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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Coração saudável é sinônimo de pressão arterial controlada

Dos fatores de risco para doenças cardiovasculares, um dos mais importantes é a pressão alta – a hipertensão. A boa notícia é que você pode tomar medidas para proteger e melhorar sua saúde cardíaca, adotando alguns hábitos saudáveis!



A Pressão Arterial é a pressão que o sangue exerce nos vasos sanguíneos. O sangue circula pelo corpo humano graças ao efeito impulsor do coração, que atua como se fosse uma bomba.

Quando a pressão aumenta nesses vasos, sem tratamento, pode levar ao Infarto agudo do Miocárdio (IAM), Acidente Vascular Cerebral ou Encefálico (AVC ou AVE), Lesão Renal Aguda (LRA), entre outros.

Como a pressão alta ou hipertensão não apresenta sintomas na maioria dos casos, a solução é prevenir e aferir a pressão periodicamente. Afinal os sintomas podem aparecer apenas em uma crise, quando há elevação brusca da pressão alta, com alterações como dor de cabeça, taquicardia e visão turva.

A hipertensão não tem cura, mas tem tratamento para ser controlada. Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente, que depende das comorbidades e medidas da pressão. É importante ressaltar que o tratamento para hipertensão inicia-se a mudança do estilo de vida associado ou não a medicamentos

Mudanças nos hábitos alimentares, prática de exercícios físicos e até mais momentos de lazer e relaxamento podem contribuir para um coração mais saudável. Confira algumas medidas de prevenção:

– Controle de peso
– Reduzir o sal
– Praticar atividade física regular
– Evitar o stress
– Abandonar o fumo
– Moderar o consumo de álcool
– Evitar alimentos gordurosos

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Obesidade infantil: Especialistas destacam 10 principais condutas para evitar

Alimentação equilibrada, exemplo dos pais e atividades físicas são algumas das medidas

“Comer, comer, é o melhor para poder crescer”. Pais já devem ter cantado essa música em algum momento da vida dos filhos para estimulá-los a comer. Porém, na ansiedade por vê-los alimentados, acabam cometendo erros que podem refletir no peso da criança: liberar guloseimas, não criar regras de alimentação e não ofertar variedades de alimentos. Associado a isso, há ainda dispositivos, como videogames, celulares e computadores, que distraem e afastam os pequenos das atividades que queimariam calorias.

Diante desses fatores, crianças crescem com sobrepeso e/ou mesmo obesidade, podendo prejudicar suas saúdes físicas e mentais para o resto da vida. Segundo o IBGE, cerca de 15% das crianças brasileiras estão acima do peso, e, na região Sudeste o número é ainda mais preocupante: o índice chega a 38% entre os pequenos de 5 a 9 anos.

Especialistas da Rede D’Or São Luiz respondem dez perguntas com orientações aos pais, indicando estratégias e dicas para ajudar na alimentação infantil. Há participação da pediatra do Hospital Barra D’Or, Dra. Carla Dall Olio; da nutricionista do Hospital Oeste D’Or, Deise Barcellos; da endocrinologista pediátrica do Hospital Barra D’Or, Dra. Fernanda Pereira André; e da psicóloga do Hospital Quinta D’Or, Dra. Fernanda Starling.



1 – Como incentivar uma dieta equilibrada em substituição aos produtos industrializados? 
- Pediatra: A família precisa avaliar o que consome pois os hábitos das crianças refletem geralmente os hábitos dos seus cuidadores, especialmente daqueles que fazem as refeições juntos. Ofertar os alimentos saudáveis de forma natural e rotineira ajuda a introduzir novos costumes. A alimentação saudável é mais facilmente implementada se a família desejar de fato e focar neste estilo de vida. Se a criança não entende aquela mudança como boa para todos, ela vai sentir-se punida ou mesmo excluída da rotina dos pais e cuidadores, e não haverá adesão aos novos hábitos.

2 – Quais as dicas para os pais que não têm tempo para preparar refeições adequadas para os filhos?
- Pediatra: Quando se tem filhos, os pais precisam se organizar já de imediato com diversos horários e regras: para bom sono, bom crescimento e desenvolvimento, e tudo que envolve uma vida saudável.  Na alimentação, há formas de preparo antecipado que facilitam o dia a dia.
O ideal é ir às compras pensando no cardápio da semana, que deve abranger, inclusive, os adultos. Por exemplo, as porções de legumes podem ser fracionadas e separadas em potes (após higienização), e irem sendo consumidas em saladas, purês ou sopas. As folhas também podem ser lavadas e guardadas, já limpas, na geladeira e serem consumidas ao longo dos dias. Uma outra indicação é evitar comprar sucos industrializados e preparar sucos de fruta na hora do consumo. Se a correria não permitir, congele as frutas como morango ou manga. Desta forma é possível oferecer mais nutrientes e menos açucares do que os que agregam os sucos prontos; entre outras medidas simples.

3 – O que não deve faltar na alimentação de uma criança? 
- Nutricionista: Diversidade. Precisamos ofertar tudo para as crianças quebrarem os preconceitos do sabor, dentro do que seja adequado. O ideal é que seja realizada uma avaliação individual, com a análise dos hábitos alimentares e das condições do organismo. O cardápio das crianças deve conter porções adequadas e balanceadas nutricionalmente, de acordo com a faixa etária. De forma geral, a dieta deve ser rica em frutas, legumes, verduras, fontes de proteínas magras e cereais integrais.

4 – Obesidade sempre está ligada a ingestão gorduras e açúcares? Fale sobre isso. 
- Pediatra: A obesidade é fruto da má alimentação associada ao sedentarismo. Com relação aos grupos alimentares, os carboidratos e lipídios são os de maior teor calórico e vilões nas dietas de emagrecimentos. Contudo, quando se pensa em alimentação infantil não devemos esquecer que este indivíduo está em fase de extremo desenvolvimento físico e mental. Portanto, dietas restritivas de qualquer grupo para crianças são perigosas e só podem ser prescritas por nutrólogos, nutricionista, endocrinologistas ou pediatras, de acordo com o diagnóstico do paciente.

5 – Criança com peso “normal” significa que seja saudável?
- Pediatra: Além do peso, avaliamos dados como a altura e o IMC (índice de massa corporal) de acordo com a faixa etária e sexo. O conjunto destas informações antropométricas é um sinalizador se a saúde está ou não presente neste paciente de modo geral. Mas existem pacientes que têm estes índices normais, porém obtidos de uma alimentação desequilibrada, que vão repetir em alterações do colesterol, triglicerídeos, glicemia (levando ao diabetes) e até mesmo anemias por baixa ingestão de ferro ou vitamina B. Para tal avaliação, a consulta pediátrica de rotina para seguimento do paciente é importante, pois de acordo com as informações sobre os hábitos alimentares e o exame físico (observando além do peso, o indivíduo e em especial a pele, cabelo, unhas e pressão arterial).

6 – De um lado crianças com sobrepeso/obesidade e do outro uma geração focada no “fitness”, mesmo tão novos. Qual seria o perfil para uma criança saudável? 
- Nutricionista: Tudo é um equilíbrio, e o mais importante é respeitar o biotipo da criança. Além disso, é indicado orientá-las quanto ao respeito as diferenças estéticas de cada indivíduo, e evitar a exposição as mídias que estimulam o culto ao corpo. Contudo, é imprescindível manter o diálogo saudável entre a família e a criança sobre o assunto.

7 – Pais obesos terão filhos obesos? 
- Endocrinologista: Existem genes envolvidos com a obesidade. No entanto, a principal causa de obesidade é excesso de calorias por aumento de consumo e pouca perda. Quando se faz o inquérito alimentar de uma família onde todos estão obesos, observa-se, em quase sua totalidade, maus hábitos alimentares nos pais e filhos. O sedentarismo também é muitas vezes observado. Se esses pais corrigirem seus maus hábitos alimentares e estimularem a atividade física das crianças, seus filhos não serão necessariamente obesos.

8 – Criança pode tomar remédio para emagrecer? Quais os riscos?
- Endocrinologista: Para crianças o ideal é reeducação alimentar, atividade física e suporte psicológico. Terapia medicamentosa só está liberada para adolescentes, sob prescrição médica, e há poucas opções. As medicações podem levar à perda de vitaminas lipossolúveis e podem agir no sistema nervoso central e ainda aumentar a pressão arterial – potencializando o risco infarto.

9 – Como os pais podem conversar com os filhos que estejam sofrendo devido sua aparência física? 
- Psicóloga: É fundamental uma escuta atenta para entender melhor o que está acontecendo. Não minimizar o sofrimento da criança, de forma que ela se sinta acolhida, ajudando-a a encontrar um caminho para melhorar o sentimento que a criança tem de si mesma. Além disso, é importante procurar a coordenação pedagógica do colégio para que possa ser feito um trabalho com o grupo em que a criança está inserida. Muitas vezes, o amiguinho que produz esses ataques é o que mais está precisando de ajuda. Em caso de muito sofrimento psíquico os pais devem procurar um profissional.

10 – Pais devem oferecer algum tipo de compensação para que a criança se dedique a uma dieta? 
- Psicóloga: Tendo em vista que mudanças apenas serão efetivas se baseadas em motivações internas, em vez de propor recompensas, se torna mais importante ajudar na percepção de que a perda de peso e o bem-estar que advém já serão a realização desejada.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Lavar as mãos de forma correta contribui para evitar doenças

Medida considerada simples reduz a incidência de doenças infecciosas, como resfriados, diarreia, conjuntivite, entre outras


As mãos são consideradas mundialmente vetores de microrganismos. Especialistas alertam que o hábito de higienização contribui para eliminar estes causadores de doenças e, consequentemente, prevenir a transmissão dos mesmos, portanto, higienizar as mãos deve ser uma atividade frequente. Há duas formas de higienização das mãos: uso de água e sabão, e o uso de soluções alcóolicas associadas a emolientes, como gel e glicerina. Assim, na impossibilidade de lavar as mãos, a limpeza pode ser feita com soluções alcoólicas, que tem a mesma eficácia.

- É comum que as pessoas tenham o cuidado de lavar as mãos antes das refeições, mas há outras oportunidades que devem ser lembradas. Objetos e superfícies comuns podem ser grandes fontes de disseminação de agentes infecciosos como maçanetas, corrimãos, apoios em transportes, assim como dinheiro. É importante destacar que as mãos são as principais vias de transmissão de muitas doenças e que precisam ser higienizadas sempre que houver situações de risco e quando estiverem visivelmente sujas – enfatiza Dr. Paulo Furtado, infectologista do Hospital Niterói D’Or.

Além do ambiente comum, o cuidado deve ser redobrado nas unidades de assistência à saúde, como hospitais, onde há risco de transmissão cruzada, ou seja, a disseminação de agentes infecciosos como bactérias e vírus, por intermédio das mãos de uma pessoa saudável (profissionais de saúde e visitantes) para uma pessoa suscetível (pacientes). Portanto, a higienização das mãos se faz ainda mais necessária.

O infectologista Paulo Furtado destaca as seguintes questões:

Quais são as principais doenças que podem ser transmitidas?
Todas as doenças infecciosas podem ser veiculadas por intermédio das mãos. Podemos destacar algumas mais comuns: gripe, conjuntivite, doenças de pele e gastroenterites.

 Por que lavar as mãos é uma prática tão importante?
Há casos em que não nos damos conta de que as mãos estão sujas, pois as bactérias e microrganismos não podem ser vistos a olho nu. Portanto, é preciso que estejamos atentos que o ato de lavar as mãos remove as impurezas, suor e oleosidade, além das células mortas, que propiciam ambiente de proliferação de bactérias, fungos e vírus.

Em quais casos o álcool em gel pode ser usado?
O álcool tem a mesma eficácia da água e sabão. No entanto, não remove sujidade. Outra diferença está no tempo: para higienizar corretamente as mãos com produtos alcoólicos necessita-se de 30 segundos, enquanto é necessário maior tempo quando do uso de água e sabão.

Quando se deve higienizar as mãos?
As ações de higiene das mãos são mais eficazes quando a pele das mãos é livre de lesões/cortes, as unhas estão no tamanho natural, curtas e sem esmalte, e as mãos e antebraços sem adereços e descobertos.

Lavar as mãos deve fazer parte da rotina de todos, especialmente nas seguintes ocasiões:

- Antes de comer ou manusear alimentos;

- Após ter utilizado as instalações sanitárias;

- Após assoar o nariz, tossir ou espirrar;

- Antes de efetuar qualquer ação que inclua o contato com mucosas corporais (por exemplo, colocar ou retirar lentes de contato);

- Após tocar animais ou seus dejetos;

- Após manusear resíduos (por exemplo, lixo doméstico);

- Após usar transportes públicos;

- Antes e após tocar doentes ou feridas (cortes, arranhões, queimaduras, etc.);

- Antes e após uma visita a um doente internado (hospital ou outra instituição).

Como lavar as mãos de forma correta?
- Retire todos os acessórios (anéis, pulseiras, relógios);

- Para secar as mãos, sempre que possível, opte por toalha de papel;

- Em ambientes públicos, feche a torneira com papel ou com o antebraço.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Alergias respiratórias estão entre as mais frequentes, seguidas das alimentares

Em alguns casos, a exposição ao alergênico pode causar complicações e até levar ao óbito

São muitos os tipos de alergias existentes. E tantos outros fatores responsáveis por desencadear as “incômodas” crises alérgicas. O Brasil está no grupo dos países com maior prevalência de asma e rinite alérgica no mundo. Estudos apontam que cerca de 80% dos pacientes com asma possuem também rinite alérgica, o que agrava os períodos de crise. Além destas doenças, conjuntivite alérgica e dermatite atópica estão no ranking, seguidas pelas alergias alimentares, principalmente a proteína do leite e do ovo, e a frutos do mar – o que pode, em alguns casos, causar a morte do paciente.

- As alergias são doenças multifatoriais e se manifestam como respostas imunológicas exacerbadas a uma substância após sensibilização prévia. Um elemento que cause reação anormal em determinada pessoa, não necessariamente causa alergia em outra. Há alguns casos que estão relacionadas ao fator genético, como rinite e asma. No entanto, as alergias medicamentosas e alimentares não são possíveis de serem previstas, e podem ocorrer com qualquer pessoa em qualquer idade – declara a Dra. Camila Filgueiras, alergologista do Hospital Caxias D’Or.



Também alguns objetos, produtos e situações podem gerar alergias, como: contato da pele com acessórios de metal, plástico ou couro; botões metálicos; elásticos; esmalte; picada de insetos; produtos de limpeza; entre vários outros. Alguns sintomas são característicos para estas reações, como coceiras, obstrução nasal, espirros, coriza, lacrimação, edemas, falta de ar, que podem estar associados ou não.

Reações alérgicas alimentares e medicamentosas podem cursar com urticária, angioedema (inchaço repentino), mas podem também evoluir para anafilaxia, podendo levar a morte se não for tratado em tempo hábil – é impossível prever qual será a gravidade da reação. As crises de asma grave também podem levar ao óbito.

O mais importante é que, uma vez identificada a resposta alérgica deve-se procurar um especialista para a análise do caso e realização de exames que possam detectar as causas da reação e definir o tratamento adequado. De modo geral, evitar exposição ao fator desencadeante é a primeira medida a ser tomada.

10 medidas para evitar as crises alérgicas respiratórias:

- Evitar objetos que acumulem poeira, principalmente no quarto de dormir;

- Utilizar pano úmido e álcool para limpeza de cômodos e móveis, evitando varre;

- Evitar cortinas de pano e tapetes, pois acumulam poeira;

- Trocar roupas de cama com frequência e, se possível, secar ao sol;

- Usar capas em colchão e travesseiro, preferencialmente, plásticas;

- Evitar animais doméstico no local de dormir;

- Não comer na cama, para que resíduos alimentares não fiquem no local;

- Deixar a casa arejada e deixar bater sol;

- Limpar filtros de ar condicionado com frequência;

- Evitar áreas com infiltração e mofo.