a força muscular;
➢ Prevenção de doenças cardíacas;
➢ Ajuda no combate à depressão;
➢ Prevenção da obesidade;
➢ Redução dos riscos da osteoporose;
➢ Diminuição das dores oriundas de inflações nos tendões, músculos e articulações;
➢ Insere o idoso no meio social.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Realização de exames periódicos permite identificação precoce de diagnósticos


Fatores de risco para doenças cardiovasculares e AVC são os principais alvos do Check up

A prevenção ainda é o melhor cuidado com a saúde. Uma alimentação balanceada, a prática de exercícios físicos e exames periódicos são grandes aliados de uma vida saudável. Além disso, a realização frequente de alguns exames pode contribuir na identificação de diagnósticos precoces – forte aliado em tratamentos, principalmente, relacionados a doenças cardiovasculares. O coordenador do serviço de cardiologia do Hospital Quinta D’Or, Francisco Carlos Lourenço, reforça a importância do Check up:

• O check up é uma avaliação médica periódica, com história clínica e exame físico, associada a exames complementares (em geral a dosagem de glicose em jejum, colesterol e triglicerídeos) que visa a identificação de pessoas com um risco maior de determinadas doenças;




• A avaliação periódica visa a identificação de pessoas com um risco maior para doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico, através da identificação dos fatores de risco como a hipertensão, diabetes, dislipidemia, sobrepeso, sedentarismo, tabagismo e a história familiar. Assim podemos iniciar as orientações para seu controle;

• Na avaliação, buscamos por pacientes que tenham perfil:
- Histórico familiar de infarto ou morte súbita (principalmente em parentes de primeiro grau);
- Pais ou irmãos com aumento do colesterol;
- Sintomas como falta de ar, palpitações e dores no peito;
- Medidas de pressão arterial frequentemente acima de 135x90 mmHg;
- Tabagistas; - Diabéticos;
- Doença cardíaca na infância ou sopro cardíaco;
- Planejam realizar a prática esportiva;
- Apresentam sobrepeso ou obesidade.

• Todos os adultos a partir dos 20 anos de idade já devem realizar uma avaliação cardiológica. Antecedentes familiares podem interferir na precocidade das avaliações. Assim, crianças cujos pais possuem colesterol alto devem realizar o rastreamento a partir de 10 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Em geral é recomendado:
- Aos 20 anos - medida da pressão arterial e dosagem do colesterol;
- Dos 20 aos 40 anos - avaliações a cada três anos;
- Dos 40 anos em diante - avaliação clínica anual com avaliação cardiológica.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Câncer de próstata: Avanços tecnológicos contribuem com as chances de cura


Intervenção robótica representa 80% das cirurgias para a especialidade

Novos tratamentos e métodos de diagnóstico, assim como procedimentos cirúrgicos, têm revolucionado o combate ao câncer de próstata. A estimativa é que mais de 61 mil homens recebam o diagnóstico ainda este ano, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A doença é a segunda mais comum entre os homens, porém tem altas chances de cura em 90% dos casos quando diagnosticada precocemente. Especialistas altamente qualificados e equipamentos modernos encontram-se disponíveis nas unidades da Rede D’Or São Luiz, e nas clínicas do Grupo Oncologia D’Or.

No diagnóstico precoce a biópsia por ressonância merece destaque. Segundo o oncologista clínico Daniel Herchenhorn, do Grupo Oncologia D’Or, a diferença entre a biópsia tradicional e a por ressonância é que a segunda diminui os riscos do super-diagnóstico, que nada mais é o diagnóstico de uma anormalidade que não traduz, necessariamente, uma doença clinicamente significativa.

- A biópsia por ressonância para o câncer de próstata pode melhorar o diagnóstico da doença e focar no que realmente deve ser tratado, que é o tumor denominado de grau elevado. Trata-se de um importante avanço contra a doença – comenta o oncologista.



Ainda segundo Daniel Herchenhorn, uma vez diagnosticado o câncer de próstata, é preciso levar em conta diversos fatores antes de dar início ao tratamento, entre eles: a idade do paciente, o estadiamento da doença, a probabilidade de cura, além da expectativa em relação aos efeitos colaterais de cada terapia. Em alguns casos, procedimentos como a radioterapia e a quimioterapia são os mais indicados. Já em outros, o simples monitoramento da doença é o recomendado.

Quando o assunto é procedimento cirúrgico, a robótica tem sido muito indicada. Maior precisão para a equipe médica, resolutividade e segurança ao paciente fizeram da cirurgia robótica o procedimento minimamente invasivo mais utilizado em intervenções urológicas. Há um ano, o Hospital Quinta D’Or iniciou o serviço de cirurgia robótica, dispondo do robô Da Vinci do modelo mais moderno no país, e já ultrapassou a marca de 250 procedimentos, sendo 160 em urologia – o que o torna no centro com maior volume de procedimentos robóticos do Rio de Janeiro.

- Atualmente, cerca de 80% das cirurgias para câncer de próstata são realizadas utilizando a plataforma robótica. Esse número vem aumentando progressivamente no Brasil, seguindo uma tendência mundial. Entre os benefícios, pode-se citar a visualização 3D do tumor, que permite ao cirurgião maior precisão da dissecção, minimizando hemorragias. Além disso, o procedimento minimamente invasivo contribui com a rápida recuperação do paciente e reduz as chances de problemas de incontinência urinária, além de menor risco de disfunção erétil – detalha Rodrigo Frota, urologista e coordenador do Programa de Cirurgia Robótica da Rede D’Or São Luiz.

Desde 2016 a Rede D’Or São Luiz atua com um programa especial de treinamento de robótica para seus cirurgiões, com certificação internacional de qualidade, contribuindo na qualificação e capacitação de cerca de 70 especialistas, resultando em procedimentos mais seguros. Os treinamentos em cirurgia robótica avançada ocorrem em parceria estabelecida entre a Rede D’Or São Luiz e a University of Southern California (USC), de Los Angeles, promovendo o avanço da medicina robótica no Brasil, também através do desenvolvendo de produções científicas conjuntas.

>>> Esclareça as principais dúvidas sobre o Câncer de Próstata – Segundo Daniel Herchenhorn, a conscientização da doença é primordial, pois a maior parte dos homens procura ajuda tardiamente. Pensando nisso, o especialista esclarece as principais questões sobre o tema:

O que é próstata? É uma glândula do sistema reprodutor masculino que pesa cerca de 20 gramas e se assemelha a uma castanha. Ela localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

O que é câncer de próstata? No Brasil, é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens, após os tumores de pele não melanoma. Acontece quando as células deste órgão começam a se multiplicar de forma desornada. A doença pode demorar a se manifestar, exigindo exames preventivos constantes para não ser descoberta em estágio avançado e potencialmente fatal.

Quais são os principais sintomas da doença? Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e, quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 90% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Já fase avançada, pode provocar: dor óssea, sangue na urina e/ou no sêmen, dor ao urinar e vontade de urinar com frequência.

Quais são os fatores de risco? Histórico familiar de câncer de próstata (pai, irmão ou tio com a doença), obesidade (excesso de peso pode contribuir para o desenvolvimento desse tumor), raça (homens de pele negra sofrem maior incidência deste tipo de câncer).

E quanto ao diagnóstico precoce? A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo com a falta de sintomas, homens a partir dos 45 anos de idade com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir anualmente ao urologista.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Burnout: conheça a doença provocada pelo excesso de trabalho


Síndrome que tem sintomas parecidos com os da depressão é causada pelo esgotamento na vida profissional

Aproveite este Dia do Trabalho para refletir sobre a relação da sua saúde com a profissão que você exerce. Você sabia, por exemplo, que existe uma doença conhecida como síndrome de Burnout? Também chamado de síndrome do esgotamento profissional, o distúrbio tem sintomas parecidos com os da depressão, mas desencadeados pelo trabalho. É um estado de tensão emocional e estresse crônico, provocados por condições desgastantes de trabalho, sejam elas físicas, emocionais ou psicológicas.

Por isso, reserve hoje para refletir sobre este problema, uma das principais causas de afastamento do emprego. A Dra. Paula Fernandes, psiquiatra do Hospital Rios D’Or, responde quatro dúvidas sobre o tema:

1. Quais são as características do esgotamento profissional?

Algo diferente do estresse genérico, a Síndrome de Burnout geralmente incorpora sentimentos de fracasso. Seus principais indicadores são: cansaço emocional, despersonalização e falta de realização pessoal.



2. Como se identifica o problema?

Como qualquer tipo de estresse, a Síndrome de Burnout pode resultar em manifestações psicossomáticas. Normalmente se referem à fadiga crônica, frequentes dores de cabeça, problemas com o sono, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquiarritmias, outras desordens gastrintestinais, perda de peso, dores musculares e de coluna e alergias. Além disso, também podem ser notados os seguintes sintomas:

- diminuição e perda de recursos emocionais (falta de habilidade para lidar com dificuldades cotidianas que outrora eram superadas sem grande esforço);
- desenvolvimento de atitudes negativas para com outras pessoas no trabalho ou no serviço prestado, que não eram característica daquele indivíduo anteriormente;
- irritabilidade, inquietude, dificuldade para a concentração, baixa tolerância à frustração, comportamento agressivo para com os clientes, companheiros e para com a própria família;
- sentimentos de vazio, esgotamento, fracasso, impotência, baixa autoestima;
- condutas evitativas, consumo aumentado de café, álcool, fármacos e drogas ilegais, absenteísmo, baixo rendimento pessoal;
- consumo aumentado de café e álcool;

3. Qual é o tratamento?

Apesar do tratamento envolver profissionais especializados em Saúde Mental, como o Psicólogo e o Psiquiatra, nos casos em que seja possível recomenda-se procurar também o Médico do Trabalho da empresa ou outro profissional que possa ajudar a reduzir a carga emocional envolvida na atividade laborativa em questão. Mesmo assim, pode ser necessário o afastamento do trabalho por um tempo e o uso de medicamentos, conforme orientação médica.

4. Existem profissões que oferecem maior risco de esgotamento profissional?

A síndrome de Burnout é uma doença que se desenvolve como resposta ao estresse ocupacional crônico e pode ser encontrada em qualquer profissão, mas, em especial, naquelas que trabalham em contato direto com pessoas em prestação de serviço. É o caso dos profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social, recursos humanos, bombeiros, policiais, advogados e jornalistas.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Casos de tuberculose estão relacionados a baixa imunidade

Doença é causada por bactéria que se estabelece facilmente quando o indivíduo já detém outras enfermidades

Uma das doenças mais antigas da humanidade, a tuberculose é classificada como um problema de saúde pública no Brasil. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, a cada ano são notificados aproximadamente 70 mil novos casos com 4,5 mil mortes em decorrência da doença. De acordo com especialistas o grande índice de pessoas infectadas pela bactéria tem relação direta com o aumento de indivíduos com HIV positivo que têm em sua baixa imunidade uma porta aberta para a bactéria.

- A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria que atinge principalmente os pulmões, mas que também pode afetar outros órgãos sendo possível que a pessoa seja infectada, mas não desenvolva a doença. Uma pequena parcela tem a manifestação clínica da tuberculose, enquanto que a maioria nunca terá conhecimento de que em algum momento adquiriu a bactéria. Pacientes infectados pelo HIV, diabéticos, em tratamento com diálise ou com drogas imunossupressoras são mais vulneráveis ao desenvolvimento da doença. O tabagismo, a desnutrição ou qualquer fator que gere baixa imunidade também favorece o estabelecimento da tuberculose – esclarece o infectologista Marcelo Gonçalves, do Hospital Barra D’Or.



A transmissão da tuberculose é direta. Ao falar, tossir ou espirrar, o indivíduo infectado expele pequenas gotas de secreção respiratória com o agente infeccioso que, se aspiradas por outras pessoas, pode contaminá-las. O contato direto entre uma pessoa com tuberculose em ambientes fechados, com pouca ventilação e ausência de luz solar também favorecem a transmissão pela bactéria causadora da doença.

O principal sintoma da tuberculose pulmonar é a tosse permanente, por duas semanas ou mais, podendo estar associada ou não a febre vespertina, cansaço excessivo, suor intenso à noite, falta de apetite e emagrecimento.

- É fundamental que o paciente procure assistência médica ao perceber os primeiros sinais.  O conjunto de sintomas e a radiografia de tórax são avaliados, mas o diagnóstico definitivo é fechado após exame que analisa a secreção excretada pelos pulmões. Com o avanço da técnica utilizada para análise é possível rastrear o DNA da bactéria para rastreamento precoce – explica o pneumologista do Hospital Barra D’Or, Dr. Renato Azambuja.

O tratamento para a doença é feito com antibióticos, mas para a cura completa é preciso que o paciente siga com a medicação durante todo o tempo indicado pelo médico, geralmente de seis meses. A interrupção antes desse período pode fazer com que o paciente adquira tuberculose multirresistente que exige tratamento mais agressivo.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Democráticos e populares: conheça os prós e contras da corrida de rua e do crossfit

Exercícios praticados com atenção e acompanhamento médico trazem inúmeros benefícios

Até dezembro deste ano, a Grande São Paulo receberá mais de 56 corridas de rua. Por outro lado, o número dos chamados boxes, academias de crossfit, tem se popularizado a cada ano. Esses dados mostram o crescimento e a popularização desses dois esportes. O que pode ser considerado um estímulo para deixar o sedentarismo de lado e iniciar alguma atividade física.

Enquanto a corrida se mostra mais democrática e abrangente, o que não exige muitos cuidados, o crossfit desponta como uma variação de força, que requer alguns cuidados. Não se engane, o médico do esporte do iFor, Eduardo Bernardo, hospital de ortopedia da Rede D’Or São Luiz, recomenda que antes de iniciar a prática de qualquer atividade física é necessário que o paciente seja visto pelo especialista, a fim de evitar eventuais surpresas. “Grande porcentagem da população tem problemas articulares no joelho, coluna e região lombar, mas não sabe, uma vez que não se expõe às atividades de impacto e acreditam que não precisam de acompanhamento médico”, explica.



Todo esporte, por menor que seja sua carga de impacto, pode lesionar o paciente, como é o caso da corrida. Por isso, a pessoa deve tomar muito cuidado e não praticar nenhum exercício por conta própria. Para cada um há uma técnica e postura que se precisa manter, além da necessidade de um tênis adequado e treinos individualizados.

“Cada pessoa possui uma forma física e é capaz de aguentar uma carga de treino exclusiva. Esses cuidados são importantes pra evitar problemas de saúde. Pacientes sedentários e acima do peso, por exemplo, não devem iniciar por uma corrida, mas optar por atividades sem nenhum impacto, como: bicicleta, natação, hidroginástica ou musculação. É importante ganhar um pouco de força antes de começar as atividades”, esclarece Dr. Eduardo Bernardo, médico do esporte do iFor.

Já no crossfit, justamente por sua grande intensidade, a incidência de lesões musculares é relativamente alta. Principalmente em iniciantes, que se encantam pelos exercícios e supostos benefícios e acabam exagerando nas cargas. Segundo o especialista, a falta de instrução pode levar o praticante a esse exagero e, consequentemente, às lesões. Nesse caso, demanda-se alto grau de supervisão de profissionais especializados, sobretudo para os que ainda não desenvolveram qualidades físicas mínimas para suportar os complexos exercícios. A orientação profissional vai garantir ao atleta um padrão motor para executar os movimentos da forma correta e evitar lesões.

Um estudo publicado pela Journal of Strength and Conditioning Research, em 2013, alertou para o índice de lesão extremamente alto provocado pelo Crossfit. Dos praticantes da modalidade pesquisados, 73,5% tiveram algum tipo de lesão, dentre os quais, 7% foram submetidos a cirurgias, na maioria dos casos, nos ombros e coluna.


 Por sua vez, se os exercícios forem executados com atenção e acompanhamento médico, podem trazer inúmeros benefícios. A corrida é responsável por reduzir a gordura corporal, melhorar a ansiedade, tensão, qualidade do sono, os níveis de colesterol e a força de membros inferiores, fortalece a capacidade cardiovascular e pulmonar, auxilia na redução da osteoporose e diminuição da pressão sanguínea.

No caso do crossfit, o praticante pode desenvolver todas as valências físicas de modo amplo e geral, promove aumento de força e resistência musculares, melhora o sistema cardiorrespiratório, a coordenação motora, a agilidade, o equilíbrio e a precisão, além do controle ou diminuição de peso.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Sedentarismo é responsável pelo surgimento de inúmeras doenças

Mudanças na rotina são excelentes formas de tornar o corpo ativo

Os avanços tecnológicos são grandes aliados da modernidade, mas, se utilizados em excesso, podem induzir ao sedentarismo. É comum que atividades simples, como ir até a lanchonete da esquina sejam substituídas por pedidos de comida pelo aplicativo de celular, assim como ficou mais cômodo pagar as contas sem precisar ir ao banco. 

É indiscutível a praticidade, porém as atividades cotidianas também contribuem para manter o corpo ativo. Especialistas relatam que a população atual gasta bem menos calorias por dia do que há 100 anos, e 70% da população brasileira não pratica exercícios físicos regularmente. O destaque é que mudanças simples podem contribuir para que doenças sejam evitadas.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é considerado sedentário o indivíduo que gasta menos de 2.200 calorias por semana em atividades físicas e ocupacionais, representando um gasto de 300 calorias por dia, equivalente a uma hora de movimento significativo. O sedentarismo é considerado um problema de saúde pública, pois pode desencadear diversos problemas como colesterol, diabetes, hipertensão, sobrepeso e obesidade. 

- Além de oferecer diversos benefícios para a saúde, a prática de atividade física também é grande aliada da saúde emocional, pois aumenta a autoestima, a autoconfiança, o sentimento de felicidade promovendo entusiasmo e otimismo. Um grande leque de opções é oferecido e não é preciso ir para academia para sair do sedentarismo. Caminhar, correr, pedalar, nadar ou jogar bola são excelentes atividades para movimentar o corpo e cuidar da saúde – comentou o ortopedista do Hospital Rios D’Or, Rodrigo Rezende.

A escolha pela atividade a ser praticada deve respeitar algumas questões como doenças pré-existentes, condição física e idade. Os limites do corpo devem ser respeitados e a consulta médica antes do início de qualquer esporte deve ser uma regra para evitar lesões musculares e/ou danos permanentes à saúde.

- Através da avaliação médica é possível identificar algumas inconformidades como hipertensão arterial, problemas cardíacos, pulmonares, entre outros. Por isso, a consultas médica prévia é tão importante. Além disso, vale ressaltar que o uso associado de estimulantes, energéticos e anabolizantes pode provocar arritmia cardíaca – detalha Dra. Olga Ferreira de Souza, coordenadora do serviço de arritmia e eletrofisiologia da Rede D'Or São Luiz.

Nunca é tarde para resgatar a saúde. A primeira regra para se tornar ativo é sair da zona do conforto e se conscientizar sobre a importância do exercício físico. Escolher uma atividade que dê prazer é fundamental para a regularidade da prática. Mudar simples hábitos como usar a escada ao invés do elevador, ir até a padaria caminhando e estacionar o carro em um lugar distante do seu destino são boas formas para dar um “chega pra lá” definitivo ao sedentarismo.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Febre Amarela: Especialista comenta principais sintomas que se assemelham a outras doenças

O forte calor associado ao período de chuvas é um fator de alerta para doenças propagadas pelo Aedes aegypti. Isso porque clima facilita a proliferação dos ovos do mosquito vetor da Dengue, Zika, Chikungunya e da Febre Amarela – enfermidade relacionada mais recentemente a esse transmissor. Os sintomas causados por estas doenças são similares e acabam causando dúvida na população, por isso, é indicado uma avaliação médica para definição da melhor conduta a ser tomada.



- A maioria das pessoas infectadas pelo vírus da Febre Amarela apresentam sintomas leves como febre e cefaleia com duração média de dois dias, mas em alguns casos o quadro clínico pode ser moderado apresentando dor muscular, nas articulações, náuseas e, em alguns fenômenos agudos, o paciente pode ter hemorragia causando icterícia, um sintoma que deixa a região dos olhos, pele e mucosas com aspecto amarelado. Não existem tratamentos médicos específicos contra o vírus. Geralmente o tratamento visa melhorar os sintomas e, em casos mais graves, pode haver reposição do sangue perdido nas hemorragias, diálise para os rins afetados e controle geral das complicações – detalha a infectologista Sílvia Oliveira, do Hospital Rios D’Or.

Combate ao Aedes aegypti – A prevenção, com a eliminação dos focos das larvas, ainda é a melhor forma de evitar a doença, mas a vacinação também é importante para a imunização contra a Febre Amarela, sendo indicada para moradores ou visitantes de áreas consideradas de risco dos 9 meses aos 60 anos de idade alcançando eficácia de até 97% com apenas uma dose, segundo a Organização Mundial de Saúde. A vacina contra febre amarela, disponível em postos de saúde e em algumas clínicas particulares, é contraindicada para gestantes, mulheres que estão amamentando, crianças até seis meses e pessoas com mais de 60 anos. Pacientes oncológicos e portadores de doenças crônicas só podem ser vacinados com indicação médica, assim como pessoas alérgicas.

Conheça os principais sintomas da Febre Amarela, Zika, Dengue e Chikungunya:



terça-feira, 21 de março de 2017

Cirurgia robótica é a indicação mais segura para procedimentos ginecológicos


Retirada de miomas, tratamento da endometriose e outras patologias se beneficiam com tecnologia cirúrgica

As doenças ginecológicas são sempre motivo de atenção. Especialistas recomendam o acompanhamento médico em consultório e realização de exames preventivos, associados aos hábitos saudáveis, para evitar complicações. Mas, quando o caso tem indicação cirúrgica, as mulheres podem ser beneficiadas pela tecnologia na medicina, recebendo um tratamento mais resolutivo e minimamente invasivo. A cirurgia robótica é a opção mais recomendada para o tratamento dos miomas uterinos, da endometriose profunda e do câncer ginecológico pélvico.

- A indicação de procedimentos minimamente invasivos, auxiliados pela robótica, tem como benefícios principais a preservação da fertilidade e das estruturas anatômicas, assim como melhores condições no pós-operatório. Anterior a esta tecnologia, era comum que as mulheres tivessem que ser submetidas a procedimentos mais invasivos, radicais e com maior risco de hemorragias e infecções. Hoje, esta realidade pode ser alterada devido a evolução da tecnologia na medicina, que vem a beneficiar tanto o paciente quanto ao cirurgião. A robótica tem um ganho significativo em relação a laparoscopia e inigualável a cirurgia aberta, com menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e retorno precoce às atividades cotidianas – esclarece Dr. Michel Zelaquett, ginecologista especialista em miomas uterinos e cirurgião em robótica do Hospital Quinta D’Or.



A cirurgia robótica ginecológica é indicada para procedimentos de alta complexidade, que requerem cada vez mais precisão para sua realização. Pacientes diagnosticadas com doenças benignas como miomas uterinos e endometriose, podem ser submetidas a cirurgia robótica, tanto no intuito de preservação do útero e da fertilidade, quanto para a histerectomia (retirada do útero), quando necessário. Além disso, esta tecnologia também é amplamente empregada para o tratamento do câncer de colo uterino, de endométrio e ovário, com ótimos resultados em relação ao tratamento da doença, associado a uma rápida recuperação da paciente. Hoje, o Hospital Quinta D’Or, através de seus cirurgiões altamente especializados, é a maior referência no Rio de Janeiro para procedimentos ginecológicos através da cirurgia robótica.

Tecnologia a Serviço da Mulher – A cirurgia robótica tem sido indicada para diversos procedimentos em ginecologia, como miomectomias (cirurgia para retirada dos miomas e preservação do útero), histerectomias desde as mais simples até as mais complexas, reconstruções pélvicas, endometrioses severas e para o tratamento do câncer ginecológico. O procedimento minimamente invasivo gera muitos benefícios para as pacientes, como a realização de cirurgias mais seguras com redução de complicações hemorrágicas e infecciosas, recuperação mais rápida e menos dolorida, fazendo com que o retorno às atividades diárias seja acelerado.

Integralidade na assistência – O conceito de Centro de Saúde da Mulher, implantado no Hospital Quinta D’Or, caracteriza a interligação dos serviços destinados aos cuidados femininos. Contemplando desde atendimento em consultório, exames de diagnóstico de alta tecnologia e tratamentos cirúrgicos, os especialistas atuam de forma integrada gerando melhor resultado e assertividade à assistência. Além disso, toda a equipe está fundamentada na humanização, para atender de maneira personalizadas, com acolhimento e empatia as pacientes, proporcionando um ambiente mais confortável e seguro.

Cirurgia Robótica – Os benefícios da cirurgia robótica têm sido potencializados através da capacitação de todos os especialistas – compromisso da Rede D’Or São Luiz que, desde 2016, atua com um programa especial de treinamento de robótica para seus cirurgiões, com certificação internacional de qualidade, contribuindo na qualificação dos especialistas, o que resulta em procedimentos mais seguros. Ao todo, 1000 cirurgias robóticas já foram realizadas na Rede D’Or São Luiz, nos hospitais que alocam os seis robôs Da Vinci – modelo mais moderno no Brasil: em São Paulo, no Hospital São Luiz - Unidade Itaim, Hospital São Luiz - Unidade Morumbi, e Hospital e Maternidade Brasil; em Pernambuco, no Hospital Esperança Recife; e no Rio de Janeiro, no Hospital Quinta D’Or e no Hospital CopaStar.

Além da ginecologia, outras especialidades operam com esta tecnologia: urologia, cirurgia bariátrica, oncologia, tórax, entre outras. Os hospitais da Rede D’Or São Luiz estão credenciados com a patente Da Vinci Surgery, e todo o procedimento é muito seguro. O braço do robô é o responsável por segurar as pinças introduzidas no paciente para a cirurgia – com total precisão, e quem controla todos os comandos são médicos altamente treinados para a realização da cirurgia robótica.